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Título: José Reis e o papel dos cientistas na divulgação científica


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Título: José Reis e o papel dos cientistas na divulgação científica

Marta Ferreira Abdala Mendes

Doutoranda em História das Ciências da Saúde

Casa de Oswaldo Cruz / Fiocruz

e-mail: martabdala@brfree.com.br

Tel: 21 91616493

Área temática: Profissionalização da divulgação científica
Palavras-chaves: ciência, divulgação científica, José Reis
Resumo

No Brasil, o surgimento de uma divulgação científica própria relaciona-se com a produção científica no país, evidenciando uma mobilização e interesse da comunidade científica em divulgar suas atividades para um público não especializado a fim de obter também o reconhecimento da sociedade. Meu objetivo é, em linhas gerais, analisar como, historicamente, os cientistas se dedicaram à divulgação científica e de que maneira ela se constituiu em instrumento de visibilidade e legitimidade da ciência. Para isso, é preciso identificar a origem da divulgação científica feita pelos próprios cientistas em sua dimensão socio-politica-cultural. Dessa maneira, justifica-se um estudo socio-histórico da ação do cientista-divulgador José Reis para se compreender o significado de divulgação científica e o papel social dos cientistas num contexto histórico marcado. Analisando sua atuação no campo da divulgação científica, podemos observar como sua trajetória profissional e política confunde-se com sua trajetória pessoal. E, ao mesmo tempo, podemos entender sua importância na construção desse campo no Brasil.

Dessa forma, é possível refletir a complexidade da interação entre a ciência e sociedade a partir da divulgação científica, para, talvez, ir além de uma análise descritiva das condições sociais, econômicas e políticas que a engendrou.
INTRODUÇÃO

A divulgação da ciência não é um fenômeno recente. A preocupação do cientista em difundir suas idéias entre os seus pares e entre a população letrada confunde-se com o surgimento da própria ciência moderna. A partir do século XVII, a ciência moderna criou uma linguagem e um modo de pensar próprios, diferentemente da linguagem e do senso comum da maioria das pessoas. Os modos históricos de apropriação do conhecimento científico e tecnológico, bem como os atores envolvidos nesse processo, podem ser integrados num quadro geral em que a difusão desses conhecimentos pelos cientistas fazia parte do próprio processo de construção sistemática de fatos científicos. (LATOUR (1997); KARIN KNORR-CETINA (1983)). Nos séculos XIX e XX, essa difusão também passou a ocorrer através do ensino formal e dos museus, na linha dos museus de primeira geração, formando pesquisadores e os de segunda geração divulgando o conhecimento científico e tecnológico.

Nos meados século XX, pode-se marcar uma outra transformação na relação entre ciência e sociedade desde do início da Modernidade. A ciência incorpora-se ao funcionamento cotidiano da sociedade e deixa de ser uma “instituição social heterodoxa” para desempenhar um papel estratégico como força produtiva e como mercadoria. Foi, principalmente, a partir da 2ª Guerra Mundial que ocorreu um maior contato dos indivíduos com a tecnologia no dia a dia, surgiu os fundos governamentais de controle social da ciência e de divulgação e o desenvolvimento do comunicador científico. A divulgação da ciência deixou de ser uma atividade legítima e valorizada apenas pelo pesquisador para tornar-se uma nova profissão, em que o conhecimento produzido passa a ser transferido, analisado e avaliado pela mediação de outros profissionais.

Wynne (1992) e Melo (1983; 1984) relacionam a divulgação científica às formas de enraizamento institucional, patrocínio, organização e controle da ciência. Eles argumentam que predominava nas atividades de divulgação científica as motivações de caráter corporativo e conservador, baseadas na busca de uma maior legitimidade, apoio e prestígio tanto para a comunidade científica, quanto para a ciência em si. Essa análise pode ser entendida dentro da visão instrumental da divulgação científica, em que o interesse dos cientistas em divulgar ciência associa-se, entre outros, em garantir o apoio incondicional da sociedade (entendida aqui no seu sentido mais amplo que inclui o Estado) e ao financiamento das atividades científicas. Para isso, é importante que a sociedade compreenda os métodos e usos da ciência, bem como a relação de dependência da produtividade econômica, a segurança nacional e a influência na política internacional com as contribuições vindas do avanço técnico-científico. O apoio público à ciência viria, então, da compreensão social sobre essa atividade, possível a partir de ações voltadas para ampliar a familiarização da sociedade com a atividade científica. A divulgação científica é analisada, assim, não apenas como instrumento do significado social da atividade científica, mas relacionada aos fenômenos sociais e políticos que a influenciam.

