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O ambiente empresarial e a gestão estratégica de custos


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O AMBIENTE EMPRESARIAL E A GESTÃO ESTRATÉGICA DE CUSTOS




Júlio César Massuda

Brasil

Faculdade de Ciências Aplicadas de Minas – UNIMINAS

jmassuda@uniminas.br



Vidigal Fernandes Martins

Brasil

Universidade Federal de Uberlândia

vidigal@ufu.br

Ernando Antonio dos Reis



Brasil

Universidade Federal de Uberlândia

eareis@ufu.br

Palavras-Chave: ambiente empresarial; estratégias competitivas;

gestão estratégica de custos




Tema: Evolução Histórica dos Sistemas de Contabilidade de Gestão
Recursos: Data-Show; micro computador, power point


O AMBIENTE EMPRESARIAL E A GESTÃO ESTRATÉGICA DE CUSTOS


Palavras-Chave: ambiente empresarial; estratégias competitivas;

gestão estratégica de custos




Tema: Evolução Histórica dos Sistemas de Contabilidade de Gestão

Resumo

As empresas ao longo do tempo fazem parte de um ambiente cada vez mais turbulento e competitivo, é inadmissível que ela se enclausure e deixe de trocar energias com seu meio, e que perceba ameaças e oportunidades, provocadas pela globalização da economia, associada às tendências sociais e tecnológicas. O artigo apresenta de forma resumida a organização como um sistema aberto, a análise estrutural da Indústria, as estratégias competitivas genéricas como foco na liderança no custo finalizando na gestão estratégica de custos.



O AMBIENTE EMPRESARIAL E A GESTÃO ESTRATÉGICA DE CUSTOS




Resumo

As empresas ao longo do tempo fazem parte de um ambiente cada vez mais turbulento e competitivo, é inadmissível que ela se enclausure e deixe de trocar energias com seu meio, e que perceba ameaças e oportunidades, provocadas pela globalização da economia, associada às tendências sociais e tecnológicas. O artigo apresenta de forma resumida a organização como um sistema aberto, a análise estrutural da Indústria, as estratégias competitivas genéricas como foco na liderança no custo finalizando na gestão estratégica de custos.




Palavras-Chave: ambiente empresarial; estratégias competitivas; gestão estratégica de custos




1. A Organização como um sistema aberto e dinâmico

A continuidade, a sobrevivência, o crescimento e o desenvolvimento de uma organização está na sua capacidade de interagir com o ambiente em que está inserida. A organização sofre influência externa, e influencia o ambiente em que faz parte, conforme o seu poder de: negociação, de pesquisa e desenvolvimento econômico, etc. Muitas das influências externas não podem ser previstas ou controladas.

Sob o enfoque da teoria dos sistemas, as organizações caracterizam-se como um sistema aberto e dinâmico, onde o sistema é visto como um conjunto de elementos interdependentes que, interagem entre si, com determinados objetivos e efetuam determinadas funções.

A organização é composta de vários sub-sistemas do sistema principal, cada um tem suas características próprias, porém de forma se relacionarem na constituição de um todo, e com objetivos ou uma razão que integra e justifica a reunião de suas partes.

Segundo Pereira In: Catelli (1999),

...como um sistema aberto, a empresa encontra-se permanentemente interagindo com seu ambiente. Como sistema dinâmico, realiza uma atividade ou um conjunto de atividades, que a mantém em constante mutação e requerem seja constantemente orientadas ou reorientadas para uma finalidade principal.


A estabilidade ou recorrência de atividades podem ser verificadas em relação às entradas de energia (inputs), à transformação de energias dentro do sistema e ao produto resultante (outputs), este modelo de sistema de input-output é tirado de sistema aberto, exposta por Von Bertalanffy (apud KATZ & KHAN , 1987).

A organização como sistema apresenta um padrão de atividades de troca de energia, de caráter cíclico, o produto resultante do processo para o ambiente supre as fontes de energia para a repetição das atividades do ciclo.

As organizações como sistema aberto para Katz & Khan (1987), tem características como: ciclos de eventos, entropia negativa, feedback, homeostase, diferenciacão e equifinalidade.

A entropia negativa - os sistemas abertos precisam adquirir entropia negativa para sobreviver, os sistemas mantêm suas características internas de ordem, quando inputs são maiores que outputs no processo de transformação.

