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CaracterizaçÃo fenotípica preliminar de culturas isoladas de amostras clínicas de diarréias de leitões com até um dia de idade


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PRODUÇÃO DE PEPTÍDEOS RECOMBINANTES PARA O DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL DE SARCOCYSTIS NEURONA, NEOSPORA CANINUM E N. HUGHESI EM CAVALOS

LEANDRO SILVA DE ARAÚJO (Bolsista PIBIC/CNPq/UFV), JOAQUIN HERNAN PATARROYO SALCEDO (Orientador/UFV), SIDIMAR SOSSAI (Bolsista FAPEMIG/UFV), ISABELA ALVES DE MELO ZEFERINO (Bolsista FAPEMIG/UFV), CÍNTIA FERNANDES FIDELIS (Não Bolsista/UFV)

A Mieloencefalite protozoária eqüina (EPM) é a mais importante doença neurológica de cavalos nas Américas. Provocada principalmente pelo protozoário Sarcocystis neurona causa ataxia, espasticidade, incordenação motora e morte, mas manifestações semelhantes são atribuídas à Neospora caninum e N. hughesi. O diagnóstico de EPM é dado pela identificação do parasito no sistema nervoso ou pesquisa de anticorpos específicos. O método diagnóstico padrão ouro para a pesquisa de anticorpos anti-S. neurona é o Western Blotting, para a pesquisa de anticorpos anti-N. caninum e N. hughesi é a Imunoflorescência Indireta (RIFI). O objetivo do trabalho foi obter clones de Pichia pastoris Km71 produtores de peptídeos antigênicos derivados de proteínas superficiais dos agentes causadores da EPM utilizando genes sintéticos. Os genes foram desenhados utilizando-se a metodologia de genética reversa. O gene referente a S. neurona foi desenhado com base nas proteínas de superfície SNSAG1 e SNSAG5, onde epitopos antigênicos das duas proteínas fizeram parte de um único gene enquanto os genes para  N. caninum e N. hughesi foram derivados das proteínas de superfície NcSAG4, NcGRA1 e NhSAG1 respectivamente. Sintetizados pela empresa GenScript®, os genes foram clonados no vetor pUC57  e multiplicados em E. coli DH5α para uso em ensaios de restrição com as enzimas NotI e EcoRI juntamente com o vetor pPIC9K (Invitrogen USA). As construções dos cassetes de expressão se deram através das ligações das extremidades coesivas dos genes, produzidas pelas enzimas de restrição NotI e EcoRI, nos vetores de expressão também previamente submetidos à ação das mesmas enzimas. As junções dos genes nos vetores se deram por intermédio da enzima T4DNA ligase segundo recomendações. As transformações das leveduras foram realizadas através da técnica de eletroporação e as confirmações das recombinações gênicas na P. pastoris Km71 foram realizadas através do repique dos clones em meio MD sem histidina e pela técnica de PCR.

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UFV / XIX SIC / OUTUBRO DE 2009 / VETERINÁRIA



TRANFUSÃO DE SANGUE TOTAL EM FILHOTE DE LOBO GUARÁ (CHRYSOCYON BRACHYURUS): RELATO DE CASO

LEANES CRUZ DA SILVA (Não Bolsista/UFV), GEDIENDSON RIBEIRO DE ARAÚJO (Não Bolsista/UFV), THYARA DE DECO SOUZA (Não Bolsista/UFV), ALEXANDRE DE OLIVEIRA TAVELA (Bolsista CAPES/UFV), LETÍCIA BERGO COELHO FERREIRA (Bolsista/UFV), RAFAEL DE MORAIS GARAY (Não Bolsista/UFV), VINÍCIUS HEROLD DORNELAS E SILVA (Não Bolsista/UFV), TARCIZIO ANTONIO REGO DE PAULA (Orientador/UFV)

