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CaracterizaçÃo fenotípica preliminar de culturas isoladas de amostras clínicas de diarréias de leitões com até um dia de idade


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IDENTIFICAÇÃO MOLECULAR DE BACTÉRIAS ÁCIDO LÁTICAS BACTERIOCINOGÊNICAS NATURALMENTE PRESENTES EM LEITE CRU E QUEIJO FRESCAL

GABRIELA NOGUEIRA VIÇOSA (Bolsista FAPEMIG/UFV), MARIA BEATRIZ TASSINARI ORTOLANI (Bolsista CAPES/UFV), PAULA MENDONÇA MORAES (Bolsista CAPES/UFV), LUANA MARTINS PERIN (Bolsista CNPq/UFV), ABELARDO SILVA JUNIOR (Co-orientador/UFV), LUIS AUGUSTO NERO (Orientador/UFV)

Bactérias Ácido Láticas (BAL) são utilizadas na indústria de alimentos devido à sua capacidade de produzir metabólitos, como bacteriocinas, que apresentam atividade antimicrobiana contra patógenos Gram-positivos e microrganismos deteriorantes. Os objetivos deste estudo foram identificar BAL produtoras de bacteriocinas naturalmente presentes em leite cru e queijo frescal, verificar sua sensibilidade a enzimas proteolíticas e detectar em culturas identificadas como Lactococcus lactis genes que codificam para a produção de nisina. 389 culturas de BAL foram isoladas de amostras de leite cru e queijo frescal, e submetidas à detecção de bacteriocinas contra Listeria monocytogenes. 58 (14.9%) culturas de BAL foram identificadas como antagonistas e assim, submetidas aos testes enzimáticos para confirmação da natureza protéica das substâncias antimicrobioanas produzidas. Entre as culturas identificadas como antagonistas, foi verificada grande variabilidade de sensibilidade enzimática das substâncias antimicrobianas produzidas. Ainda, 20 dessas culturas foram selecionadas e submetidas à sequenciamento genético, sendo identificadas como Lactobacillus plantarum e Lc. lactis subsp. lactis. Genes que codificam a produção de nisina foram identificados em 7 dessas culturas, utilizando a reação da polimerase em cadeia. As culturas identificadas como bacteriocinogênicas apresentaram alta variabilidade na produção e atividade das bacteriocinas produzidas, mesmo quando observada elevada similaridade genética entre as culturas. Os resultados obtidos indicam a necessidade de aplicação de metodologias moleculares aliadas a caracterização fenotípica de culturas de BAL bacteriocinogênicas e assim, determinar sua utilização como ferramenta para garantir a segurança dos alimentos.

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UFV / XIX SIC / OUTUBRO DE 2009 / VETERINÁRIA



USO DA TRICOLOGIA COMO FERRAMENTA NA IDENTIFICAÇÃO DE CASOS DE PREDAÇÃO DE ANIMAIS DOMÉSTICOS POR CARNÍVOROS SILVESTRES

GEDIENDSON RIBEIRO DE ARAÚJO (Não Bolsista/UFV), TARCIZIO ANTONIO REGO DE PAULA (Orientador/UFV), THYARA DE DECO SOUZA (Não Bolsista/UFV), ANTONIO CARLOS CSERMAK JUNIOR (Não Bolsista/UFV), RAFAEL DE MORAIS GARAY (Não Bolsista/UFV), MARCOS VINÍCIUS RODRIGUES (Não Bolsista/UFV), ALEXANDRE DE OLIVEIRA TAVELA (Não Bolsista/UFV), LETÍCIA BERGO COELHO FERREIRA (Bolsista/UFV)

