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CaracterizaçÃo fenotípica preliminar de culturas isoladas de amostras clínicas de diarréias de leitões com até um dia de idade


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TESTE DE TOXICIDADE PARA DETERMINAÇÃO DE CL50-96H DO THIODAN® PARA MACHOS ADULTOS DE LAMBARI ASTYANAX BIMACULATUS

MARCUS VINÍCIUS DE OLIVEIRA MACHADO (Bolsista PROBIC/FAPEMIG/UFV), LAERCIO DOS ANJOS BENJAMIM (Orientador/UFV), PAULO BURLAMAQUI DA SILVA FILHO (Bolsista CAPES/UFV), ANN HONOR MOUNTEER (Não Bolsista/UFV), VINICIUS DA SILVA DUARTE (Bolsista FUNARBIC/UFV), MAYARA PEREIRA LOTÉRIO (Bolsista PIBIC/CNPq/UFV), VIVIAN ROCHA DE FREITAS (Bolsista PIBIC/CNPq/UFV), LEANDRO RODRIGUES NUNES (Não Bolsista/UFV)

O aumento na contaminação do solo por agrotóxicos em áreas de agricultura intensa tem despertado o interesse de pesquisas para a avaliação de indicadores biológicos, uma vez que o ambiente aquático é considerado o mais relevante compartimento receptor de tóxicos. O objetivo deste trabalho foi determinar a CL50 do Thiodan® (BAYER) para o lambari, possível espécie indicadora de poluição no ambiente aquático. Assim, para essa determinação, foram adotadas três repetições contendo 5 peixes cada, sendo um grupo-controle e cinco grupos contendo 0.1, 0.3, 1.0, 3.0, 10.0, 30.0 e 100.0 µg/L de Thiodan® para se estabelecer a CL50-96h (concentração letal para 50% da população ao término de 96 horas) para o lambari Astyanax bimaculatus macho adulto utilizando-se sistema de água estático de acordo com a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo. Foram feitas as verificações de mortalidade a cada seis horas, removendo-se os animais mortos. Para acompanhamento da temperatura, foi adicionado em igual recipiente 1.5 L de água, e o valor médio foi de 18,8 ± 1,61 ºC. A CL50 foi calculada segundo o programa TOXCALC, por meio de determinação binomial, reduzindo o intervalo de confiança por método PROBITUS. A CL50 encontrada foi de 17.7 µg/L gerando, além do valor de teste, o intervalo de confiança de 11.1 a 29.6 µg/L que permite 95% de reprodutibilidade (p<0.05). Um fato relevante deste experimento é ter sido controlado de seis em seis horas, ao invés de doze em doze, proporcionando menores interferências pela decomposição dos peixes mortos, gerando maior confiança da mortalidade ser em função da ação tóxica total do Thiodan®. Com base na CL50 e no intervalo de confiança, concluímos que o A. bimaculatus é um possível bioindicador nativo, com sensibilidade médio-baixa ao agrotóxico testado, podendo ser substituído por outro bioindicador mais sensível ao Thiodan®.

AGRADECIMENTOS: À FAPEMIG, pelo financiamento do projeto e pela bolsa de Iniciação Científica; à Piscicultura da Prata (José Eustáquio Matta), Joelma Crespo Moraes e Edgard da Silva Torres, pelo fornecimento dos espécimes.

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UFV / XIX SIC / OUTUBRO DE 2009 / VETERINÁRIA



AVALIAÇÃO HISTOLÓGICA DO PROCESSO DE REPARAÇÃO DA SUPERFÍCIE ARTICULAR DE CÃES

MARIANA BRETTAS SILVA (Não Bolsista/UFV), ANDREA PACHECO BATISTA BORGES (Orientador/UFV), RENATO BARROS ELEOTÉRIO (Bolsista CNPq/UFV), KELLY CRISTINE DE SOUSA PONTES (Bolsista CAPES/UFV), JOÃO PAULO MACHADO (Não Bolsista/UFV), PRISCILA SOARES FERREIRA (Não Bolsista/UFV), NAIRA JANDAFET SAMPAIO MARTINS (Não Bolsista/UFV), NATÁLIA ALVES FERNANDES (Bolsista FAPEMIG/UFV), TATIANA BORGES DE CARVALHO (Bolsista CAPES/UFV), EMILY CORRENA CARLO REIS (Bolsista CAPES/UFV)

