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CaracterizaçÃo fenotípica preliminar de culturas isoladas de amostras clínicas de diarréias de leitões com até um dia de idade


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DIFERENTES PIGMENTOS NATURAIS NA NUTRIÇÃO DO PEIXE ORNAMENTAL ACARÁ-DISCO SYMPHYSODON DISCUS

RAFAEL ALVES VIANNA (Não Bolsista/UFV), LÍDIA NARA ALVES NUNES (Não Bolsista/UFV), Marcio Aparecido Candido Nicassio (Não Bolsista/UNIVIÇOSA), IGOR HIROSHI TERAYAMA DE OLIVEIRA (Não Bolsista/UFV), FABRÍCIO PEREIRA REZENDE (Bolsista CNPq/UFV), FABRÍCIO PEREIRA REZENDE (Bolsista CNPq/UFV), Manuel Vazquez Vidal Júnior (Co-orientador/), EDUARDO ARRUDA TEIXEIRA LANNA (Orientador/UFV)

O mercado da aquicultura ornamental é ávido por novidades, dentre as quais podem ser destacadas, as novas espécies de peixes utilizadas para ornamentação, as novas linhagens e as dietas eficientes para intensificação da pigmentação e da saúde dos peixes. Com o objetivo de avaliar os efeitos do enriquecimento de dietas para acará disco Symphysodon discus variedade “super red marlboro” por diferentes pigmentos sobre parâmetros de desempenho e coloração da pele, conduziu-se um experimento em parceria com piscicultor de peixes ornamentais do município de Muriaé-MG. Os pigmentos adicionados às dietas experimentais foram bixina (4.200 mg/kg), cantaxantina (500 mg/kg), antocianina (2.500 mg/kg) e licopeno (60 mg/kg), os quais foram comparados com a dieta controle isenta de pigmento. Foram utilizados 10 peixes por tratamento, sendo que cada peixe correspondia a uma unidade experimental. Os peixes inicialmente tinham dois meses de idade, 19,0 mm de comprimento total e foram mantidos sob experimentação por 75 dias em água com pH 7,0 e temperatura de 27,0ºC em aquários de cinco litros. Ao final do período experimental os peixes foram pesados, medidos e a coloração vermelha da pele mensurada a partir das fotografias. Procedeu-se à análise descritiva para as características de ganho de peso e sobrevivência, o que possibilitou observar o efeito positivo dos tratamentos nos quais os peixes foram alimentados com rações enriquecidas com licopeno (122% = 1,70 g e 90%) e de cantaxantina (110% = 1,53 g e 100%), e efeitos negativos dos tratamentos com bixina (86% = 1,20 g e 100%) e antocianina (85% = 1,18% e 90%) em relação ao ganho de peso e sobrevivência dos acarás-disco no tratamento controle (100% = 1,39 g e 60%). Concluiu se que o enriquecimento das dietas de acará-disco com os pigmentos possibilitaram aparente melhoria do bem estar, dos parâmetros de desempenho e da sobrevivência.

(Sem Apoio Financeiro )