O feedback, diz respeito aos inputs de informação e proporcionam alertas à estrutura sobre o ambiente e sobre seu próprio funcionamento do próprio sistema.

A homeostase ou estado firme é mais um equilíbrio dinâmico do que estático, os sistemas abertos não se acham em repouso, os inputs de energia para deter a entropia agem para manter um certo equilíbrio no intercâmbio de energia, de modo que os sistemas sobrevivam.

Os sistemas abertos em constantes movimentos, tendem a elaboração e diferenciação, devido a própria dinâmica de seus subsistemas como pela relação entre crescimento e sobrevivência.

Os sistemas abertos são caracterizados pelo princípio da equifinalidade ou seja um sistema pode alcançar mesmo estado final com origem em diferentes condições iniciais e através de caminhos diversos de desenvolvimento.

Segundo Bowditch & Buono (1997), a definição de um ambiente organizacional, há uma distinção analítica feita por teóricos da organização: ambiente geral versus específico.

O ambiente geral da organização se refere aos fatores, condições, tendências que afetam ou podem vir a afetar todas as organizações, sendo importante a empresa acompanhar suas mudanças e tendências. Inclui as condições tecnológicas, sociais e econômicas, interações políticas, fatores geográficos e ecológicos, de mercado e culturais.

O ambiente específico enfoca os fatores e as condições externas que tenham relevância imediata para a organização: clientes, fornecedores, sindicatos, concorrentes, sistemas bancários, governo, etc., o qual varia de empresa conforme o setor que está inserida, seus produtos e serviços ofertados.

Dentro do conceito de um ambiente organizacional específico, há necessidade de se entender a relação entre organização e diversos grupos sociais, a chamada teoria dos Stackholders.

A teoria dos Stakeholders, sugere que as organizações estejam a serviço da sociedade e não como o modelo dos stockholders onde uma organização é vista como uma porção de propriedade privada possuída por aqueles que dela tem ações, onde gestores cumprem suas obrigações básicas quando trabalham pelos interesses financeiros dos acionistas, sendo que os demais grupos constituídos pelos consumidores, fornecedores, concorrentes, funcionários, governos, sindicatos, comunidade local ou seja qualquer grupo ou indivíduos que possam afetar ou ser afetado pelo desempenho da organização são relegados a um plano secundário.

Segundo, Bowditch & Buono (1997), “os acionistas continuam a ocupar um lugar de destaque, mas seus interesses específicos devem ser definidos no contexto mais amplo do interesse público”.

A teoria dos Stakeholders propicia aos gestores uma maneira mais dirigida de pensar sobre o ambiente da organização com exigências novas, baseadas em expectativas da sociedade em mudanças e sobre o papel da organização com relação a sociedade, a compreensão e satisfação dos stakeholders são importantes para a continuidade do organização.

2. Análise Estrutural da Indústria

Segundo Porter (1991), a essência da formulação de uma estratégia competitiva é relacionar uma companhia ao seu meio ambiente, sendo seu aspecto principal o setor e as indústrias em que ele compete. A estratégia competitiva, não só responde ao meio ambiente, como também tenta modelar este meio em favor de uma empresa.

Para Porter (1992), o grau de concorrência em uma indústria depende de cinco forças competitivas básicas:


  • ameaça de entrada;

  • pressão dos produtos substitutos;

  • poder de negociação dos compradores;

  • poder de negociação com fornecedores;

- intensidade de rivalidade entre os concorrentes existentes.

Os elementos mais importantes de cada força competitiva segundo PORTER (1992):

- Barreiras de entrada: economia de escala; diferenças de produtos patenteados; identidade da marca; custos de mudança; exigência de capital; acesso a distribuição; vantagem de custo absoluto; curva de aprendizagem; acesso a insumos necessários; projetos de produtos de baixo custo; política governamental; retaliação esperada.

- Pressões dos produtos substitutos: desempenho do preço relativo dos substitutos; custos de mudança; propensão do comprador e substituir.

- Poder de negociação dos compradores: a) alavancagem de negociação – concentração: compradores X empresas; volume do comprador; custos de mudança do comprador em relação aos custos de mudança da empresa, informação do comprador; possibilidade de integração para trás; produtos substitutos. b) Sensibilidade ao preço – preço/compras totais; diferenças dos produtos; identidade de marca; impacto sobre qualidade/desempenho; lucros do comprador; incentivo dos tomadores de decisão.