A degeneração da cartilagem articular é um problema crescente em cães devido ao aumento na expectativa de vida desses animais, às atividades ou sedentarismo a que são expostos e à suplementação empírica de suas dietas. Desta forma, o trabalho objetivou caracterizar a reparação da superfície articular de cães, para proporcionar melhor entendimento do processo degenerativo e um direcionamento terapêutico. O processo de reparação da superfície articular foi avaliado macroscopicamente e microscopicamente em uma falha osteocondral circular produzida cirurgicamente no côndilo femoral lateral em 12 cães adultos. Oito semanas após a cirurgia observou-se preenchimento parcial por um tecido esbranquiçado, firme e com menos brilho do que a cartilagem adjacente, sendo que ao microscópio constatou-se reposição do osso subcondral excisado, neovascularização, presença de alguns clones de condrócitos nas bordas (fibrocartilagem) e de tecido fibroso no centro da lesão. Após 12 semanas, foi observado preenchimento total (3 animais) ou parcial (3 animais) da falha com o tecido esbranquiçado, firme e menos brilhoso; naqueles animais em que o preenchimento foi total, não houve integração íntima entre o tecido neoformado e a cartilagem adjacente, sendo ainda possível delimitar uma área circular.  Microscopicamente a lesão desses animais foi preenchida com tecido fibrocartilaginoso, caracterizado pela presença de desorganização celular, de picnose e de lacunas vazias e de fissuras. Concluí-se que houve preenchimento da falha por tecido fibrocartilaginoso e que a cartilagem, portanto, não recuperou sua arquitetura normal de cartilagem hialina em nenhum dos animais.

(CNPq/FAPEMIG/Ouro Fino Pet )

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SARCOMA FUSOCELULAR DE TECIDO MOLE EM UM CÃO: RELATO DE CASO

MARIANA BRETTAS SILVA (Não Bolsista/UFV), LISSANDRO GONCALVES CONCEICAO (Orientador/UFV), RICARDO JUNQUEIRA DEL CARLO (Co-orientador/UFV), LILIANE RIBEIRO LOPES (Não Bolsista/UFV), ROBERTA VALERIANO DOS SANTOS (Não Bolsista/UFV), FÁBIO ANDRADE MARINHO (Não Bolsista/UFV)

O lipossarcoma é uma neoplasia maligna proveniente dos lipoblastos, de rara ocorrência em animais domésticos e etiologia desconhecida. Geralmente, acomete animais idosos, sendo as fêmeas obesas mais predispostas. As regiões torácica, membros torácicos e pélvicos são mais acometidos. Tendem a ser firmes à palpação, mal delimitados, localmente invasivos, mas raramente ocasionam metástases. Histologicamente caracterizam-se por células pleomórficas arredondadas, podendo ser estreladas, alongadas ou poligonais, com presença de vacúolos lipídicos intracitoplasmáticos. Em junho de 2009 uma cadela, sem raça definida e com 13 anos de idade, foi atendida no HOV da UFV com a queixa de enorme massa tumoral que acometia as regiões torácica e abdominal, com evolução de cinco meses e duas lesões tumorais menores na região axilar . Ao exame clínico constatou-se que se tratava de uma massa subcutânea de grandes dimensões (26x21cm), firme a palpação e indolor. Na região axilar obesrvou-se duas lesões nódulo-tumorias medindo 06 e 03 cm de diametro, sugestivos de lipoma. A cadela foi encaminhada para a exérese da massa que pesou 4,7 Kg. Vários fragmentos do tecido foram, enviados para o exame histopatológico. Microscopicamente, observou-se processo neoplásico com densa população de células fusiformes volumosas, com citoplasma amplo e indistinto, algumas contendo vacúolos citoplasmáticos discretos, alternadas com áreas de paucicelularidade contendo regiões de estroma frouxo, e trechos de necrose. Focalmente notaram-se áreas de tecido cartilaginoso com núcleos pleomórficos, nucléolos evidentes e trechos de calcificação, indicando a formação de tecido ósseo. As alterações histopatológicas revelaram sarcoma fusocelular pouco diferenciado de partes moles com possibilidade para lipossarcoma e mesenquimoma. O animal não apresentou recidivas ou metástases, encontrando-se em boas condições gerais até o momento.