UFV / XIX SIC / OUTUBRO DE 2009 / VETERINÁRIA



ANESTESIA POR INFUSÃO CONTÍNUA E EM BÓLUS DE ETOMIDATO ASSOCIADO AO REMIFENTANIL EM GATOS

PRISCILA SOARES FERREIRA (Bolsista FUNARBIC/UFV), LUKIYA BIRUNGI SILVA CAMPOS MATA (Orientador/UFV),, JULIANA VALENTE (Não Bolsista/UNIVIÇOSA), JAIR DUARTE DA COSTA JÚNIOR (Não Bolsista/UFV), ROBERTA VALERIANO DOS SANTOS (Não Bolsista/UFV) EVANDRO SILVA FAVARATO (UNIVIÇOSA)
O etomidato é um agente hipnótico empregado na anestesia geral intravenosa de ação ultra-curta e biotransformação rápida. O remifentanil é um novo opióide com alta potência analgésica, congênere do fentanil que apresenta curto tempo de ação e capacidade de potencializar os anestésicos gerais. O presente trabalho teve o objetivo de avaliar os efeitos cardiovasculares, respiratórios e hemogasométricos da associação do etomidato com o remifentanil, em cirurgias de ovariosalpingohisterectomia e orquiectomia em gatos, em duas formas de administração do etomidato, em bólus e em infusão contínua. Foram utilizados 20 gatos hígidos, peso médio de 3,5±0,49 kg, sem raça definida. Após jejum hídrico e alimentar, todos os animais receberam acepromazina na dose de 0,1 mg/kg como medicação pré-anestésica (MPA). Estes foram divididos em 2 grupos, em que o grupo 1 recebeu infusão continua de etomidato na velocidade de 0,3 mg.kg-1.min-1. e remifentanil na velocidade de 0,4 mg.kg-1.min-1, e o grupo 2, etomidato em bólus de 3,0 mg.kg-1, todas as vezes em que se observara movimento voluntário e remifentanil por infusão contínua na velocidade de 0,6 mg.kg-1.min-1. Avaliaram-se a temperatura corporal, freqüência cardíaca e respiratória, pressão arterial sistólica, saturação da oxi-hemoglobina, reflexos palpebral, corneal, e laringo-traqueal, resposta autonômica aos estímulos nociceptivos, hemogasometria arterial, temperatura corporal, tempo de preenchimento capilar, miorrelaxamento, e período de recuperação. Os momentos estabelecidos para mensuração das variáveis foram M0, antes da administração da MPA; M1, 20 minutos após a MPA; M2, imediatamente após a indução anestésica e intubação orotraqueal; M3, M4 e M5 15, 30 e 45 minutos após M3, respectivamente. A avaliação dos resultados permitiu concluir que: nos dois grupos foi possível realizar todo o procedimento cirúrgico sem resposta aos estímulos nociceptivos, ocorreu hipoventilação em todos os animais, resultando em acidose respiratória, a dose total de etomidato foi menor no grupo 2, resultando em menor período de recuperação anestésica.


 
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HEMORRAGIA CONJUNTIVAL SECUNDÁRIA A ERLIQUIOSE CANINA – RELATO DE CASO

PRISCILA SOARES FERREIRA (Bolsista FUNARBIC/UFV), ANDREA PACHECO BATISTA BORGES (Orientador/UFV), KELLY CRISTINE DE SOUSA PONTES (Bolsista CAPES/UFV), TATIANA SCHMITZ DUARTE (Não Bolsista/UFV), RENATO BARROS ELEOTÉRIO (Bolsista CNPq/UFV), RODRIGO VIANA SEPÚLVEDA (Bolsista/UFV), DANIEL PORTELA DIAS MACHADO (Não Bolsista/UFV), ANNA CAROLINA DO NASCIMENTO FRAZÃO (Bolsista/UFV), LIVIA MARINA DE ALVARENGA MARTINS (Não Bolsista/UFV)

A Erliquiose canina, uma doença aguda, subaguda ou crônica, é transmitida por carrapato e causada pela Erhlichia sp, sendo geralmente caracterizada pela redução das células sanguíneas. Os sinais clínicos são variados e os oftálmicos são decorrentes da inflamação da úvea. Um cão da raça Cocker, de 8 anos de idade, foi encaminhado ao Hospital Veterinário da UFV com histórico de sangramento ocular. Cinco meses antes, o mesmo animal, com os sinais clínicos de linfadenomegalia, hepatoesplenomegalia e hematoquezia, recebeu tratamento para Erliquiose, mas não teve acompanhamento médico. Ao exame oftálmico notou-se hemorragia conjuntival grave, edema de córnea e desconforto. Fundoscopia e oftalmoscopia foram impossíveis de realizar devido à hemorragia. Ao exame físico constatou-se apatia, hiporexia, melena e petéquias na mucosa oral. Os resultados do hemograma foram anemia, leucocitose com desvio à esquerda e trombocitopenia. As lesões oculares resultaram da resposta do hospedeiro ao antígeno nas estruturas oculares, assim as células inflamatórias e mediadores da inflamação participaram da inflamação ocular, alteraram a permeabilidade vascular e, juntamente com a trombocitopenia, podem ter contribuído para o desenvolvimento da hemorragia conjuntival. Prescreveu-se antibióticoterapia com doxiciclina (10mg/kg/VO/SID) durante 28dias e colírio a base de dexametasona e neomicina (1gota, a cada 4 horas) por 7 dias. Passados 2 dias o animal veio a óbito. O tratamento da Erliquiose depende essencialmente do diagnóstico precoce e do acompanhamento médico, pois a doença debilita o animal gradativamente, chegando a um estágio irresponsivo ao tratamento. Este caso demonstra a importância da investigação de doenças sistêmicas nos casos envolvendo sinais de oftalmopatia bilateral.