Na zona da mata mineira-MG, a predação de gado por suçuarana tem sido relatada no entorno do Parque Estadual Serra do Brigadeiro (PESB). Estudos sobre predações de animais domésticos por onças são importantes para traçar planos de manejo específicos, a fim de diminuir os prejuízos e aumentar as chances de conservação desses animais. O objetivo do presente trabalho foi relatar a utilização da tricologia na perícia de predação de animais domésticos por carnívoros silvestres. Em junho de 2009, o CETAS-UFV foi acionado sobre possível predação de bezerro por suçuarana, na região da Serra do Rochedo. O referido local era uma pequena propriedade, com plantio de café, milho e criação de gado, esta localizada a aproximadamente 640m do PESB. Não foi possível encontrar a carcaça do bezerro, mas foram observadas pegadas de suçuarana e de canídeos, além de tufos de pêlos presos nas cercar próximo ao local da predação. Todo material encontrado foi fotografado, georreferenciado e coletado para ser examinado no Laboratório Clínico e Ambiental do CETAS-UFV. Esses pêlos foram lavados com álcool 70% e secados para a avaliação do padrão cuticular e medular ao microscópio de luz. O padrão cuticular observado foi pavimentoso, ondeado, transversal, liso e contínuo. O padrão medular observado foi presença de medula, contínua, multisseriada, justapostas, trabecular e fimbriadas. Esses padrões identificados correspondem aos descritos para a espécie de suçuarana, logo, podemos afirmar que os pêlos encontrados pertencem a um espécime deste felino. Não é possível afirmar, no entanto, que o referido bezerro foi abatido por suçuarana unicamente pelo achado de indícios de sua presença no local, fazendo necessária a análise da carcaça abatida. A tricologia é um importante aliado na identificação de espécies e pode ser uma valiosa ferramenta na perícia em casos de predação, porém deve ser avaliada em conjunto com os demais indícios encontrados.

 (IEF, Instituto Estadual de Florestas MG )

UFV / XIX SIC / OUTUBRO DE 2009 / VETERINÁRIA



IDENTIFICAÇÃO DO PADRÃO TRICOLÓGICO DE CACHORRO DO MATO (CERDOCYON THOUS, LINNAEUS, 1706) (CARNÍVORA, CANIDAE) ENCONTRADOS NA ZONA DA MATA MINEIRA, MG.

GEDIENDSON RIBEIRO DE ARAÚJO (Não Bolsista/UFV), TARCIZIO ANTONIO REGO DE PAULA (Orientador/UFV), PABLO SANTOS RODRIGUES (Não Bolsista/UFV), THYARA DE DECO SOUZA (Bolsista outra Instituição/UFV), CECÍLIA MARIA VIANA VALE (Não Bolsista/UFV), GUILHERME DE SOUSA CAMPONÊZ (Não Bolsista/UFV), LEANES CRUZ DA SILVA (Bolsista/UFV), MARCELO GROSSI MACHADO (Bolsista/UFV), RAFAEL COSTA FIGUEIREDO MAGALDI (Não Bolsista/UFV)

O cachorro do mato é uma espécie de canídeo Sul-americano, com ocorrência em quase todo o Brasil, exceto em partes da Amazônia. Possui hábito preferencialmente noturno, desloca-se solitário ou aos pares, por trilhas, bordas de mata e estradas à procura de alimentos. Apesar de ser uma espécie comum no Brasil, há poucos estudos sobre sua dieta, sua ocorrência, e seu papel como agente dispersor de sementes. Como ferramenta para esses estudos, a tricologia tem sido uma opção com melhor custo benefício. O presente trabalho objetiva descrever os padrões cuticulares e medulares de cachorro do mato encontrados na zona da mata mineira. Foram coletados tufos de pêlos da região dorso torácica de seis espécimes de cachorro do mato recebidos no CETAS-UFV. Foram separados pêlos guardas dos tufos de pêlos e lavados em álcool 70% para confecção de lâminas para visualização dos padrões cuticulares e medulares. Para a observação do padrão cuticular foi feito a impressão dos pêlos em lâmina coberta com uma fina camada de esmalte incolor. Na observação da medula dos pêlos, esses foram diafanizados em água oxigenada com pó descolorante e depois imersos em balsamo do Canadá entre a lamínula e a lâmina.  A classificação utilizada para descrever os padrões foi a proposta por Quadros (2002). Foram observados em todos os animais os mesmo padrões cuticulares e medulares, sendo o padrão cuticular pavimentoso, losângico intermediário e o padrão medular trabecular fimbriado. Não há relatos na literatura de padrões cuticulares e medulares para cachorro do mato encontrados na zona da mata mineira, e os encontrados nesse trabalho são parcialmente diferentes ao descrito por Quadros (2002), que descreveu um padrão medular anisocélico. Nesse caso, deve-se realizar mais pesquisas para verificar se realmente há diferenças ou se tratam de subespécies diferentes.