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OBTENÇÃO DO PEPTÍDEO RECOMBINANTE SBM7462® ANTI RHIPICEPHALUS (BOOPHILUS) MICROPLUS EM PLANTAS

MARIANA DE BARROS (Bolsista CNPq/UFV), JOAQUIN HERNAN PATARROYO SALCEDO (Orientador/UFV), ANA PAULA PECONICK (Bolsista CAPES/UFV), LETICIA MAGALHÃES ARRUDA (Não Bolsista/UFV)

Baseando-se na sequência de aminoácidos do peptídeo sintético SBm7462®, o LBCHV/DVT/UFV-MG, desenhou genes para expressão do mesmo. Esse peptídeo demonstrou apresentar eficácia vacinal satisfatória, contra o carrapato Rhipicephalus microplus, responsável por enormes perdas econômicas no cenário na pecuária. Devido ao elevado custo para a síntese de peptídeos, a vacina torna-se economicamente inviável. Nessa proposta, buscamos uma forma alternativa para a produção do peptídeo. O nosso obejtivo é a obtenção de plantas geneticamente modificadas que expressem o SBm7462®, e, posteriormente, purificar e caracterizar bioquimicamente esse peptídeo. Trabalhamos com duas sequências gênicas distintas onde cada uma possuía duas construções: uma com o códon de parada, e outra sem. Os fragmentos foram amplificados por Reação da Polimerase em Cadeia (PCR) que introduziu extensões apropriadas para a recombinação gênica, mediada pela enzima BP Clonase (Sistema GATEWAY-Invitrogen Life Technologies, Inc.), que os introduziu no vetor de entrada pDONR201. Os plasmídeos obtidos foram transformados em Echerichia coli DH5α por choque-térmico. A seleção foi realizada em meio LB-sólido com kanamicina. Os clones resultantes foram utilizados para transferir os respectivos fragmentos em vetores binários de expressão pK7WG2 e pK7FWG2 utilizando a LR Clonase. A transformação de Agrobacterium tumefaciens, estirpe GV3101 se deu por eletroporação. Os transformantes foram selecionados em meio Rhizo-sólido contendo gentamicina e espectinomicina, e posteriormente inoculadas em meio LB seletivo. Essas células foram centrifugadas e ressuspendidas em sacarose 5% (p/p), contendo Silwett L-77 3% (p/v) e usadas para transformar Arabidopsis thaliana pelo método de mergulhamento de floral. Das plantas foram obtidas sementes, que foram esterilizadas e plaqueadas em meio MS meia-força contendo kanamicina. Após um mês de germinação os transformantes foram transplantados para vasos para a obtenção de sementes da geração F2. No momento, espera-se a confirmação dessa transformação para dar continuidade ao projeto.

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EXPRESSÃO GÊNICA DA HSP70.3 EM BLASTOCISTO INICIAL (BIN) DE CAMUNDONGAS SUBMETIDOS A DIFERENTES MEIOS DE MANIPULAÇÃO

MARIANNE CAMARGOS DIAS (Bolsista PIBIC/CNPq/UFV), FLAVIO GUISELLI LOPES (Bolsista CAPES/UFV), EMÍLIO CÉSAR MARTINS PEREIRA (Não Bolsista/UFV), LAERCIO DOS ANJOS BENJAMIM (Não Bolsista/UFV), SIMONE ELIZA FACIONI GUIMARAES (Não Bolsista/UFV), LINCOLN DA SILVA AMORIM (Bolsista FAPEMIG/UFV), VANESSA LOPES DIAS QUEIROZ (Bolsista FAPEMIG/UFV), EDUARDO PAULINO DA COSTA (Orientador/UFV)

