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Desordem social e informalidade econômica na Nova Espanha (flh 5348-1)


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Desordem social e informalidade econômica na Nova Espanha (FLH 5348-1)

Benjamin D. Johnson, Universidade de Massachusetts, Boston


Justificativa

Tradicionalmente, falamos de uma chamada época colonial no continente americano ou hemisfério ocidental, que se inicia com as guerras de conquista do século XVI e depois passa por um período de expansão do poder colonial, só terminando trezentos anos mais tarde com as guerras (ou pactos) das independências.


Por séculos, as épocas de conquista e independência têm fascinado historiadores, com suas guerras sangrentas e transformações marcantes na política. Por causa disso, a época entre esses dois eixos tradicionais —cobrindo os anos entre, digamos, 1620 e 1760— tem recebido bem menos interesse e atenção, por simplesmente aparecer “no meio,” entre outros assuntos considerados mais importantes.
Recentemente, a historiografia que se dedica prioritariamente a esses dois eixos –conquista e independência – tem se mostrado cada vez menos satisfeita com as formulações tradicionais: a conquista parece cada vez menos sólida e a independência cada vez menos independente. Além disso, é cada vez mais consensual que houve grandes mudanças ao longo do período entre os dois eixos apontados, ou seja, entre 1620 e 1760. Isso tem inspirado um numero crescente de historiadores a buscar comparações importantes na época “madura” das colônias americanas, reavivando uma historiografia quase que esquecida uma geração atrás. Quando o colonialismo maduro é comparado com as suas versões anteriores e posteriores, surgem grandes transformações historiográficas e a tese de um colonialismo triunfante e centralizador cai em pedaços.
Esta disciplina introduz alguns dos trabalhos mais importantes deste novo enfoque historiográfico, com ênfase no vice-reinado da Nova Espanha (em particular, na província do México), uma das regiões mais bem documentadas e que apresentava um dos mais altos graus de distinções sociopolíticas e culturais da época. Daremos atenção especial ao que tem sido chamado de desordem social e informalidade económica, dois processos fundamentais nesta época de transformações.
Objetivos

Nas aulas desta disciplina, debateremos vários tópicos relacionados à Nova Espanha durante a chamada época madura:

+as “macro teses” sobre a continuidade sociocultural indígena, a transformação colonial e a mestiçagem intercultural;

+a periodização da chamada época colonial: conquista, colônia, independência;

+o colonialismo em perspectiva comparada;

+as diferenças regionais dentro da Nova Espanha;

+divisões sociais e politicas na Nova Espanha: gênero, status, família, trabalho, localidade, devoção, língua, etnia;

+as diferenças metodológicas entre os estudiosos que se dedicam a essa época, assim como os diferentes resultados por eles produzidos;

+as bases documentais e teóricas da historiografia recente.

Temáticas e bibliografia essencial

Cada sessão da disciplina enfocará alguns textos historiográficos recentes, usualmente junto com documentos de época. O primeiro livro de cada sessão receberá um tratamento mais completo dentro da aula, mas todos são importantes para um panorama historiográfico mais completo.


1. Regiões: inclusão e exclusão espaciais (7 de agosto de 2013)

Bernardo García Martínez: Los pueblos de la sierra: El poder y el espacio entre los indios del norte de Puebla hasta 1700 (Colegio de México, 1987)

Manuel Miño Grijalva, El mundo novohispano: Población, cuidades y economía. Siglos XVII y XVIII (Fondo de Cultura Económica, 2001)

Chimalpahin, Diario (CONACULTA, 2001).

Camilla Townsend, ed.: Here in This Year: Seventeenth-Century Nahuatl Annals of the Tlaxcala-Puebla Valley (Stanford, 2009).
2. Leis e costumes: sonhos e realidades da política colonial (7 de agosto de 2013)

Brian Owensby: Empire of Law and Indian Justice in Colonial Mexico (Stanford, 2008)

Ethelia Ruiz Medrano: Mexico's Indigenous Communities: Their Lands and Histories, 1500-2010 (Colorado, 2011)

Juan Pedro Viqueira Albán: ¿Relajados o reprimidos? Diversiones públicas y vida social en la ciudad de México durante el Siglo de las Luces (Fondo de Cultura Económica, 1987)

Tamar Herzog: Upholding Justice: Society, State, and the Penal System in Quito, 1650-1750 (Michigan, 2004).
3. Religiões: ortodoxia e diversidade cristãs (12 de agosto de 2013)

David Tavarez: The Invisible War: Indigenous Devotions, Discipline and Dissent in Colonial Mexico (Stanford, 2011).

William B. Taylor: Shrines & Miraculous Images: Religious Life in Mexico before the Reforma. (New Mexico, 2011)

Margaret Chowning: Rebellious Nuns: The Troubled History Of A Mexican Convent, 1752-1863 (Oxford, 2006)

Sor Juana Inés de la Cruz, Obras completas (Porrúa, 2007)
4. Famílias: solidariedade, coerção e improvisação (16 de agosto de 2013)

Pilar Gonzalbo Aizpuru, Familia y orden colonial (Colegio de México, 2010)



Thomas Calvo: “Familia y registro parroquial: El caso tapatio en el siglo XVII” (Relaciones 10, Spring 1982); “The Warmth of the Hearth: Seventeenth Century Guadalajara Families” em Asunción Lavrin, Sexuality and Marriage in Colonial Latin America (Nebraska, 1989)

Caterina Pizzigoni: The Life Within: Local Indigenous Society in Mexico's Toluca Valley, 1650-1800 (Stanford, 2013)

Juan Javier Pescador: De bautizados a fieles difuntos: Familia y mentalidades en una parroquia urbana, Santa Catarina de México, 1568-1820 (Colegio de México, 1992)

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5. Economia, trabalho, e meio ambiente: sobrevivendo em um mundo transformado (19 de agosto de 2013)

Luis Fernando Granados: “Cosmopolitan Indians and Mesoamerican Barrios in Bourbon Mexico City: Tribute, Community, Family and Work in 1800” (tese, Georgetown, 2008)

John Tutino: Making a New World: Founding Capitalism in the Bajío and Spanish North America (Duke, 2011)

Carlos Marichal, Bankruptcy of Empire: Mexican Silver and the Wars Between Spain, Britain and France, 1760-1810 (Cambridge, 2007)

Ricardo Salvatore, John H. Coatsworth, and Amílcar Challu, Living Standards in Latin American History (Harvard, 2010)


6. Comunidades, desigualdades, e a chamada “Pax hispânica” (21 de agosto de 2013)

Natalia Silva Prada: La política de una rebelión: los indígenas frente al tumulto de 1692 en la ciudad de México (Colegio de México, 2007)

Andrew B. Fisher, “Worlds in flux, identities in motion: a history of the Tierra Caliente of Guerrero, Mexico, 1521-1821” (tese, UCSD, 2001)



Matt O’Hara: A Flock Divided: Race, Religion, and Politics in Mexico, 1749–1857 (Duke, 2009)

R. Douglas Cope, The Limits of Racial Domination: Plebeian Society in Colonial Mexico City, 1660-1720 (Wisconsin, 1994)


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