 (IEF, Instituto Estadual de Florestas MG )

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SOROPREVALÊNCIA DA INFECÇÃO PELO HERPESVÍRUS BOVINO 1 EM REBANHOS DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO

GIULIANA LORETO SARAIVA (Bolsista CNPq/UFV), MARCOS ANTÔNIO DOS SANTOS (Não Bolsista/UFV), NATÁLIA FILARDI TAFURI (Bolsista FAPEMIG/UFV), MARCUS REBOUÇAS SANTOS (Não Bolsista/UFV), JULIANA LOPES RANGEL FIETTO (Co-orientador/UFV), MARCIA ROGERIA DE ALMEIDA LAMEGO (Co-orientador/UFV), ABELARDO SILVA JUNIOR (Orientador/UFV)

 A bovinocultura brasileira avançou muito nos últimos anos, sendo o Brasil o país com maior rebanho da América, com cerca de 170 milhões de cabeças (IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, 2006). Nas últimas décadas tem-se registrado um aumento significativo da infecção pelo herpesvírus bovino 1 (BoHV-1), agente etiológico de importantes síndromes clínicas como a rinotraqueíte infecciosa bovina (IBR), vulvovaginite pustular infecciosa (IPV) e balanopostite pustular infecciosa (IPB). O objetivo do presente trabalho foi investigar a freqüência de anticorpos anti-BoHV-1 no rebanho bovino do Espírito Santo. Foram utilizadas amostras de soro de bovinos não vacinados de 1.378 animais de 23 municípios provenientes das macrorregiões Metropolitana, Norte, Noroeste e Sul. A amostragem caracterizou-se como não probabilística. Para a pesquisa de anticorpos anti-BoHV-1 nas amostras de soro, foi aplicada a técnica de soroneutralização utilizando cultivo de células MDBK (Células de rim bovino). Foram adicionados 200 DICC50 da cepa BHV1 L.A. A leitura dos testes foi realizada após 72 horas de incubação, por meio do monitoramento do efeito citopático. Foram testados 373 soros de 6 municípios da macrorregião Metropolitana, dos quais 122 foram positivos, correspondendo 32,70% do total testado para essa macroregiao. Foram testados 240 soros de 7 municípios da macroregiao sul, em que 133 soros apresentaram resultado positivo, o que corresponde a 55, 41%. Na macroregiao Norte foram testados 298 soros de 4 municípios e 185 soros foram positivos, representando 62,08%. Na macroregiao Noroeste foram amostradas 467 soros de 6 municípios dos quais 325 foram soropositivos, correspondendo a 69,60%.Os testes realizados evidenciam a freqüência do vírus BoHV-1 nas quatro regiões do Estado. No presente estudo, ainda que a amostragem utilizada não permita comparações entre as prevalências das regiões do estado, os resultados claramente indicam a circulação do agente viral no rebanho bovino no Espírito Santo.