Os meios de manipulação devem ser menos complexos e mais estáveis para que, ao longo do tempo, não sofram alterações na composição, interferindo assim, na viabilidade embrionária. Sabe-se que a exposição de embriões aos meios podem interferir em aspectos como desenvolvimento, morfologia, metabolismo e expressão de genes transcritos específicos. No presente trabalho objetivou-se investigar e quantificar a expressão das proteínas de choque térmico de embriões no estádio de blastocisto, expostos a diferentes meios de manipulação. Foram utilizados embriões de camundongas no estádio de Bin. Os embriões foram mantidos, durante quatro horas, em determinado meio manipulação, à 37ºC. Após o término do tempo de manipulação, os embriões foram classificados quanto ao estádio de desenvolvimento e, então cultivados, durante 10 horas, em meio de cultivo TCM 199 modificado, à 37ºC, em estufa incubadora de CO2. No estudo, testou-se três meios de manipulação: T1 (controle-PBS modificado), T2 (MD1-meio definido 1) e T3 (MD2-meio definido 2). Para análise da expressão gênica utilizou-se a técnica RT-PCR, avaliando 2 genes, um endógeno (β-Actin) e um relacionado ao choque térmico (Hsp70.3). Para cada tratamento, utilizou-se três amostras de embriões, em duplicata, que no momento da coleta apresentavam-se no estádio de Bin, e, após o término do tempo de cultivo apresentavam-se no estádio inicial de blastocisto expandido. Com relação à expressão gênica, considerando as amostras Bin, os meios MD1 e MD2 expressaram 1,421 e 12,889 vezes mais Hsp70.3 quando comparado ao PBS modificado, sendo este valor superior, respectivamente (P<0,001). Porém, ao comparar o meio MD1 ao MD2 verificou-se expressão superior para o MD2 (P<0,001). Esses resultados sugerem que foi possível verificar diferença no perfil de expressão de embriões nos diferentes meios de manipulação. (Apoio financeiro: FAPEMIG)

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EXPRESSÃO GÊNICA DA HSP70.3 EM MÓRULAS COMPACTAS GRAU I (MCI) E II (MCII) DE CAMUNDONGAS SUBMETIDOS A DIFERENTES MEIOS DE MANIPULAÇÃO

MARIANNE CAMARGOS DIAS (Bolsista PIBIC/CNPq/UFV), FLAVIO GUISELLI LOPES (Bolsista CAPES/UFV), EMÍLIO CÉSAR MARTINS PEREIRA (Não Bolsista/UFV), LAERCIO DOS ANJOS BENJAMIM (Não Bolsista/UFV), CARLOS SOUZA DO NASCIMENTO (Bolsista CNPq/UFV), PRISCILA VENDRAMINI SILVA (Bolsista CAPES/UFV), VANESSA LOPES DIAS QUEIROZ (Bolsista FAPEMIG/UFV), EDUARDO PAULINO DA COSTA (Orientador/UFV)

A exposição de embriões durante cultivo in vitro pode alterar a cinética de desenvolvimento, morfologia, metabolismo e expressão de genes transcritos específicos. O presente trabalho objetivou investigar e quantificar a expressão das proteínas de choque térmico em embriões mantidos em diferentes meios de manipulação. Foram utilizados embriões de camundongos nos estádios McI e McII. Os embriões de cada estádio de desenvolvimento foram mantidos, durante quatro horas, em determinado meio manipulação, à 37ºC. Após o término do tempo de manipulação, os embriões foram classificados quanto ao estádio de desenvolvimento e, então cultivados, durante 10 horas, em meio de cultivo TCM 199 modificado, à 37ºC, em estufa incubadora de CO2. Foram utilizados três meios de manipulação: T1 (controle-PBS modificado), T2 (MD1-meio definido 1) e T3 (MD2-meio definido 2). Para análise da expressão gênica utilizou-se a técnica RT-PCR, sendo avaliados 2 genes, um endógeno (β-Actin) e um relacionado ao choque térmico (Hsp70.3). Para cada tratamento, utilizou-se três amostras de embriões, em duplicata, que na coleta apresentavam-se nos estádios de McI e McII e, após o término do tempo de cultivo apresentavam-se no estádio inicial de blastocisto expandido (Bx). Com relação à expressão gênica, considerando as amostras McI, os meios MD1 e MD2 expressaram 4,129 e 1,373 vezes mais Hsp70.3 quando comparado ao meio PBS modificado, sendo este valor superior, respectivamente (P<0,001). Comparando o meio MD1 ao MD2 verificou-se expressão superior para MD1 (P<0,001). Da mesma forma, para as amostras McII, os meios MD1 e MD2 expressaram 20,959 e 9,217 vezes mais Hsp70.3 quando comparado ao PBS modificado, sendo este valor superior, respectivamente (P<0,001). Comparando o meio MD1 ao MD2 foi verificado expressão superior para o MD1 (P<0,001). Pode-se concluir que foi possível verificar diferença no perfil de expressão de embriões submetidos a diferentes meios de manipulação. (Apoio financeiro: FAPEMIG)