O Lobo Guará (Chrysocyon brachyurus) é o maior canídeo natural da América do Sul. Possui hábitos crepusculares e noturnos, são solitários, onívoros, tímidos e territorialistas. Esta espécie está classificada como vulnerável pelo IBAMA. O presente trabalho objetivou descrever os procedimentos realizados para se realizar uma transfusão sanguínea nesta espécie. Um lobo-guará filhote (2 meses), macho nascido no Centro de Triagem de Animais Silvestres da Universidade Federal de Viçosa (CETAS-UFV), apresentou quadros de diarréia e apatia além de desidratação (7%). Por meio do hemograma foi detectada desidratação grave e anemia (hematócrito 21%). Após alguns dias o estado clínico do animal piorou e ele apresentou piora na desidratação e na anemia, mucosas cianóticas e tempo de perfusão de capilares maior que dois segundos. Constatado que a vida do animal estava em risco, decidiu-se pela transfusão sanguínea neste animal. Foi administrado um imunodepressor (2 mg/kg de dexametasona) intravenoso, quinze minutos antes da transfusão sangüínea. O doador foi um lobo-guará, fêmea, adulto e sadio. Foi administrado 10 ml de sangue transfundidos lentamente para o animal a partir de bolsa de acondicionamento de sangue, diretamente na veia safena lateral esquerda que foi canulada. Após a transfusão o animal teve uma melhora no seu estado geral e sobrevive normalmente. Visto a crescente redução da população de lobos guará, principalmente em vida livre, a preservação de espécimes em cativeiro é de grande importância para futuros programas de reprodução assistida e reintrodução e como reserva genética da espécie, necessários para a manutenção de uma população geneticamente viável.(Capes).

 (IEF, Instituto Estadual de Florestas MG )

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PARASITISMO POR TRICHOSTRONGYLUS SP. EM TAPETI (SYLVILAGUS BRASILIENSIS) (LINNAEUS, 1758): RELATO DE CASO

LEANES CRUZ DA SILVA (Não Bolsista/UFV), ALEXANDRE DE OLIVEIRA TAVELA (Bolsista CAPES/UFV), THYARA DE DECO SOUZA (Não Bolsista/UFV), GEDIENDSON RIBEIRO DE ARAÚJO (Não Bolsista/UFV), LETÍCIA BERGO COELHO FERREIRA (Bolsista/UFV), RAFAEL DE MORAIS GARAY (Não Bolsista/UFV), CECÍLIA MARIA VIANA VALE (Não Bolsista/UFV), TARCIZIO ANTONIO REGO DE PAULA (Orientador/UFV)

A destruição acelerada de extensivas áreas florestais torna as espécies silvestres cada dia mais vulneráveis a fragmentação e perda de seu habitat. Devido a essa degradação, um crescente número de mamíferos de pequeno porte é encontrado próximo a ambientes urbanos, a procura de alimento e abrigo. Os tapetis (Sylvilagus brasiliensis) são lagomorfos pertencentes a família Leporidae. Nesta família ainda estão incluídos as lebres e coelhos com cerca de dez gêneros e 43 espécies, sendo que apenas uma ocorre em florestas neotropicais. Esses animais podem ser distinguidos de todos os outros mamíferos pelo par de incisivos superiores pequenos atrás dos grandes incisivos anteriores. O conhecimento restrito sobre a biologia local dessas espécies limita e dificulta a criação de estratégias para sua preservação nos fragmentos de Mata Atlântica. Objetivou-se com este trabalho relatar o parasitismo por Trichostrongylus sp. em um tapeti oriundo da Zona da Mata Mineira. Um tapeti adulto vítima de atropelamento foi recebido em agosto de 2009 no Centro de Triagem de Animas Silvestres da Universidade Federal de Viçosa (CETAS-UFV). Foram coletadas amostras fecais diretamente da ampola retal do animal. O material foi processado imediatamente após cada coleta no Laboratório Clínico do CETAS-UFV. Os métodos utilizados para pesquisa de helmintos foram o de flutuação em solução hipersaturada de sal e coproculturas com posterior identificação de larvas. Foi demonstrada positividade para Trichostrongylus sp. A Zona da Mata mineira abriga tapetis parasitados por Trichostrongylus sp. Esse nematóide tem relevante importância em medicina veterinária por ocasionar diarréia, emaciação e inflamação crônica estomacal e úlceras, quando em alta carga parasitária. Por apresentar elevada carga parasitária, se mostrarem assintomáticos à avaliação clínica e percorrerem territórios peri-urbanos, os tapetis possivelmente podem atuar como reservatórios naturais de Trichostrongylus sp. nessa região. (Capes).