Após a II Guerra Mundial ocorreu, nos EUA, ações que permitiram que a cultura científica não ficasse restrita ao meio acadêmico. Naquele momento, o interesse era de melhorar e ampliar os programas de estudos científicos nos EUA, em todos os níveis, em decorrência de um programa nacional de auxílio a pesquisa básica e aplicada. O que iniciou como uma tentativa de treinar cientistas e engenheiros desdobrou-se, devido aos educadores, no esforço em proporcionar aos estudantes e a sociedade uma maior e melhor compreensão da ciência e da tecnologia. Ana Maria Sanches Mora (2003, p.25) destaca que, naquela época, os jornalistas limitavam-se a difundir as descobertas de sua própria maneira. Muitos cientista renomados passaram a fazer "a divulgação" da ciência, criando algumas das mais importantes obras de divulgação científica do início do século XX até sua metade. Porém, citando e concordando com Morris Shamos, a autora salienta que o esforço em divulgarem apenas o conhecimento científico produzido contribuiu para a adaptação dos cidadãos a uma sociedade tecnologizada. Mora (p.29, 2003) afirma que:

“... o uso da tecnologia, ou o conhecimento da técnica, não é cultura científica. Saber usar o computador, a televisão ou o forno de microondas não é saber ciência, não é tomar parte no

processo do conhecimento. A tecnologia é apenas o produto mais visível e consumível do empreendimento científico.”
No entanto, é importante destacar que essa mobilização da própria comunidade científica em divulgar ciência também ocorreu no Brasil. José Reis (1954), em seu artigo sobre a divulgação científica, apontava que o interesse dos cientistas e das instituições de pesquisa pelo trabalho de divulgação surgia como atividade organizada e sob o patrocínio das próprias instituições em vários países como também no Brasil.

No Brasil, o surgimento de uma divulgação científica própria relaciona-se com a produção científica no país, evidenciando uma mobilização e interesse da comunidade científica em divulgar suas atividades para um público não especializado, a fim de obter também o reconhecimento da sociedade. À medida que a ciência uniu-se ao desenvolvimento econômico, atrelando o progresso da sociedade ao progresso técnico-científico, o Estado - enquanto instrumento político de preservação das relações de produção - assumiu a sua institucionalização, manutenção e expansão. (FREITAG, 1979, p. XX). Em parte, a ação de divulgar ciência insere-se nas discussões internas à comunidade científica sobre seu papel social e político, tornando-se um instrumento junto ao público de legitimidade do papel da ciência e do cientista.

Referencial teórico e metodológico

Uma incipiente organização da divulgação científica no Brasil pode ser identificada a partir da década de 1920. Massarani e Ildeu (2002) situam um movimento, na década de 1920, de divulgação da ciência não apenas para um publico alfabetizado ou com algum conhecimento prévio, mas para um publico mais geral. O crescimento das atividades de divulgação científica no Rio de Janeiro nesse período esteve ligado a vários profissionais (professores, engenheiros, médicos etc.) e cientistas que estiveram envolvidos no movimento pela institucionalização da pesquisa básica no país e pela difusão mais ampla da cultura científica. Massarani cita alguns personagens que tiveram uma importante participação nesse processo, como: Manoel Amoroso Costa, Henrique Morize, irmãos Osório de Almeida, Juliano Moreira, Edgar Roquette-Pinto e Teodoro Ramos entre outros.

Nesse período foi criada a Sociedade Brasileira de Ciência (1916) que, em 1922, transformou-se em Academia Brasileira de Ciência. Membros da ABC, junto com outros profissionais, participaram da fundação de um novo veículo de comunicação, a Radio Sociedade do Rio de Janeiro destinada a apresentação de programas variados de temas educacionais, culturais e científicos. De uma forma geral, as atividades de divulgação cientifica na década de 1920 estavam voltadas para a difusão de conceitos e conhecimentos da ciência pura e não tanto a exposição de trabalhos de aplicação técnica. A autora, porém, destaca que a década de 1920 apresentou atividades de divulgação científica mais organizadas e com participação de renomados cientistas e acadêmicos do Rio de Janeiro em relação ao final do século XIX. (MASSARANI E ILDEU, p.56, 2002). No entanto, essa divulgação era realizada ainda de forma fragmentada e lacunar, pois refletia um cenário científico frágil, em que não havia uma tradição de pesquisa científica consolidada. Todavia, a questão da divulgação da ciência surgia embrionariamente na comunidade científica que iniciava a luta por condições para o desenvolvimento da pesquisa básica.