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INSEMINAÇÃO ARTIFICIAL PÓS-CERVICAL COM SÊMEN CONGELADO/DESCONGELADO EM SUÍNOS DA RAÇA PIAU (SUS SCROFA).

MAURÍCIO HOSHINO DA COSTA BARROS (Bolsista PIBIC/CNPq/UFV), LINCOLN DA SILVA AMORIM (Bolsista FAPEMIG/UFV), HUGO HIDEKI SHIOMI (Bolsista PROBIC/FAPEMIG/UFV), LUIZ HENRIQUE SILVA BULOS (Não Bolsista/UFV), THIAGO DE FARIA FREITAS (Não Bolsista/UFV), SIMONE ELIZA FACIONI GUIMARAES (Co-orientador/UFV), PAULO SAVIO LOPES (Co-orientador/UFV), JOSE DOMINGOS GUIMARAES (Orientador/UFV)

A criopreservação de sêmen constitui-se numa das mais importantes ferramentas para preservar o material genético de espécies em processo de extinção. Dentre as raças suínas nativas brasileiras catalogadas como de alto risco de extinção, apenas a raça Piau (Sus scrofa) ainda existe, uma vez que é considerada a melhor e mais importante raça naturalizada nacional. O objetivo do presente trabalho foi avaliar a fertilidade in vivo do sêmen congelado/descongelado de suínos da raça Piau por meio de inseminação artificial pós-cervical (intra-uterina), a fim de viabilizar a formação de um banco de sêmen da raça em questão. O congelamento do sêmen foi realizado segundo a técnica preconizada por WESTENDORF (1975), utilizando-se uma concentração final de 2% de glicerol e envase em palhetas finas de 0,25 mL (200 milhões de espermatozóides/palheta). Na avaliação da fertilidade in vivo do sêmen congelado/descongelado, foram realizadas um total de 23 inseminações/coberturas em um grupo de 14 fêmeas da raça Piau, sendo 5 leitoas e 9 porcas. Foram realizadas duas inseminações/estro, com doses inseminantes contendo 600 milhões de espermatozóides e 50 mL de BTS. Durante as inseminações, foi possível a introdução do cateter no lúmen uterino de todas as fêmeas, com maior dificuldade nas leitoas. A taxa de parto obtida foi de 34,8% (8/23) com média de 7,9 leitões nascidos totais. Trabalhos na literatura permitem inferir que os índices reprodutivos encontrados no presente estudo são satisfatórios, visto a menor prolificidade da raça Piau comparada à linhagens comerciais, baixa concentração de espermatozóides/dose utilizada e não previsão do momento da ovulação. Com um estoque de mais de 2100 doses de sêmen, possuindo fertilidade in vivo comprovada, conclui-se que foi possível a formação de um banco de sêmen da raça, recursos genéticos que poderão ser utilizados em futuros programas estratégicos de melhoramento animal.