 (IEF, Instituto Estadual de Florestas MG )

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IDENTIFICAÇÃO DO PADRÃO TRICOLÓGICO DE JAGUATIRICA LEOPARDUS PARDALIS (LINNAEUS, 1758) (FELIDAE: CARNIVORA) DA ZONA DA MATA MINEIRA.

LEANES CRUZ DA SILVA (Bolsista/UFV), TARCIZIO ANTONIO REGO DE PAULA (Orientador/UFV), GEDIENDSON RIBEIRO DE ARAÚJO (Não Bolsista/UFV), THYARA DE DECO SOUZA (Bolsista outra Instituição/UFV), CECÍLIA MARIA VIANA VALE (Não Bolsista/UFV), VANESSA LUÍSA MARINHEIRO SILVA (Não Bolsista/UFV), GUILHERME DE SOUSA CAMPONÊZ (Não Bolsista/UFV), RAFAEL DE MORAIS GARAY (Não Bolsista/UFV), RAFAEL COSTA FIGUEIREDO MAGALDI (Não Bolsista/UFV)

A jaguatirica é o maior dentre os pequenos e o menor dentre os grandes felinos. Sua distribuição compreende o sudoeste do Texas (EUA), porções do México, toda América Central e toda América do Sul, com exceção do Chile. No Brasil acorre no cerrado, caatinga, pantanal, pampas, florestas tropicais, subtropicais e matas ciliares só não ocorrem no sul do Rio Grande do Sul. Uma nova possibilidade para estudos de mastofauna é a utilização de materiais orgânicos. Dentre essas técnicas, a tricologia microscópica tem a vantagem de utilizar pêlos encontrados em fezes ou em armadilhas de pêlos. O presente trabalho teve como objetivo identificar o padrão cuticular e medular de pêlos guardas primários coletados de 5 espécimes de Jaguatirica na região da zona da mata mineira. Foram coletados tufos de pêlos da região dorso torácico de animais mantidos no CETAS-UFV visando à confecção de lâminas para visualização do padrão cuticular e medular, utilizando a metodologia e classificação segundo QUADROS (2002). Para observar a zona cuticular, usou-se a modelagem de impressão dos pêlos em lâmina. Já a observação da medula dos pêlos, necessitou que estes fossem diafanizados em água-oxigenada e depois imersos em bálsamo do Canadá entre a lamínula e a lâmina. Observou-se um padrão cuticular folidáceo intermediário e um padrão medular trabecular fimbriado. Estudos demonstram que os padrões tricológicos são espécies específicos, no entanto, ainda há muitas espécies que  não foram estudadas. Pouco se sabe sobre variações ou não do padrão tricológico de subespécies. Apesar de não haver descrição na literatura sobre o padrão tricológico de Jaguatirica encontrados na Zona da Mata Mineira, o padrão tricológico observado assemelha-se ao descrito por Quadros (2002). Assim a identificação das amostras de fezes ou de pêlos encontrados a campo torna-se possivel, fazendo da tricologia mais uma ferramenta a ser utilizada para levantamentos mastofaunísticos e da ecologia alimentar desses carnívoros.

(IEF, Instituto Estadual de Florestas MG )

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BIOQUÍMICA SÉRICA DE DOIS ESPÉCIMES DE OLIGORYZOMYS NIGRIPES QUE DERAM ENTRADA NO CETAS-UFV

LETÍCIA BERGO COELHO FERREIRA (Não Bolsista/UFV), GEDIENDSON RIBEIRO DE ARAÚJO (Não Bolsista/UFV), THYARA DE DECO SOUZA (Não Bolsista/UFV), LEANES CRUZ DA SILVA (Não Bolsista/UFV), ALEXANDRE DE OLIVEIRA TAVELA (Bolsista CAPES/UFV), RAFAEL DE MORAIS GARAY (Não Bolsista/UFV), TARCIZIO ANTONIO REGO DE PAULA (Orientador/UFV)