- Poder de negociação dos fornecedores: diferenciação de insumos; custo de mudança dos fornecedores e das empresas na indústria; presença de insumos substitutos; concentração de fornecedores; importância do volume para o fornecedor; custo relativo a compras totais na indústria; impacto dos insumos sobre custo ou diferenciação; ameaça de integração para frente em relação à ameaça de integração para trás pelas empresas da indústria.

- Intensidade da rivalidade: crescimento da indústria; custos fixos; excesso de capacidade crônica; diferença de produtos; identidade de marca; custo de mudança; concentração e equilíbrio; complexidade informacional, diversidade de concorrentes; barreiras de saídas.

O poder do comprador influencia os preços que as empresas podem cobrar, pode influenciar o custo e o investimento, compradores poderosos exigem serviços dispendiosos. O poder de negociação dos fornecedores determinam os custos das matérias-primas e outros materiais. A rivalidade influencia os preços assim como os custos da concorrência. A ameaça de entrada coloca um limite nos preços e modela o investimento exigido para deter entrantes.

Estas forças externas variam de indústria para indústria, podendo modificar-se à medida que a indústria evolui, e o vigor coletivo destas forças competitivas determinam a habilidade das empresas em uma indústria para obter em média, taxas de retorno sobre investimentos superiores ao custo de capital. Todas as forças em conjunto determinam a intensidade de concorrência na indústria, sendo que a força ou as forças mais acentuadas predominam e tornam-se cruciais do ponto de vista da formulação da estratégia.

Segundo Porter (1992), “as cinco forças determinam a rentabilidade da indústria porque influenciam os preços, os custos, e os investimentos necessários das empresas indústrias –os elementos de retorno sobre o investimento”.

A rentabilidade da indústria não é função da aparência do produto, ou se ela tem alta ou baixa tecnologia, mas da estrutura industrial.

A importância de cada força ou especificamente de cada elemento varia, cada indústria é única com características próprias.

A estrutura de uma indústria apesar de ser relativamente estável, modifica-se ao longo do tempo, as tendências da indústria mais importantes para a estratégia são aqueles que afetam a estrutura da indústria, e através de suas estratégias, podem influenciar as cinco forças. A metodologia das cinco forças permite que a empresa perceba a complexidade e detecte os fatores críticos, não elimina a necessidade de criatividade na busca de novas formas de concorrência.

Estratégias que modificam a estrutura industrial podem ter dois caminhos: destruir a estrutura e a rentabilidade da indústria ou melhorá-la, frequentemente as empresas têm estratégias sem considerarem as conseqüências no longo prazo para a estrutura industrial, deixando de prever as consequências da reação competitiva.



3. Estratégias Competitivas Genéricas

Uma questão central em estratégia competitiva segundo Porter (1992) “ é a posição relativa de uma empresa dentro de uma indústria” e ao se defrontar com as cinco forças competitivas, pode utilizar de três abordagens estratégicas genéricas, para superar concorrentes de um setor:



As estratégias no custo e diferenciação buscam a vantagem competitiva em um limite amplo de segmentos industriais, e a estratégia de enfoque busca uma vantagem, seja de custo ou diferenciação em um segmento estreito.

O “meio-termo” para Porter (1991), ou seja, ser tudo para todos, a empresa está em uma situação estratégica extremamente pobre, sem qualquer vantagem competitiva, a empresa deve fazer uma escolha sobre o tipo de vantagem competitiva que busca obter e sobre o escopo dentro do qual irá alcançá-la.

A redução dos custos nem sempre envolve um sacrifício na diferenciação, mas as vezes elevando-os, fazendo uso de práticas que são mais eficientes e efetivas, ou empregando uma tecnologia diferente. As vezes economias de custo podem ser obtidas sem algum impacto sobre a diferenciação se a empresa não se tiver concentrado anteriormente na redução de custos.

Quando uma empresa enfrenta uma concorrência pela liderança no custo, ela chega ao ponto em que a maior redução dos custos exige sacrifício na diferenciação, é neste instante que as estratégias genéricas tornam-se inconsistentes, e a empresa precisa fazer uma opção.