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UFV / XIX SIC / OUTUBRO DE 2009 / VETERINÁRIA



IDENTIFICAÇÃO DO PADRÃO TRICOLÓGICO DE FURÃO (GALICTIS CUJA, MOLINA 1782) (MAMMALIA: MUSTELIDAE) DA CAATINGA

RAFAEL COSTA FIGUEIREDO MAGALDI (Não Bolsista/UFV), TARCIZIO ANTONIO REGO DE PAULA (Orientador/UFV), GEDIENDSON RIBEIRO DE ARAÚJO (Não Bolsista/UFV), THYARA DE DECO SOUZA (Não Bolsista/UFV), GUILHERME DE SOUSA CAMPONÊZ (Não Bolsista/UFV), RAFAEL DE MORAIS GARAY (Não Bolsista/UFV), MARCELO GROSSI MACHADO (Não Bolsista/UFV), CECÍLIA MARIA VIANA VALE (Não Bolsista/UFV)

O furão (Galictis cuja) é um mamífero silvestre da ordem carnívora. É um onívoro encontrado na América do Sul e no Brasil pode ser visto na Mata Atlântica, Caatinga, Cerrado e Campos do Sul. Possui cauda e membros curtos, tem hábitos diurnos e noturnos. Estudos sobre sua ecologia e participação na cadeia alimentar dos grandes carnívoros pode ser realizados através do estudo tricológico por meio do padrão cuticular e medular da espécie. Por isso, o presente trabalho objetivou-se identificar o padrão tricológico cuticular e medular de Furão encontrado na Caatinga. Foram utilizados 2 animais, um macho e uma fêmea mantidos no Zoobotânico da Universidade Federal Rural do Semi Árido (UFERSA),com retirada de tufos de pêlos da região dorso torácica, para efetuar os procedimentos e classificação segundo QUADROS (2002). Para a observação do padrão cuticular foi feita a lavagem de pêlos em álcool 70 %, e impressão da superfície do pêlo em uma lâmina com esmalte, para observação do padrão medular após a limpeza do pêlo é efetuada a descoloração e é posto sobre uma lâmina com bálsamo. O padrão cuticular identificado para os dois animais foi de borda da escama pavimentosa com forma da escama ondeada orientação transversal e ornamentação das escamas lisa contínua, já o padrão medular identificado foi presença de medula, contínua, com fileiras multisseriadas, células anastomosadas com formato trabecular fimbriado. Apesar de não haver relatos de padrão cuticular e medular descritos para Furão da caatinga, os resultados do presente trabalho foram semelhantes ao descrito por QUADROS (2002) com exceção da orientação das escamas que segundo a autora seria ondeado irregular. Embora tenha sido observada diferença na orientação das escamas, a identificação da espécie por meio da tricologia microscópica não será afetada, uma vez que a diferença encontrada é sutil, não alterando o padrão marcante de identificação da espécie.

 (IEF, Instituto Estadual de Florestas MG )

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IDENTIFICAÇÃO DO PADRÃO TRICOLÓGICO DE QUATI (NASUA NASUA, LINNAEUS 1766) (MAMMALIA: PROCYONIDAE) DA CAATINGA.