Existem diversas espécies de pequenos roedores silvestres no Brasil, os quais são fundamentais no equilíbrio de diversos ecossistemas, por servirem de alimento para grande número de animais carnívoros e onívoros. Atualmente existe pouca informação na literatura sobre os parâmetros clínicos e laboratoriais de animais silvestres. O exame bioquímico do plasma sanguíneo é muito importante, pois permite avaliar se a função de órgãos essenciais, como o fígado ou os rins, está normal. Para avaliar se os valores dos exames bioquímicos de determinado animal está dentro da normalidade, é necessário compará-lo com padrões verificados em indivíduos saudáveis da mesma espécie. A ausência de valores de referência para espécies selvagens dificulta aos médicos veterinários a avaliação da sanidade destes animais em locais como o Centro de Triagem de Animais Silvestres da Universidade Federal de Viçosa (CETAS-UFV), o qual recebe animais de diferentes espécies da fauna nacional. O objetivo deste trabalho foi avaliar os parâmetros bioquímicos de dois Oligoryzomys nigripes, do sexo masculino, oriundos de fragmentos de mata atlântica do entorno de Viçosa MG, que deram entrada no CETAS-UFV. Foram colhidas amostras de sangue dos animais por venopunção da bifurcação da cava cranial. As amostras foram levadas para ser processadas no laboratório clínico do Hospital Veterinário da Universidade Federal de Viçosa. Foram estabelecidos valores referentes a: alanina aminotranferase (ALT), aspartato aminotransferase (AST), uréia e creatinina. Os valores de ALT e creatinina foram próximos em ambos os animais; já os valores de AST e uréia foram destoantes, um deles apresentando AST muito acima e uréia muito abaixo dos valores encontrados no sangue do outro roedor. Faltam valores de referência para determinar qual deles está fora da normalidade.

(IEF, Instituto Estadual de Florestas MG )

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DIARRÉIA CRÔNICA EM CÃO ASSOCIADA AO NEMATÓDEO STRONGYLOIDES STERCOLARIS – RELATO DE CASO

LIVIA MARINA DE ALVARENGA MARTINS (Não Bolsista/UFV), PAULO RENATO DOS SANTOS COSTA (Orientador/UFV), ROBERTA VALERIANO DOS SANTOS (Não Bolsista/UFV), PRISCILA SOARES FERREIRA (Não Bolsista/UFV), MARIANA BRETTAS SILVA (Não Bolsista/UFV), LILIANE RIBEIRO LOPES (Não Bolsista/UFV), FÁBIO ANDRADE MARINHO (Não Bolsista/UFV), DANIELA SALDANHA ABREU (Não Bolsista/UFV)

O Strongyloides stercolaris é um nematódeo zoonótico que infecta humanos e raramente o cão. Este parasita pode levar a um quadro de enterite crônica, em que a mucosa do intestino delgado, principalmente o duodeno, torna-se espessada e hemorrágica. No ciclo da larva é comum ocorrer lesão do epitélio pulmonar durante a migração destas pelos pulmões. Relata-se o caso de um cão da raça Basset Hound, fêmea, sete meses de idade, com queixa principal de diarréia crônica, hematêmese e emaciação progressiva. O animal já havia sido vermifugado com produto a base de febantel, pamoato de pirantel e praziquantel, além de antibioticoterapia, porém não apresentou melhora do quadro clínico. Nos exames laboratoriais foi constatada leucocitose sem desvio a esquerda, hipoalbuminemia e a presença de larvas do nematódeo Strongyloides stercolaris.  As radiografias torácicas demonstraram consolidação de lobos pulmonares caudais com padrão alveolar, o que sugeriu pneumonia. O animal foi medicado com fembendazol, na dose de 50 mg/kg, a cada 24 horas, durante 5 dias e ivermectina, na dose de 0,3 mg/kg, por via subcutânea. O procedimento foi repetido após 15 dias e 25 dias de tratamento. O animal apresentou ganho de peso progressivo com resolução da diarréia e pneumonia.  Nos casos de diarréia crônica é importante considerar a história clínica do paciente e a pesquisa efetiva de parasitas. A vermifugação dos animais de companhia não deve ser negligenciada devido aos prejuízos ao desenvolvimento do paciente e ao potencial zoonótico associado devido a estreita relação de proximidade entre animal - proprietário. O presente caso ilustra a importância das afecções parasitárias como causa de diarréias em animais jovens e mostra que os exames parasitológicos são fundamentais na investigação diagnóstica de tais casos, mesmo naqueles que já receberam vermicidas.

