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Que bom que vocês vieram


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Que bom que vocês vieram


  1. Carpentier

    1. Resposta ao regionalismo

      1. O próprio conceito de regionalismo é complicado, pois pode ser divido em pelo menos dois momentos:

        1. O regionalismo naturalista do final do século XIX (Manuel de Oliveira Paiva no Brasil)

        2. O regionalismo modernista dos anos 1920 e 1930 – La Vorágine, do Colombiano Eustasio Rivera; Doña Bárbara, de Rômulo Gallegos; ou Calunga de Jorge de Lima.

      2. Quais as características desse gênero?

        1. Descrição do ambiente

        2. Fatalismo – o ambiente determina o homem

        3. Agonismo – o homem luta contra o ambiente

        4. Glossários

      3. Trata-se de um modelo que se esgotara ainda nos anos 1930.

        1. Não deu tão errado no Brasil quanto em outros país latino-americanos. Aqui, sobreviveu em autores como Graciliano Ramos, José Lins do Rego e Adonias Filho.

        2. Mas todos esses também buscaram o universal – adotando um procedimento típico do boom.

    2. Defende, no final dos anos 1940 e início dos 1950, a necessidade de romper com o regionalismo, no qual percebe dois problemas.

      1. Falta de observação – ele superestimaria a capacidade que o escritor teria de assimilar o conteúdo que encontra

        1. O escritor naturalista é urbano, metropolitano

La función cabal de novelística consiste en violar constantemente el principio ingenuo de ser relato destinado a causar “placer estético a los lectores”, para hacerse un instrumento de indagación, un modo de conocimiento de hombres e de épocas - modo de conocimiento que rebasa, en muchos casos, las intenciones de su autor (13).


      1. O fato de ser um modelo importado

        1. Seu modelo é Le Roman Experimental, um manual do escritor naturalista publicado por Emile Zola em 1880

        2. Além do próprio Zola, muitos escritores do Leste Europeu recorreram ao nativismo para “retratar” seus povos.

En cuanto a nuestro copioso “nativismo”, aún vigente en ciertos sectores retardados de la literatura continental - “nativismo” que, con su descripción de ambientes y paisajes poco explorados por la literatura cobro momentáneos visos de originalidad - debemos admitir que sus mecanismos eran muy poco originales, respondiendo a una tendencia, una onda, que mucho se hacía sentir en Europa desde hacía algunos años (14-15).


    1. É um debate complexo da época

      1. A divisão ideológica esquerda versus direita é substituída por uma rede de diferenças constituída em três eixos.

          1. Político – esquerda versus direita

          2. Regional – periferia versus metrópole

          3. Estético – engajado versus esteticista

      2. Os resultados são interessantíssimos.

          1. Gallegos – direita regional engajada

          2. Borges – direita metropolitana esteticista

          3. Rosa – direita regional esteticista

          4. Astúrias e Arguedas – esquerda regional engajada

          5. Vargas Llosa – direita regional engajada

          6. Cortazar – esquerda metropolitana esteticista


El método naturalista-nativista-tipicista-vernacular aplicado, durante más de treinta años, a la elaboración de la novela latinoamericana nos ha dado una novelística regional y pintoresca que en muy pocos casos ha llegado a lo hondo – a lo realmente trascendental – de las cosas. No es pintando a un llanero venezolano, un indio mexicano (cuya vida no se ha compartido en el cotidiano, además) como debe cumplir el novelista nuestro su tarea, sino mostrándonos lo que de universal, relacionado con el amplio mundo, pueda hallarse en las gentes nuestras (16).


    1. De lo real maravilloso americano

      1. Começa falando de essa viagem pelo mundo

        1. China – 1) noção não-figurativa da arte e 2) liberdade do artista

          1. Pp. 101 e 102

        2. Islã

          1. Pp. 103 e 104

        3. Rússia

          1. Curiosidade premiada pelo entendimento – 106

        4. Praga

          1. Cidade alquímica

            1. Carlos IV, XIV

            2. Rodolfo II, XVII

          2. Cidade de Kafka

      2. Salta de Praga para a AL.

        1. AL como encarnação do fantástico

          1. Pp. 110 e 11

        2. O maravilhoso como realidade latino-americana

          1. Pp. 113

        3. Porque a AL encarna o maravilhoso?

          1. Fé – 114

            1. O surrealismo, a invenção do inconsciente, seriam tropos retóricos na Europa, mas realidades latino-americanas.

        4. Duas coisas a considerar

          1. Ou seja, o que na Europa seria uma farsa aqui seria real

            1. Alguém já disse isso – ainda que em um contexto ideológico diametralmente oposto?

          2. Transformação do subdesenvolvimento em reserva simbólica.

            1. Gabriela fez muito bem em ressaltar isso ao falar de GGM

Onze anos atrás [1971], o chileno Pablo Neruda, um dos brilhantes poetas de nosso tempo, iluminou este público com suas palavras. Desde então, os europeus de boa vontade – e às vezes aqueles de má vontade também – têm sido arrebatados, com cada vez mais força, pelas novidades fantásticas da América Latina, esse reino sem fronteiras de homens alucinados e mulheres históricas, cuja infinita obstinação se confunde com a lenda.


Uma realidade não de papel, mas que vive dentro de nós e determina cada instante de nossas incontáveis mortes de todos os dias, e que nutre uma fonte de criatividade insaciável, cheia de tristeza e beleza, da qual este errante e nostálgico colombiano não passa de mais um, escolhido pelo acaso [...] Poetas e mendigos, músicos e profetas, guerreiros e canalhas, todas as criaturas desta indomável realidade, temos pedido muito pouco da imaginação, porque nosso problema crucial tem sido a falta de meios concretos para tornar nossas vidas mais reais. Este, meus amigos, é o cerne da nossa solidão. [...] E se estas dificuldades, cuja essência compartilhamos, nos atrasa, é compreensível que os talentos racionais desta parte do mundo, exaltados na contemplação de sua própria cultura, se encontrem sem meios apropriados de nos interpretar. [...] É simplesmente natural que eles insistam em nos medir com o mesmo bastão que medem a si mesmos, se esquecendo de que as intempéries da vida não são as mesmas para todos, e que a busca pela nossa própria identidade é tão árdua e sangrenta para nós quanto foi para eles.
Cara a cara com esta realidade horrenda que pode ter parecido uma mera utopia em toda a existência humana, nós, os inventores das fábulas, que acreditamos em qualquer coisa, nos sentimos inclinados a acreditar que ainda não é tarde demais para nos engajarmos na criação da utopia oposta [...] Uma nova e avassaladora utopia da vida, onde ninguém será capaz de decidir como os outros morrerão, onde o amor provará que a verdade e a felicidade serão possíveis, e onde as raças condenadas a cem anos de solidão terão, finalmente e para sempre, uma segunda oportunidade sobre a terra.


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