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EFEITO DO ÓLEO DE COPAÍBA AUTOCLAVADO E NÃO AUTOCLAVADO SOBRE ESCHERICHIA COLI

MAYARA PEREIRA LOTÉRIO (Bolsista/UFV), FÁBIO ALESSANDRO PIERI (Bolsista CAPES/UFV), VITOR DE OLIVEIRA SILVA (Bolsista CNPq/UFV), RAPHAELA MANSUR JOSÉ (Não Bolsista/UFV), NEWTON NASCENTES GALVÃO (Não Bolsista/UFV), LUCAS FERNANDO DOS SANTOS (Não Bolsista/UFV), LUIS AUGUSTO NERO (Co-orientador/UFV), MARIA APARECIDA SCATAMBURLO MOREIRA (Orientador/UFV)

Naturalmente presente no intestino humano, E. Coli, bactéria Gram negativa, pode causar doenças como infecção do trato urinário e colocistites, podendo apresentar resistência a agentes antimicrobianos. Esta bactéria pode transmitir essa resistência a muitas outras potencialmente patogênicas e boas receptoras do fator R. Com o crescente aumento de bactérias resistentes aos antimicrobianos tem-se preocupado em investigar produtos naturais com potencial efeito antimicrobiano e buscar princípios a serem empregados no controle das infecções. O óleo de copaíba tem sido utilizado a mais de 500 anos na medicina popular com diversas finalidades terapêuticas como antiinflamatória, antimicrobiana e cicatrizante, no entanto a literatura científica sobre o mesmo é escassa. Este trabalho teve por objetivo avaliar o efeito antimicrobiano do óleo de copaíba autoclavado e não autoclavado, em várias concentrações, sobre oito amostras de E. coli, de diferentes origens. Os testes foram realizados pela técnica de difusão em ágar e as soluções do óleo formuladas tinham concentrações decrescentes entre 10 e 0,3125%. Os inóculos obedeceram ao padrão 1 da escala de McFarland. O estudo demonstrou efeito inibitório apenas sobre dois isolados, um de origem mastítica e outro de origem não determinada, e não apresentou nenhum efeito sobre o isolado uropatogênico e o enterohemorrágico. Os resultados positivos foram obtidos somente a partir da solução autoclavada do óleo a 10%. Até o presente momento não há relato de inibição de E.coli pelo óleo extraído do gênero Copaifera. Os resultados preliminares obtidos apresentaram ineficácia do óleo de copaíba sobre os isolados uropatogênico e enterohemorrágico, porém o mesmo apresentou-se eficiente contra um isolado de origem mastítica e um de origem desconhecida. Sugere-se a realização de novas pesquisas contemplando um número maior de amostras para confirmação da atividade do óleo sobre cada tipo de E.coli.

(CAPES / CNPq )

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AVALIAÇÃO MORFOLÓGICA DE EMBRIÕES DE JUMENTAS DA RAÇA PÊGA

EVELINE CAETANO DE ANDRADE (Não Bolsista/UFV), THIAGO PEIXOTO MACHADO (Não Bolsista/UFV), KÁTERIN ELENA BOHORQUEZ. GRONDONA (Não Bolsista/UFV), POLYANA GALVÃO BERNARDES COELHO (Bolsista FAPEMIG/UFV), LAERCIO DOS ANJOS BENJAMIM (Orientador/UFV), Ludmila Souza Fernandes (Não Bolsista/UNIVIÇOSA)