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ALTERAÇÕES REPRODUTIVAS EM GARANHÃO DA RAÇA MANGALARGA MARCHADOR APÓS QUADRO CLÍNICO DE BRONCOPNEUMONIA

Ludmila Souza Fernandes (Não Bolsista/UNIVIÇOSA), Polyana Galvão Bernardes Coelho (Não Bolsista/UNIVIÇOSA), Gabriel Domingos Carvalho (Orientador/UNIVIÇOSA)

Um garanhão da raça Mangalarga Marchador, 5 anos, utilizado para provas de enduro eqüestre e competições de marcha (ambas de resistência), começou a apresentar sinais clínicos como tosse, apatia, corrimento nasal mucopurulento, estertor pulmonar, febre (39,5 ºC) e falta de apetite. Este animal se encontrava em uma propriedade onde pelo menos 5 animais já estavam sendo tratados para broncopneumonia bacteriana secundária a infecção viral. Ainda no curso dos sinais clínicos o animal apresentou edema nas extremidades dos membros, edema peri-orbital e edema do escroto, particularidades que está presente na infecção por arterivírus. Devido ao edema do escroto um acompanhamento andrológico foi iniciado com objetivo de avaliar a qualidade do sêmen do garanhão. Este animal tem fertilidade anterior comprovada e sua primeira cobertura foi em dezembro de 2007. Foram realizadas várias coletas com vagina artificial, onde as três primeiras (dias 3, 5 e 7 de fevereiro de 2009) correspondem a fase de esgota do garanhão, onde a motilidade (10 a 15%) e o vigor (2) podem estar abaixo da normalidade devido ao tempo sem serviço de monta em que o animal estava. A quarta coleta (16/fev/2009) mostra a real viabilidade espermática após o quadro clínico apresentado, sendo a motilidade de 5% muito abaixo do valor de 60%, considerado ideal para que um garanhão tenha sua fertilidade considerada satisfatória. Após cerca de 90 dias a avaliação do sêmen mostra que este animal retornou a produção espermática normal de um garanhão adulto da raça Mangalarga Marchador, onde a motilidade foi de 65% e o vigor de 3, sendo este sêmen novamente viável na utilização para obtenção de produtos tanto por monta natural quanto por inseminação artificial.

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DESTRUIÇÃO DE OVOS TOXOCARA CANIS PELO FUNGO NEMATÓFAGO POCHONIA CHLAMYDOSPORIA

LUIZA NEME FRASSY (Bolsista FAPEMIG/UFV), FABIO RIBEIRO BRAGA (Bolsista CAPES/UFV), JACKSON VICTOR DE ARAUJO (Orientador/UFV), JULIANA MILANI ARAUJO (Bolsista CAPES/UFV), ANDRÉ RICARDO E SILVA (Bolsista CAPES/UFV), ROGÉRIO OLIVA CARVALHO (Bolsista CAPES/UFV), SEBASTIÃO RODRIGO FERREIRA (Bolsista CNPq/UFV), ALEXANDRE DE OLIVEIRA TAVELA (Bolsista CAPES/UFV)

Toxocara canis é um ascarídeo parasita do intestino delgado de cães, com distribuição cosmopolita. Seres humanos e outros mamíferos quando infectados por larvas de T. canis comportam-se como hospedeiros paratênicos, não permitindo o desenvolvimento completo do helminto. Algumas medidas de prevenção da toxocaríase seriam o controle da população canina, a educação do público sobre o potencial zoonótico desse nematóide e a limitação do acesso de animais a áreas de lazer devem ser empregadas. O objetivo deste trabalho foi demonstrar a eficácia do fungo Pochonia chlamydosporia sobre ovos de T. canis em condições laboratoriais. Ovos de T. canis foram analisados morfologicamente quanto a sua integridade por meio de microscopia óptica. Ensaio experimental foi montado em placas de Petri com agar - água 2%. Cinco isolados do fungo nematófago P. chlamydosporia (VC1, VC4, VC5, VC12 e VC31) foram mantidos em tubos de ensaio contendo o meio de cultura corn-meal-agar 2%, no escuro a 4oC por 10 dias. Nos intervalos períodos de cinco, 10 e 15 dias, cerca de cem ovos foram retirados de cada placa contendo o isolado fúngico e do controle (sem fungo) e foram analisados de acordo com os seguintes parâmetros: tipo 1, efeito fisiológico, bioquímico sem prejuízo morfológico à casca do ovo, onde hifas são observadas aderidas à casca; tipo 2, efeito lítico com alteração morfológica da casca e embrião do ovo e tipo 3 efeito lítico com alteração morfológica do embrião e da casca, além de penetração de hifas e colonização interna do ovo. No grupo controle não foi constatado a presença de fungos. Nos grupos tratados, houve penetração das hifas no interior dos ovos causando a sua destruição (efeito tipo 3). Ao final do ensaio experimental houve diferença (p<0,01) na ação dos isolados fúngicos em relação ao grupo controle com percentual de 43,76%. (Fapemig, Capes, CNPq).