A ação de difusão e de divulgação pelos cientistas, no início do século XX, precisa ser inserida no contexto histórico marcado pela institucionalização e pela profissionalização da ciência no Brasil. A divulgação científica parece assumir um novo papel social relacionado às atividades dos cientistas e passa a ser percebida como indispensável tanto para divulgar novos conhecimentos como para evitar um isolamento da comunidade científica em relação à sociedade. Tratou-se de um movimento duplo, interno e externo à comunidade científica, que tinha como objetivo não só desenvolver crenças e valores junto aos cientistas como estabelecer para o poder público a necessidade de se criar e manter instituições ligadas à ciência e para a sociedade a importância da ciência para o desenvolvimento da nação. Ou seja, criar um ambiente social satisfatório à ciência.

Esse interesse e iniciativa da comunidade científica em divulgar a ciência, com maior sistematicidade, também esteve associado a um movimento maior de ampliação da cultura do povo brasileiro, que aflorou principalmente em São Paulo e no Rio de Janeiro, pelos educadores, cientistas e intelectuais. Segundo Mello (1983), a prática da divulgação no Brasil esteve, no início, intimamente vinculada ao surgimento das universidades brasileiras e a criação da sociedade brasileira para o progresso da ciência (SBPC). Não sendo, porém, tão orientada para a popularização da ciência e tecnologia como entendemos atualmente.

Segundo Candotti (p.15, 2002), para entender melhor o papel dos cientistas na divulgação das idéias cientificas para o público em geral é preciso compreender a importância do percurso realizado e as construções que orientaram essa caminhada. A perspectiva de análise desse trabalho detém-se na relação entre ciência e sociedade, na qual está incluída o papel das instituições científicas, o papel do Estado e seus institutos na definição, controle e na execução da política da ciência e interesses particulares e coorporativos que respondem a valores da comunidade científica. Esses aspectos refletem questões já muito tempo levantadas por autores da sociologia da ciência como Merton, Ben-David.

A análise histórica da divulgação da ciência precisa incorporar não só as características peculiares da ciência, mas igualmente sua inserção na sociedade. Indicamos uma direção para uma história social da ciência e da sua divulgação, na qual preocupa-se em entender a divulgação não apenas pelas influências sociais. O interesse nesse trabalho concentra-se na relação mais geral entre ciência e sociedade, a fim de se entender as especificidades e peculiaridades da divulgação da ciência num período histórico marcado, as ações de diferentes atores e das condições sociais, econômicas e políticas. A história social da ciência pode evidenciar os mecanismos sociais de valorização do trabalho científico. Ou seja, a divulgação da ciência é inserida no debate dos interesses e condições sociais e culturais pelos quais a ciência sofre um processo de intermediações e reinterpretações para conquistar uma visão pública favorável.

No Brasil, autores como Fernando de Azevedo (1994), Motoyama (1988), Simon Schwartzman (1979) procuraram analisar por uma perspectiva sociológica, os movimentos e especificidades históricas para a consolidação e entraves para o surgimento de uma comunidade e da atividade científica no Brasil. As primeiras tentativas para essa consolidação surgiram durante a década de 1940. Porém, como salienta Araújo e Oliveira (1985), não se pode entender essa questão separada dos condicionamentos sociais que influenciaram tanto a atividade científica quanto a vida e carreiras dos pesquisadores. Para o autor, merecem destaques os condicionamentos relativos ao ambiente cultural mais amplo e as próprias instituições de pesquisas. Para se tentar entender de que forma os fatores e valores culturais facilitam ou inibem o trabalho científico faz-se necessário uma reflexão socio-histórica que permita compreender a dinâmica e a complexidade da relação entre ciência e sociedade.


Objetivo

O objetivo mais geral desse trabalho é identificar o vínculo da divulgação da ciência à prática científica, às condições produtivas do país, à educação, à política, às condições gerais da institucionalização (marcada por incertezas e descontinuidades) e da profissionalização da ciência a fim de se chegar a uma dimensão mais ampla de divulgação. Situa-se a divulgação da ciência no movimento da comunidade científica de busca por reconhecimento e por legitimidade social de sua prática (o que Ben-David chama de papel social dos cientistas). É uma ação social-cultural ligada a uma ação política organizada a fim de criar laços com a sociedade, entendida aqui em seu sentido mais amplo que inclui o Estado. A divulgação científica seria um braço dessa ação política organizada.