RAFAEL COSTA FIGUEIREDO MAGALDI (Não Bolsista/UFV), TARCIZIO ANTONIO REGO DE PAULA (Orientador/UFV), GEDIENDSON RIBEIRO DE ARAÚJO (Não Bolsista/UFV), THYARA DE DECO SOUZA (Não Bolsista/UFV), GUILHERME DE SOUSA CAMPONÊZ (Não Bolsista/UFV), MARCELO GROSSI MACHADO (Não Bolsista/UFV), CECÍLIA MARIA VIANA VALE (Não Bolsista/UFV), RAFAEL DE MORAIS GARAY (Não Bolsista/UFV)

O quati (Nasua nasua) é um mamífero onívoro de porte médio da família procyonidae encontrado na América do sul. No Brasil é encontrado em diversos biomas como Caatinga, Mata Atlântica, Floresta Amazônica e Pantanal. São caracterizados pelo focinho alongado e cauda comprida, em torno de 50 cm, com aneis claros e escuros. O presente trabalho teve como objetivo identificar o padrão cuticular e medular de pêlos-guarda coletados de 3 espécimes de quatis da região da Caatinga. Foram coletados tufos de pêlos da região dorso torácica de animais mantidos na UFERSA visando a identificação do padrão cuticular e medular, utilizando a metodologia e classificação segundo QUADROS (2002). Para observação da zona cuticular, usou-se a modelagem de impressão dos pêlos em lâmina coberta por esmalte incolor. Já na observação da medula dos pêlos, estes foram diafanizados em água-oxigenada com pó descolorante e depois imersos em bálsamo do Canadá entre a lamínula e a lâmina. O padrão cuticular encontrado em todos os animais foi borda de escama pavimentosa com formação ondeada transversal lisa e contínua, já o padrão medular foi com presença de medula, contínua, com fileiras multisseriadas, células anastomosadas com formato trabecular fimbriado. Apesar de não haver relatos de padrão cuticular e medular descritos para quatis da caatinga, os resultados do presente trabalho foram semelhantes ao descrito por QUADROS (2002) com exceção da orientação das escamas que segundo a autora seria irregular. Embora tenha sido observada diferença na orientação das escamas, a identificação da espécie por meio da tricologia microscópica não é afetada, uma vez que a diferença encontrada é sutil, não alterando o padrão de identificação da espécie.

(IEF, Instituto Estadual de Florestas MG )

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ANÁLISE DA ATIVIDADE ANTIMICROBIANA DO ÓLEO DE COPAÍBA SOBRE O PATÓGENO ALIMENTAR LISTERIA MONOCYTOGENES

RAPHAELA MANSUR JOSÉ (Não Bolsista/UFV), FÁBIO ALESSANDRO PIERI (Bolsista CAPES/UFV), MAYARA PEREIRA LOTÉRIO (Bolsista/UFV), NEWTON NASCENTES GALVÃO (Não Bolsista/UFV), LUCAS FERNANDO DOS SANTOS (Não Bolsista/UFV), LUIS AUGUSTO NERO (Co-orientador/UFV), MARIA APARECIDA SCATAMBURLO MOREIRA (Orientador/UFV)