Os jumentos eram animais muito utilizados em todo o mundo. Contudo, o uso destes entrou em decadência após o advento dos motores. O alto potencial de gerar híbridos fortes e com andamento marchado, raros atributos zootécnicos, foram características essenciais para a recuperação e ascensão da raça Pêga. Este trabalho pretende contribuir para a criação de uma linha de pesquisa sobre embriologia asinina (morfologia e morfometria), assim como contribuir para a criação de um banco de embriões de jumentos da raça Pêga e adaptar a técnica não-cirúrgica de coleta de embriões de éguas para jumentas. As coletas foram realizadas no oitavo dias após a ovulação, para obter-se um embrião de sete dias. No total foram realizadas 25 coletas. A técnica de coleta não-cirúrgica mostrou-se eficaz após a adaptação dos materiais, como o uso de cateter de Foley no lugar da bivona (sonda usada para coleta de embriões em éguas) e realização de dois lavados consecutivos utilizando um volume de 500 ml de Ringer-Lactato® aquecido a 37°C por coleta. A partir das 25 coletas, foram obtidos 16 embriões em diferentes estágios de desenvolvimento, sendo duas mórulas (12,5%), sete blastocistos (43,75%) e sete blastocistos expandidos (43,75%). Dos 16 embriões, 14 (87,5%) foram classificados como grau I ou excelente e 2 (12,5%) classificados como grau II. Esses primeiros embriões mostraram, como se sabe para embriões eqüinos, que cada estágio do desenvolvimento embrionário pode ocorrer dentro de uma determinada faixa de tempo após a ovulação. Este trabalho mostrou também que os embriões de jumentas estão sendo colhidos em estágio de desenvolvimento semelhantes aos de éguas com mesma idade embrionária, mas com tamanhos menores. Isso permite que sejam conduzidos estudos sobre sua congelabilidade, já que uma das maiores dificuldades em se congelar embriões eqüinos de 7 dias é o seu tamanho e o número de células.

 

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ALTERAÇÕES MACROSCÓPICAS ENCONTRADAS NO EXAME TANATOLÓGICO DE UMA MARITACA (ARATINGA LEUCOPHTHALMA): RELATO DE CASO.

FILIPE TAVARES CARNEIRO (Bolsista PROBIC/FAPEMIG/UFV), ALEXANDRE DE OLIVEIRA TAVELA (Bolsista CAPES/UFV), AYISA RODRIGUES DE OLIVEIRA (Bolsista PIBIC/CNPq/UFV), VINÍCIUS HEROLD DORNELAS E SILVA (Não Bolsista/UFV), MOACIR CARRETTA JUNIOR (Não Bolsista/UFV), ANA CAROLINA ORTEGAL ALMEIDA (Não Bolsista/UFV), NÍTSA ERCLIEWISKI FALCON RODRIGUES (Não Bolsista/UFV), FERNANDA DIAS DE PAULA (Não Bolsista/UNIVIÇOSA), TARCIZIO ANTONIO REGO DE PAULA (Orientador/UFV)

O Centro de Triagem de Animais Silvestres da Universidade Federal de Viçosa (CETAS-UFV) atua junto ao IBAMA e IEF recebendo, tratando e destinando animais da fauna silvestre. A destruição dos ambientes naturais e o tráfico de animais constituem as principais ameaças para as aves silvestres. As maritacas (Aratinga leucophthalma) vivem em bandos grandes, compostos de 30 a 40 aves ou mais. Formam casais fixos para a reprodução. Alimentam-se, principalmente de frutos e sementes. Em cativeiro esses animais perdem sua identidade devido a humanização e ficam mais susceptíveis aos patógenos ambientais, sobretudo os comuns aos animais domésticos, devido ao estresse. Além disso, o conhecimento restrito sobre a biologia local dessas espécies limita e dificulta a criação de estratégias para sua preservação nos fragmentos de Mata Atlântica. Objetivou-se com este trabalho relatar as alterações macroscópicas encontradas no exame tanatológico de uma maritaca oriunda da Zona da Mata mineira. A maritaca, macho e adulto foi recebida pelo CETAS-UFV em janeiro de 2009 oriundo de apreensão pela polícia Militar do Meio Ambiente do município de Viçosa-MG. O animal veio a óbito três meses depois com elevado grau de caquexia. À necropsia, observou-se nódulos de material caseoso com coloração esbranquiçada ao longo da musculatura peitoral e no miocárdio. Conclui-se que o animal veio a óbito pela depressão fisiológica causada pela fraqueza devido á caquexia e queda brusca da temperatura do ambiente, associados a depressão do sistema imune. A determinação da causa da morte de animais silvestres é de grande importância na realização de ações para a conservação das espécies. No presente caso, as alterações são condizentes com as descritas para Aspergilose, bacterioses e neoplasias. Devido a proximidade com o ser humano e aves domésticas a qual esse animal era submetido, vale ressaltar o risco de transmissão desses agentes, muitos deles zoonóticos. (CAPES, FAPEMIG, CNPq)

(IEF, Instituto Estadual de Florestas MG )

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