Nesse contexto, destaca-se a trajetória de um cientista-divulgador: José Reis, para se investigar o papel social dos cientistas no início do processo de divulgação científica no Brasil, entre as décadas de 1940 e 1970. Esse pesquisador e incansável divulgador da ciência participou do movimento de implantação da comunidade científica, da luta pela institucionalização da ciência e da educação para todos. A partir de sua trajetória profissional e política (que se confunde com sua trajetória pessoal) destaca-se o papel social do cientista, particularizando o estabelecimento de uma crença social na ciência pela sua divulgação. Justifica-se analisar a participação de José Reis nesse processo de constituição da divulgação científica no Brasil, pois sua atuação, como cientista que se dedicou à divulgação científica, foi consistente, coerente e ininterrupta por 60 anos e evidencia de que maneira ela se constituiu em instrumento de visibilidade e legitimidade da ciência. José Reis é considerado o “pai da divulgação científica no Brasil”, não só por jornalistas científicos, que o tem como mestre, mas para a comunidade cientifica que consagrou este titulo batizando com seu nome o prêmio para os destaques em divulgação científica, Prêmio José Reis de Divulgação Científica (CNPq).

Uma análise incipiente dos trabalhos de José Reis, já demostra uma postura política e educativa em sua atuação na divulgação da ciência. O estudo tem como base os textos publicados por José Reis em três grandes veículos à época: Folha de São Paulo (1947-2002), a revista Ciência e Cultura (1949-1954 e 1972-1985) e a revista Anhembi (1956-1962). Tais veículos foram utilizados pois demonstram o interesse em se criar na sociedade um ambiente satisfatório à ciência, ligando os pesquisadores com o público, de modo a se fazer presente o conhecimento científico na sociedade.

Num aspecto geral, pode-se destacar que sua divulgação científica realizada no jornal estava relacionada ao desenvolvimento de uma divulgação para um público mais amplo e leigo; na Revista Anhembi, a divulgação tinha um objetivo de conquistar um público mais elitizado e culto para as questões política-científica-cultural e na Revista Ciência e Cultura, o interesse estava em construir um instrumento de divulgação participante do movimento político de criação e de constituição de uma comunidade científica forte e da institucionalização e profissionalização da ciência.

Pode-se perceber em suas entrevistas e artigos, freqüentemente, o interesse na criação de um público mais “favorável à ciência”, utilizando a idéia de ligação imediata do conhecimento científico para a melhoria da qualidade de vida e o desenvolvimento do país. Essa atitude precisa ser interpretada dentro de um contexto histórico, em que a preocupação dos intelectuais era levar o conhecimento para ilustrar e emancipar as pessoas da ignorância e do atraso. Mesmo que os temas das palestras de José Reis variassem de acordo com as circunstâncias locais ou interesses, com certa freqüência eram apresentadas palestras que podem exemplificar essa preocupação como, por exemplo, “A ciência para vencer o subdesenvolvimento”, “História da ciência” etc.


Considerações finais

Uma das conclusões preliminares do estudo é a relação estreita entre a divulgação e a política científica. Isso se deu, principalmente, com a criação da SBPC, em 1948, e do CNPq, em 1951. Iniciou-se a politização das “questões científicas”, que passaram a fazer parte da agenda dos instrumentos de divulgação à época como a revista Ciência e Cultura (SBPC), a revista Anhembi e a Folha de São Paulo.

Outro aspecto conclusivo evidencia o que era divulgação científica nesse inicio. A divulgação era vista por José Reis como forma de constituir um público específico para a ciência. Era a maneira dos conhecimentos produzidos fazerem parte da cultura do cidadão, como ele dizia. Para ele, a divulgação científica tem uma função profundamente educativa por sua capacidade de possibilitar a criação no público de uma atitude científica. Essa atitude cientifica é para ele o que torna possível “ajudar a manutenção de altos padrões éticos dentro de várias profissões, pois um público bem instruído e informado distinguirá com mais facilidade os maus profissionais dos bons, os charlatões dos homens sinceros” (REIS, p.51, 2000)

Percebe-se a divulgação científica como meio de se instrumentalizar e instruir as pessoas em ciências, utilizando a divulgação de conhecimentos científicos como agente na construção da cidadania. Outra forma de entender a divulgação científica diz respeito não só a constituição de um público, mas também de despertar vocações e novos talentos. Essa posição, José Reis tomou desde o início de suas participações no jornal Folha da Noite e Folha da Manhã (mais tarde Folha de São Paulo) e nas revistas citadas, quando escreveu sobre a preocupação com a formação e desperdício de futuros talentos para ciência e sobre a importância de se estimular as feiras de ciências e clubes de ciência que, além de levar a ciência para um grande número de pessoas, poderiam revelar esses talentos.

Em parte, essa preocupação é uma posição frente ao momento em que a ciência brasileira encontrava-se, uma forma de fortalecer o papel da comunidade científico nacional e vincular a ciência à realidade brasileira, à problemática nacional e regional, ao Estado, a fim de se criar condições para investigação de nossos problemas e para o desenvolvimento de tecnologia própria, diminuindo a importação de tecnologia pronta.
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