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IDENTIFICAÇÃO DO PADRÃO TRICOLÓGICO DE PUMA CONCOLOR (LINNAEUS, 1771) (FELIDAE: CARNIVORA) ENCONTRADOS NA CAATINGA, NO PANTANAL E NA ZONA DA MATA MINEIRA

GUILHERME DE SOUSA CAMPONÊZ (Não Bolsista/UFV), TARCIZIO ANTONIO REGO DE PAULA (Orientador/UFV), GEDIENDSON RIBEIRO DE ARAÚJO (Não Bolsista/UFV), THYARA DE DECO SOUZA (Não Bolsista/UFV), ANNA MARIA COTTA E OLIVEIRA (Não Bolsista/UFV), MARCELO GROSSI MACHADO (Bolsista CNPq/UFV), RAFAEL DE MORAIS GARAY (Não Bolsista/UFV), CECÍLIA MARIA VIANA VALE (Não Bolsista/UFV), ANTONIO CARLOS CSERMAK JUNIOR (Não Bolsista/UFV)

A onça parda é um felino de grande porte que pode ser encontrada em todos os biomas do Brasil e possui adaptação a diversos climas e ambientes. Esta espécie é considerada como vulnerável no Brasil e no estado de Minas Gerais, sendo fundamentais estudos sobre sua biologia para determinar estratégias para conservação. A tricologia microscópica tem sido utilizada nesses estudos devido a vantagem de utilizar pêlos encontrados em fezes ou em armadilhas de pêlos, servindo assim como ferramenta para estudos de mastofauna, além de levantamentos da riqueza de mamíferos e ecologia alimentar dos carnívoros. O presente trabalho teve como objetivo identificar o padrão cuticular e medular de pêlos onças pardas encontradas na região de Caatinga, do Pantanal e da Zona da Mata Mineira. Foram coletados tufos de pêlos da região dorso torácica de um espécime de onça parda taxidermizado no Zoobotânico da UFERSA, de cinco animais do Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (CRAS-MS) e um animal do Centro de Triagem de Animais Silvestres da UFV (CETAS-UFV). No laboratório clínico e ambiental do CETAS-UFV, esses pêlos foram lavados com álcool 70% e neles realizados os protocolos descritos por Quadros (2002) para obtenção da impressão cuticular, medular e classificação. Foi observado um padrão cuticular pavimentoso com escamas ondeadas transversais com borda lisa e contínua e um padrão medular com presença da medula, sendo está contínua, multisseriada, com células anastomosadas com forma trabecular fimbriada em todos os animais estudados. Estudos demonstram que os padrões tricológicos são espécies específicos, no entanto, ainda há muitas espécies que não foram estudadas. Os padrões encontrados correspondem aos descritos por QUADROS (2002) para a espécie, o que confirmam a eficiência da tricologia como um método de identificação específica, inclusive dos animais de regiões com clima, vegetação e ecologia alimentar diferentes.

(IEF, Instituto Estadual de Florestas MG )


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ROCURÔNIO COMO MIORRELAXANTE EM CIRURGIAS DE OVARIO-SALPINGO-HISTERECTOMIA DE CADELAS

HOMERO LEITE MARTINS (Bolsista PIBIC/CNPq/UFV), LUIZ GONZAGA POMPERMAYER (Orientador/UFV), CINTHYA DESSAUNE NEVES (Não Bolsista/UFV), LUCIANA LOUZADA PRATES (Bolsista PIBIC/CNPq/UFV)