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UFV / XIX SIC / OUTUBRO DE 2009 / VETERINÁRIA



QUALIDADE MICROBIOLÓGICA E PESQUISA DE MICRORGANISMOS PATOGÊNICOS EM LEITE CRU COMERCIALIZADO INFORMALMENTE NO MUNICÍPIO DE VIÇOSA-MG

MARCELLO SEBE FERREIRA (Bolsista PIBIC/CNPq/UFV), VINÍCIUS AUGUSTO JULIATI (Bolsista CNPq/UFV), ANDERSON KEIZO YAMAZI (Bolsista CNPq/UFV), MARIANE REZENDE DIAS (Não Bolsista/UFV), CAROLINA MILNER MERHI (Não Bolsista/UFV), LUIS AUGUSTO NERO (Orientador/UFV)

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O comércio informal de leite cru no Brasil é freqüente em diversas regiões, e a ausência de beneficiamento e de fiscalização oficial nas diferentes etapas da cadeia produtiva não garante a qualidade e segurança desse produto. As condições higiênicas de produção, armazenamento, transporte e beneficiamento usualmente são determinadas por análises microbiológicas, que permitem determinar a qualidade e segurança desse produto. Com o objetivo de caracterizar microbiologicamente o leite cru comercializado informalmente em Viçosa, 45 amostras desse produto foram coletadas em diferentes bairros da cidade e submetidas às seguintes análises: enumeração de aeróbios mesófilos, coliformes totais, Escherichia coli e Staphylococcus coagulase positivos, e detecção de Listeria monocytogenes e Salmonella spp. Os resultados obtidos foram comparados com parâmetros oficiais (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) e considerados desejáveis para leite produzido com higiene (Federação Internacional de Leite e Derivados). Em relação a aeróbios mesófilos, 38 (84,4%) amostras apresentaram uma contagem acima de 100.000 UFC/mL, evidenciando condições higiênicas insatisfatórias na produção. Em relação ao atual parâmetro de qualidade de leite cru na região (750.000 UFC/mL), 30 (66,7%) apresentaram-se fora desse padrão. Em relação aos coliformes, 41 (91,1%) amostras apresentaram contagens acima de 100 UFC/mL, indicando condições inadequadas de produção, sendo 29 (64,4%) com presença de E. coli. Considerando que contagens de Staphylococcus coagulase positivos acima de 100.000 UFC/mL sugerem risco aos consumidores, 5 (11,1%) amostras apresentaram contagens acima desse valor, e em nenhuma amostra foi detectada a presença de L. monocytogenes ou Salmonella spp. Os resultados obtidos indicam baixa qualidade microbiológica do leite cru comercializado informalmente, evidenciando condições higiênicas inadequadas na cadeia produtiva e a necessidade de fiscalização por órgãos oficiais.

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ESTUDO EPIDEMIOLÓGICO SOBRE O CONSUMO INFORMAL DE LEITE CRU EM VIÇOSA, MG

MARCELLO SEBE FERREIRA (Bolsista PIBIC/CNPq/UFV), VINÍCIUS AUGUSTO JULIATI (Bolsista CNPq/UFV), LUIS AUGUSTO NERO (Orientador/UFV)