Segundo Porter (1992), existem três condições sob as quais uma empresa pode conseguir liderança no custo e diferenciação:


  • quando concorrentes estão no meio-termo;

  • custo é intensamente afetado pela parcela ou inter-relações;

  • empresa é pioneira em uma importante inovação.

As três estratégias diferem uma da outra, em diversas dimensões, e suas aplicações com sucesso, requerem diferentes recursos e habilidades, com arranjos organizacionais diferentes, com controles e sistemas criativos sempre adaptados ao seu meio. O compromisso contínuo com o alvo primário dá a empresa a direção a ser seguida, porém, devido as turbulências do meio em que está inserido, os caminhos poderão ser diversos.

A seleção e implementação de uma estratégia apesar de não ser simples, é o caminho lógico para a vantagem competitiva.

Cada estratégia implica qualificações diferentes para o sucesso, que são peculiares a cada empresa, devido a diferenças culturais e estruturas organizacionais.

3.1. Liderança no Custo

Neste artigo tem-se o foco na estratégia genérica no custo total, no qual o custo baixo em relação aos demais concorrentes torna-se o tema central de toda estratégia, embora qualidade, assistência e outras áreas não possam ser ignoradas. Uma empresa com custos baixos dá a ela uma defesa contra a concorrência, ela consegue obter retornos apesar de que outros concorrentes já tenham consumido seus lucros na competição.

Uma posição de baixo custo protege uma empresa contra todas cinco forças competitivas expostas anteriormente. Os concorrentes menos eficientes sofrerão antes as pressões competitivas.

As fontes de vantagem de custo variam e dependem da estrutura da indústria, podem incluir: economia de escala, tecnologia patenteada, acesso preferencial a matérias-primas, instalações eficientes, projetos de simplificação da fabricação, dentre outras.

Um líder de custo não pode ignorar as bases da diferenciação, se o seu produto não é considerado compatível ou aceitável pelos compradores, será forçado a reduzir os preços bem abaixo aos da concorrência para ganhar mercado.

Um líder de custo deve obter a proximidade com base na diferenciação relativa a seus concorrentes para ser um competidor acima da média.

A liderança de custo impõe severos encargos para a empresa preservar sua posição: reinvestindo em equipamentos, estar alerta à tecnologia, a sua escolha como estratégia genérica implica em alguns riscos:


  • mudança tecnológica;

  • imitação da concorrência;

  • proximidade da diferenciação é perdida;

-inflação em custos que estreitam a capacidade da empresa em manter o diferencial de preço suficiente para compensar a imagem da marca do produto em relação ao preço dos concorrentes ou outras formas de diferenciação.

4. A Gestão Estratégica de Custos

A gestão estratégica de custos “é uma análise de custos vista sob um contexto mais amplo, em que os elementos estratégicos tornam-se mais conscientes, explícitos e formais” (SHANK & GOVINDARAJAN,1997, p.4), os dados de custos são usados para desenvolver estratégias, a fim de se obter uma vantagem competitiva.

Segundo Perez Jr., Oliveira e Costa (2003) a tradução da expressão Strategic Cost Management “é em síntese, uma abordagem para melhoria de desempenho, ao utilizar informações mais relevantes para tomada de decisões,em comparação com as abordagens tradicionais das análises de custos”.

Segue no quadro abaixo uma comparação entre as abordagens tradicionais de análise de custos e a gestão Estratégica de custos.



As informações decorrentes da abordagem tradicional limitam as seguintes análises

A gestão estratégica de custos permite a utilização de ferramentas mais apropriadas para a gestão empresarial

  • Análise do ponto de equilíbrio;

  • Análise das variações entre custo real e padrão;

  • Valor presente;

  • Retorno sobre investimento;

  • Ferramenta TQC (qualidade total).

  • Análise de agrupamentos de atividades;

  • Análise dos cost drivers;

  • Análise das atividades que agregam/não agregam valor

  • Análise dos processos operacionais e administrativos;

  • Análise do benchmarking;

  • Análise do custo da qualidade;

  • Análise de redução dos tempos dos ciclos operacionais;

  • Análise de fragmentação / concentração das atividades;

  • Custeio dos produtos ou serviços

Fonte: Perez Jr., Oliveira e Costa (2003, p.286).

Segundo Hansen e Mowen (2001, p. 423) a gestão estratégica de custos “é o uso de custos para desenvolver e identificar estratégias superiores que produzirão uma vantagem competitiva”.