L. monocytogenes, patógeno veiculado por alimentos, é o agente da listeriose, zoonose que pode causar abortos, desordens neurológicas e gastrintestinais além de septicemia. Com o crescente aumento de bactérias resistentes aos antimicrobianos tem-se percebido um grande interesse em investigar quimioterápicos de origem natural e buscar princípios a serem empregados no controle das infecções e preservação do alimento. O óleo de copaíba tem sido utilizado há mais de 500 anos na medicina tradicional com diversas finalidades terapêuticas como antiinflamatória, antimicrobiano e cicatrizante. O objetivo deste trabalho foi avaliar o efeito antimicrobiano do óleo de copaíba autoclavado e não autoclavado em várias concentrações contra cinco isolados de L. monocytogenes e uma cepa ATCC. Os testes foram realizados pela técnica de difusão em ágar e as soluções formuladas tinham concentrações decrescentes entre 10 e 0,3125% do óleo. A solução de diluição do óleo foi utilizada como controle negativo. Os inóculos obedeceram ao padrão 1 da escala de McFarland. Os resultados foram obtidos através da observação da presença de halos de inibição de crescimento microbiano . Os resultados apresentaram sensibilidade de quatro isolados e da cepa ATCC à solução de óleo de copaíba autoclavado a 10%. A solução a 5% submetida ao tratamento térmico apresentou ainda inibição microbiana sobre quatro dos isolados, e a 2,5% sobre um destes. Para as soluções não autoclavadas apenas a concentração 10% teve atividade inibitória e apenas contra dois isolados e com halos de inibição extremamente pequenos. As demais concentrações de ambas as soluções assim como o controle negativo não apresentaram inibição aos microrganismos. Os resultados obtidos neste estudo indicaram bom potencial de inibição microbiana do óleo de copaíba sobre a L. monocytogenes, indicando-o como uma possível fonte de pesquisa para um novo agente quimioterápico no controle da infecção causada pelo microrganismo em pacientes e em alimentos.

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RADIOGRAFIA TORÁCICA NA INVESTIGAÇÃO DE CÃES E GATOS ATENDIDOS NO HOSPITAL VETERINÁRIO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE VIÇOSA COM SUSPEITA DE LESÕES PULMONARES NO PRIMEIRO SEMESTRE DE 2008.

RAUL FELIPE DORNAS (Bolsista FUNARBIC/UFV), MARIA CRISTINA FERRARINI NUNES SOARES HAGE (Orientador/UFV), SÂMARA TURBAY PIRES (Não Bolsista/UFV)

A qualidade radiográfica bem como a identificação do padrão radiográfico nos exames é de suma importância para evitar a interpretação subestimada ou superestimada de anormalidades, bem como para dirigir a atenção à estrutura anatômica alterada, facilitando sobremaneira a sugestão de razões lógicas para as alterações. O objetivo do presente estudo foi avaliar radiografias torácicas de cães e gatos com suspeita de alterações pulmonares atendidos no Hospital Veterinário da Universidade Federal de Viçosa no período compreendido entre 01 de janeiro a 30 de junho de 2008. Foram avaliadas retrospectivamente 127 radiografias de cães e 14 radiografias de gatos. A casuística dos cães foi maior nesse estudo perfazendo um total de 87,76% dos casos avaliados. O número reduzido de gatos impediu que maiores discussões fossem levantadas nessa espécie. Os cães sem raça definida (27,90%) e os Poodles (20,93%) foram os mais frequentemente estudados. As fêmeas caninas (76,75%) bem como os cães com mais de dez anos (41,88%) estiveram mais presentes no estudo. A detecção do padrão brônquico de forma isolada foi mais frequente, ocorrendo em 46,56% dos casos. O padrão misto foi encontrado em 18,57% dos estudos, seguido por casos de padrão alveolar isolado (9,30%). O padrão intersticial de forma isolada não foi detectado. No geral as radiografias avaliadas apresentaram qualidade razoável devido à presença de riscos e manchas bem como aos posicionamentos inadequados que prejudicaram a avaliação radiográfica. Como sugestão para a correção das falhas indicadas apontamos a contratação de um técnico de raios X bem como a aquisição de uma processadora automática. A manutenção desse estudo nos próximos anos deve aumentar a casuística, tornado possível uma melhor visualização do panorama da situação das lesões pulmonares detectadas radiograficamente nesses animais. (Bolsa FUNARBIC - Projeto registrado n. 50501156615).