No Brasil o hábito de consumir leite cru é ainda bastante freqüente. A maior parte da produção de leite no Brasil que é vendida de forma informal é comercializada em condições sanitárias precárias, decorrentes de práticas inadequadas durante a produção, manuseio, armazenamento e venda, contradizendo a Legislação Federal e representando um potencial risco à saúde do consumidor. Com o objetivo de caracterizar os consumidores de leite cru do município de Viçosa, MG, um levantamento epidemiológico foi realizado visando coletar informações sobre o consumo informal de alimentos de origem animal, e assim poder ajudar no controle desse mercado e em programas de conscientização da população. Foi aplicado um questionário epidemiológico em 346 residências da cidade, com perguntas sobre hábitos alimentares relacionados ao consumo de leite e derivados. Os dados coletados foram compilados e analisados utilizando-se o software Epi Info, versão 3.3.2. 17,3% dos consumidores de leite de Viçosa consumiam o produto de origem informal, sendo a preferência por esta prática sustentada por conceitos de o leite cru é um produto mais saudável e tem menor custo. A maioria da população consumidora (53,3%) relatou receber o produto na própria residência. 23,3% recebiam o leite cru até 12:00, 23,3% até 10:00,e 25% após 12:00. 46,7% adquiriam o produto diariamente, o qual era entregue em mãos para 96,7% dos consumidores e na grande maioria das vezes era acondicionado em leiteiras (70%). A maioria da população (60%) não tinha conhecimento dos possíveis perigos que o leite cru pode oferecer, e 83,30% desconheciam qualquer lei sobre a proibição da venda de leite cru. Os resultados evidenciam a necessidade de um controle efetivo do comércio e do consumo de leite cru, aliado à necessidade de criação de programas de conscientização da população em relação aos perigos que esse produto pode oferecer. (CNPq)

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PERFIL SOROLÓGICO DO HERPESVÍRUS BOVINO 1 (BOHV 1) EM PROPRIEDADES LEITEIRAS DE DIFERENTES SISTEMAS DE CRIAÇÃO

MARCUS REBOUÇAS SANTOS (Não Bolsista/UFV), NATÁLIA FILARDI TAFURI (Bolsista FAPEMIG/UFV), MARCOS ANTÔNIO DOS SANTOS (Não Bolsista/UFV), GIULIANA LORETO SARAIVA (Bolsista PIBIC/CNPq/UFV), VINICIO ARAUJO NASCIMENTO (Bolsista CNPq/UFV), JULIANA LOPES RANGEL FIETTO (Co-orientador/UFV), MARCIA ROGERIA DE ALMEIDA LAMEGO (Co-orientador/UFV), ABELARDO SILVA JUNIOR (Orientador/UFV)

A bovinocultura brasileira vem avançando muito. No entanto, os índices de produção ainda são prejudicados, devido muitos fatores, destacando as doenças reprodutivas. O herpesvírus bovino 1 (BoHV-1) é o agente etiológico de síndromes clínicas que incluem a rinotraqueíte infecciosa bovina, vulvovaginite pustular infecciosa, balanopostite pustular infecciosa, além de desordens reprodutivas como aborto, morte embrionária, fetal e neonatal. Neste estudo avaliamos a distribuição de anticorpos neutralizantes para BoHV-1 em animais não vacinados,  mantidos em diferentes sistemas de criação.  Foram amostrados 45 soros de vacas em lactação em três propriedades dos sistemas intensivo, extensivo e semi-intensivo. As amostras foram submetidas à soroneutralização em microplacas utilizando como amostra viral de referência BHV1 LA e células da linhagem contínua de rim bovino (MDBK). Todos os animais do sistema intensivo apresentaram sorologia negativa.  Este resultado está relacionado ao fato da propriedade estudada restringir a entrada de animais no rebanho, impossibilitando a aquisição de animais infectados. Já os sistemas extensivo e semi-intensivo apresentaram elevada freqüência de animais soropositivos 95,5% e 97,7% respectivamente, sendo que os animais do sistema extensivo apresentaram maior média geométrica de título de anticorpos comparados aos do sistema semi-intensivo. A elevada freqüência encontrada nestes sistemas pode ser atribuída à freqüente introdução de animais de diferentes  localidades ou  propriedades. No sistema extensivo, 18,7% dos animais apresentaram títulos baixos (2 e 4), enquanto os animais do sistema semi-intensivo mostraram títulos baixos na freqüência  de 22,7%. A frequência de títulos médios (8, 16 e 32) foi de 44,1% no sistema extensivo e de 45,4% no sistema semi-intensivo. Já a freqüência em relação aos títulos altos (64 e 128) foi de 34,9% no sistema extensivo e de 31,9% no sistema semi-intensivo. Importante mencionar a latência viral na infecção, evento que possibilita a cronicidade da infecção, permitindo as possíveis diferenças em vacas criadas sobre diferentes sistemas de criação.

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