O surgimento da gestão estratégica de custos resulta de um inter-relacionamento dos seguintes temas tirados de literatura especializada em gestão estratégica (SHANK & GOVINDARAJAN,1997, p.13).


  • análise da cadeia de valor;

  • análise do posicionamento estratégico;

  • análise dos direcionadores de custos.



4.1. Cadeia de Valor

Na estrutura de gestão estratégica de custos, gerenciar custos exige um enfoque amplo, externo a empresa, o que Porter denominou de cadeia de valor. Para Porter citado por Shank & Govindarajan (1997) a cadeia de valor de qualquer empresa é o conjunto de atividades criadoras de valor, desde as fontes de matérias-primas, passando por fornecedores de componentes, até o produto final. Há uma visão de cada empresa no contexto da cadeia global de atividades geradoras de valor da qual ela é uma parte.

O conceito de cadeia de valor é diferente do conceito de valor agregado utilizado pela contabilidade gerencial, na qual começa com compras e termina nas vendas, onde o tema-chave é maximizar a diferença entre compras e vendas.

O conceito de cadeia de valor procura explorar as ligações com fornecedores da empresa, considerados muito importantes para as empresas.

Muitos problemas de gestão de custos são mal compreendidos devido à falha em se reconhecer o impacto na cadeia de valor, e muitas oportunidades de gestão de custos são desperdiçadas da mesma forma.

Se uma empresa pode desenvolver e manter uma diferenciação ou vantagem de custo ou diferenciação com vantagem de custo, depende de como ele gerencia sua cadeia de valor em relação às cadeias de valores de seus concorrentes. A análise da cadeia de valor é essencial para determinar onde, na cadeia do cliente, o valor pode ser aumentado ou os custos reduzidos. Ignorar as ligações de empresa para cima e para baixo é uma perspectiva muito restrita. A cadeia de valor global para cada empresa é única.

Segundo Hansen e Mowen (2001) desdobrar a cadeia de valores em atividades relevantes é básico para implementação bem sucedida de estratégias de liderança de custos e de diferenciação.

Nas ligações externas com clientes e fornecedores dá-se para a empresa uma visão de todo o sistema de valores, uma empresa não pode ignorar tais ligações se deseja estabelecer uma vantagem competitiva sustentável.



4.2. Posicionamento Estratégico

O segundo tema subjacente ao trabalho em gestão estratégica dos custos refere-se ao uso da informação da contabilidade gerencial. Na gestão estratégica de custos, o papel da análise de custos difere de inúmeras formas, dependendo de como a empresa escolhe competir, tendo menores custos ou na diferenciação do produto e eles envolvem diferentes posturas administrativas como diferentes perspectivas de análise de custos.

A informação de custos é importante em todas as empresas de uma forma ou de outra, estratégias diferentes exigem diferentes perspectivas de custos.

Apresenta-se um quadro, que resume algumas diferenças ilustrativas de ênfase em sistema de controle ou em gestão de custos, dependendo da estratégia básica da empresa.







Principal Ênfase Estratégica




Diferenciação de produto

Liderança de custo

Papel dos custos planejados dos produtos na avaliação do desempenho

Não muito importante

Muito importante

Importância de conceitos como orçamento flexível p/ controle custo de fabricação

Moderado a baixo

Alto a muito alto

Importância observada dos orçamentos

Moderado a baixo

Alto a muito alto

Importância da análise dos custos de marketing

Crítico para o sucesso

Geralmente não é feita numa base formal

Importância do custo de produto como um dado na decisão de preço

Baixo

Alto

Importância da análise de custo do concorrente

Baixo

Alto

Fonte: Shank & Govindarajan,1997.
Segundo Hansen e Mowen (2001), muitas empresa escolherão uma combinação das três estratégias competitivas genéricas abordadas por Porter. O objetivo da gestão estratégica de custos é reduzir custos enquanto simultaneamente fortalece a posição estratégica escolhida.

4.3. Direcionador de Custos

No gerenciamento estratégico de custos, o custo é causado, ou direcionado, por muitos fatores que inter-relacionam de formas complexas, para Shank & Govindarajan (1997) “compreender o comportamento dos custos significa compreender a complexa interação do conjunto de direcionadores de custo em determinada situação”.