(FUNARBIC )

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AVALIAÇÃO DOS EFEITOS DO POLIETILENOGLICOL (PEG 3350) E DE SOLUÇÕES ISOTÔNICAS POLIÔNICAS ADMINISTRADAS POR VIA INTRAVENOSA E ENTERAL SOBRE O EQUILÍBRIO ÁCIDO-BASE EM EQUINOS

RODRIGO MELO MENESES (Bolsista PIBIC/CNPq/UFV), JOSE DANTAS RIBEIRO FILHO (Orientador/UFV), CLÁUDIO LUÍS NINA GOMES (Não Bolsista/UFV), JOSE DOMINGOS GUIMARAES (Co-orientador/UFV), AÉCIO CARLOS DE OLIVEIRA (Não Bolsista/UFV)

A reposição hidroeletrolítica visa manutenção ou recomposição da volemia e da homeostase. A hemogasometria é um exame importante para caracterização e avaliação da intensidade dos desequilíbrios ácido-bases. Este estudo teve como objetivos investigar os efeitos do PEG 3350 e de soluções isotônicas poliônicas administradas por via enteral e intravenosa sobre o equilíbrio ácido-base de equinos. As cHCO3-(vP), cBase(v) e ctCO2(vP) do grupo NaCl 0,9% foi inferior ao PEG e PEG+RL no T1, enquanto o pH(v) do grupo SIPE foi menor comparando-se ao do PEG. No T2 o grupo NaCl 0,9% teve nível inferior, comparando-se ao do PEG apenas na cHCO3-(vP), e também ao do SIPE+RL, no pH(v), cBase(v) e ctCO2(vP). A sO2(v) foi menor no PEG+RL em relação ao SIPE+RL. A cHCO3-(v), cBase(v) e ctCO2(vP) do SIPE foram inferiores comparando-se ao PEG e PEG+RL. O PEG+RL, no T3 houve aumento apenas relacionando-se ao T2 na cHCO3-(vP) e ctCO2(vP), já na cBase(v) é superior também ao T1. Estes cavalos tiveram sO2(v) no T2 inferior ao comparar ao T0 e T1. O SIPE possui pH(v), cHCO3-(vP), cBase(v) e ctCO2(vP) superiores no T0 relacionando-se ao T2. Dessas, apenas a cHCO3-(v) não difere também do T1. A pCO2(v) é inferior no T2 comparando-se ao T1. O SIPE+RL teve pCO2(v) superior no T4 quando comparado ao T2, ocorrendo na cHCO3-(vP) e cBase(v) no T0 relacionando-se ao T1 e T2 e apenas ao T1 na ctCO2(vP). O NaCl 0,9% teve pCO2(v), ctCO2(vP), cHCO3-(vP) e cBase(v) inferiores no T2 em relação ao T0 e T4. Nessas o T1 também foi menor que o T4, sendo esta diferença observada inclusive no pH(v). Conclui-se que a administração do PEG ocasionou os menores efeitos sobre o equilíbrio ácido-base, contrariando a da SIPE e, principalmente, do NaCl 0,9%, os quais mostraram-se acidificantes durante a hidratação. (CNPq)

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AVALIAÇÃO DA TÉCNICA DE IMUNODIAGNÓSTICO ELISA INDIRETO PARA CISTICERCOSE BOVINA (TAENIA SAGINATA) EM ANIMAIS NATURALMENTE E EXPERIMENTALMENTE INFECTADOS

RODRIGO OTÁVIO MIRANDA (BOLSISTA PROBIC/FAPEMIG/UFV), PAULO SERGIO DE ARRUDA PINTO (Orientador/UFV)

A cisticercose bovina (Taenia saginata) é uma zoonose de importância para a inspeção de produtos de origem animal, pois gera prejuízos econômicos ao comprometer as carcaças afetadas. O teste ELISA indireto é um método de imunodiagnóstico capaz de detectar a resposta imune de animais doentes. O objetivo desse trabalho foi verificar a aplicação desse método para o diagnóstico de cisticercose em bovinos. Foram analisados pelo teste ELISA os soros-controle de 4 animais experimentalmente infectados ( 80 soros em diferentes estágios da infecção), 40 animais naturalmente infectados e 40 animais negativos para cisticercose. Foram utilizadas placas de poliestireno sensibilizadas com antígenos de Taenia crassiceps, que possui relação cruzada com Taenia saginata. A diluição dos soros foi realizada em leite desnatado reconstituído 1% em PBS (pH 7,4). O conjugado utilizado foi anti-IgG de bovino, Sigma A-5295. Procedeu-se a revelação com OPD (0,1%) e H2O2 (0,003%) em tampão citrato-fosfato 0,2M pH 5,0. A leitura foi realizada em espectrofotômetro utilizando comprimento de onda de 492nm. As médias das densidades ópticas obtidas para cada grupo foram comparadas por ANOVA (Tukey HSD, P < 0,05). A média do grupo de animais experimentalmente infectados apresentou diferença significativa em relação às médias dos demais grupos que, por sua vez, não apresentaram diferença significativa entre si. Os resultados obtidos indicam que o método de ELISA utilizado no diagnóstico de cisticercose apresenta utilidade na comparação de soros de animais experimentalmente infectados com animais negativos ou de infecção natural, mas não na comparação de infecção natural com negativos. Há, portanto, necessidade de novos ensaios de padronização do teste como método de diagnóstico para cisticercose bovina.

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SÍNDROME UVEODERMATOLÓGICA EM CÃO DA RAÇA HUSKY SIBERIANO – RELATO DE CASO

RODRIGO VIANA SEPÚLVEDA (Bolsista CNPq/UFV), ANDREA PACHECO BATISTA BORGES (Orientador/UFV), KELLY CRISTINE DE SOUSA PONTES (Bolsista CAPES/UFV), PRISCILA SOARES FERREIRA (Não Bolsista/UFV), DANIEL PORTELA DIAS MACHADO (Não Bolsista/UFV), ANNA CAROLINA DO NASCIMENTO FRAZÃO (Bolsista FAPEMIG/UFV), LETÍCIA CORRÊA SANTOS (Não Bolsista/UFV)

 A síndrome uveodermatológica (SUD) é um distúrbio autoimune que acomete cães de várias raças, incluindo o Akita, Husky Siberiano e Chow Chow. Geralmente as lesões oculares, que variam de uveíte anterior até panuveíte bilateral, precedem as lesões dermatológicas. São comuns despigmentação escrotal, do plano labial e nasal, dos coxins e das pálpebras, podendo ser ulcerativa. Relata-se o caso de um cão da raça Husky Siberiano, macho, de 2 anos de idade, encaminhado ao Hospital Veterinário da UFV com histórico de cegueira e lesões nos lábios. Ao exame físico foi notada despigmentação no escroto, plano nasal e margens palpebrais, sendo ulcerada nos lábios. Ao exame oftálmico constatou-se hiperemia conjuntival e ausência de reflexo pupilar. Oftalmoscopia direta evidenciou edema e vascularização corneal, além de flare do humor aquoso no olho direito. No olho esquerdo observou-se flare do humor aquoso e íris bombé. Exames laboratoriais apresentaram-se dentro da normalidade. Solicitou-se biópsia da pele que não foi autorizada pelo proprietário. De acordo com os achados dermatológicos e oftálmicos suspeitou-se tratar-se de SUD. Assim, prescreveu-se prednisolona colírio 1% (1 gota, a cada 4 horas) por 15 dias e metilprednisolona (1 mg/Kg/VO/SID)  durante 30 dias. Passados 15 dias evidenciou-se melhora da pigmentação nasal, labial e palpebral. Não existiam mais as ulcerações nos lábios, entretanto notou-se, à oftalmoscopia direta, presença de estrias de Descemet e hifema no olho direito, e vascularização e opacidade corneal bilateral. O tratamento foi mantido e foi aplicada metilprednisolona 0,4%, 0,4 ml por via subconjuntival bilateral. Passados 30 dias, o quadro dermatológico havia sido curado e constatou-se o desenvolvimento de phitisis bulbi bilateral. Assim, foi suspenso o uso do colírio e reduzida a dose da metilprednisolona sistêmica. Diante do relato apresentado, verificou-se a importância do exame clínico-oftálmico em se estabelecer o diagnóstico, mesmo que presuntivo, de doenças sistêmicas relevantes na clínica veterinária.

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