Na contabilidade gerencial, o custo é uma função, basicamente, de um único direcionador de custos: volume de produção, “no gerenciamento estratégico de custos, o volume de produção é visto como captando muito pouco da riqueza do comportamento de custos” (SHANK & GOVINDARAJAN, 1997) , tende a utilizar os modelos simples de micro economia básica.

Para a análise estratégica, o volume geralmente não é a maneira mais útil para explicar o comportamento do custo, o que é mais útil é explicar a posição do custo em termos de escolhas estruturais e de habilidades de execução que moldem a posição competitiva da empresa.

Para cada direcionador de custos há uma estrutura de análise que é fundamental para se compreender a posição de uma empresa. Nem todos os direcionadores estratégicos são igualmente importantes o tempo todo, mas alguns são provavelmente muito importantes em todos os casos.
5. Considerações Finais
Em um ambiente de crescente aumento da competitividade de mercado nacional e internacional, as organizações podem nortear-se pela Gestão de Custos a fim de obterem eficiência de seus processos internos no sentido de redução de custos e melhoria de seus produtos e serviços. A nova forma de competição global exige comprometimento contínuo e completo aperfeiçoamento de seus produtos, processos e colaboradores.

Muitas ocorrências no meio poderão causar impactos diferentes nas organizações. Em um ambiente turbulento e de incertezas, o sucesso das empresas não depende somente da eficiência de suas operações internas, ela precisa estar alerta às mudanças do ambiente externo e buscar sua adaptação a ele, onde muitas delas podem causar impactos que afetem a sua continuidade, muito mais profundamente que políticas e melhorias internas.

A empresa precisa ter uma vantagem competitiva, tanto para sua estabilidade no mercado quanto um desenvolvimento no setor que atua.

O estudo da análise estrutural de indústria, relaciona a empresa ao seu meio , focando no setor que ela atua e aliada as abordagens das estratégias competitivas genéricas busca superar seus concorrentes.

Considera-se que a contribuição principal que este trabalho procurou trazer foi o de inserir a gestão estratégica de custos, como instrumento da análise tradicional que, esta voltada para o interior da empresa com foco no valor agregado por estar mais adequada, adaptada ao novo cenário que vivencia-se. A análise de custos, vista sob um contexto mais amplo, os dados são utilizados para desenvolver estratégias, diante de uma economia cada vez mais competitiva, mercados instáveis.

Bibliografia

BOWDITCH, James L.e BUONO, Anthony F. Elementos de comportamento organizacional. São Paulo: Pioneira, 1997. Cap. 8: Comportamento macroorganizacional: o ambiente da organização, p. 142-165.


FREEMAN, R. Edward e REED, David L. Stockholders and stakeholders: a new perspective on corporate governance. California Management Review, v. XXV, n.3, Spring, 1983.
HANSEN, Don R.; MOWEN, Maryanne M.; Gestão de Custos: Contabilidade e Controle. São Paulo: Pioneira, 2001.
KATZ, Daniel e KHAN, Robert L. Psicologia social das organizações. 3 ed. São Paulo: Atlas, 1987. Cap. 2: Organização e o conceito de sistema, p. 30-45.
MARTINS, Eliseu. Contabilidade de Custos. 8. ed. São Paulo: Atlas, 2001.
PEREIRA, Carlos Alberto. Ambiente, Empresa, Gestão e Eficácia.. In: CATELLI, Armando. Controladoria Uma Abordagem da Gestão Econômica- GECON. São Paulo: Atlas, 1999, p.35-80.
PEREZ Jr., José Hernandez; OLIVEIRA, Luís Martins de; COSTA, Rogério Guedes. Gestão Estratégica de Custos.3. ed. SP: Atlas, 2001.
PORTER, Michael E. Estratégia competitiva: técnicas para análise de indústrias e da concorrência. 7 ed. Rio de Janeiro: Campus, 1991. Cap. 1: A análise estrutural de indústrias, p. 22-48.

__________. Vantagem Competitiva: Criando e sustentando um desempenho superior. 6 ed. Rio de Janeiro: Campus, 1992.


SHANK, John. GOVINDARAJAN, Vijay. A Revolução dos Custos- Como Reinventar e Redefinir Sua Estratégia de Custos para Vencer em Mercados Crescentemente Competitivos. 2 ed. Rio de Janeiro: Campus, 1997.




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