A anestesia é um procedimento rotineiro dos veterinários e a pesquisa de novos fármacos anestésicos é uma necessidade constante frente à evolução dos diversos setores da medicina veterinária, procurando-se sempre atender as exigências de segurança e bem-estar dos animais. O rocurônio é um bloqueador neuromuscular com potencial para propiciar vantagens em cirurgias que exijam relaxamento muscular de curta duração. Avaliou-se os possíveis benefícios da utilização do rocurônio em 20 cadelas submetidas a ovariosalpingohisterectomias (OSH) eletivas, distribuídas aleatoriamente em dois grupos. O grupo 1 (G1) recebeu acepromazina na dose de 0,1mg/kg intravenosa (IV), propofol 6mg/kg IV, e anestesia inalatória com isofluorano. Durante a incisão de pele, administrou-se rocurônio na dose de 0,1mg/kg IV. O grupo 2 (G2), recebeu o mesmo tratamento, entretanto ao invés do rocurônio administrou-se soro fisiológico. A frequência respiratória (FR) e o volume minuto (VM) foram mensurados antes de qualquer tratamento (M0), 15 minutos após medicação pré-anestésica (M1), subsequente a indução (M2), e aos 2, 4, 6, 8, 10, 15, 20, 25, 30, 35 e 40 minutos após o rocurônio ou placebo. Variáveis como pressão arterial sistólica, frequência cardíaca, temperatura corporal, saturação da oxihemoglobina, analgesia, tempo de preenchimento capilar, reflexo palpebral, corneal e laringotraqueal, eletrocardiografia (ECG), foram mensurados no M0, M1, M2 e a partir deste momento a cada 10 minutos (M3, M4, M5 e M6). Para análises hemogasométricas, coletou-se sangue arterial em M0, M3 e M6. Após as cirurgias, a equipe respondeu a um questionário. Os resultados demonstraram que o rocurônio na dose avaliada não bloqueia musculatura respiratória, e acentua o miorrelaxamento, facilitando a exposição dos ligamentos suspensórios dos ovários.

(particular )

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TAXA DE RECUPERÇÃO EMBRIONÁRIA EM MARRÃS DA RAÇA PIAU (SUS SCROFA)

HUGO HIDEKI SHIOMI (Bolsista PROBIC/FAPEMIG/UFV), LINCOLN DA SILVA AMORIM (Bolsista FAPEMIG/UFV), MAURÍCIO HOSHINO DA COSTA BARROS (Bolsista CNPq/UFV), ALBERTO YUKIO CHAYA (Não Bolsista/UFV), SIMONE ELIZA FACIONI GUIMARAES (Co-orientador/UFV), PAULO SAVIO LOPES (Co-orientador/UFV), JOSE DOMINGOS GUIMARAES (Orientador/UFV), LUIZ HENRIQUE SILVA BULOS (Não Bolsista/UFV), EDSON VINÍCIUS COSTA (Bolsista PIBIC/CNPq/UFV), LUIZ HENRIQUE SILVA BULOS (Não Bolsista/UFV)

 Para aumentar a produção e a qualidade da carne suína, o melhoramento genético ocasionou a redução de animais com características para produção de gordura, levando a quase extinção de algumas raças, inclusive raças nativas brasileiras, que se mostram resistentes a fatores adversos,fato que permitiu sua perpetuação. Assim, a preservação dessas raças permitirá o detalhamento do seu genoma, com o uso das biotecnologias moleculares, e permitirá a reintrodução dessas no rebanho, quando se desejar o retorno de uma característica a qual foi perdida pelo rebanho comercial. O objetivo deste trabalho foi avaliar a taxa de recuperação de embriões em lavados uterinos realizados cirurgicamente. Foram usadas dez marrãs da raça Piau, com idade média de 11,39 ± 2,65 meses, e peso corporal médio de 95,49 ± 14,49 kg. As fêmeas foram submetidas ao lavado uterino 5,5 a 7 dias após a 1ª cobertura pelo varrão (dia = 0) realizada imediatamente após a detecção do estro, sendo repetido em intervalos de 12 horas até o final do estro. As fêmeas foram submetidas ao jejum de 16 horas, e após a realização de analgesia, realizou-se a incisão na linha media ou no flanco, sendo que cada fêmea foi submetida a um ou dois lavados, totalizando 17 lavados uterinos. Posteriormente, os embriões foram rastreados em microscópio esterioscópico em aumento de 60X. A taxa de ovulação computada pelo número de corpos lúteos presentes nos ovarios foi de 10 ± 3,16 ovulações por ciclo/marra e a taxa de recuperação de embriões de 60,98 ± 28,87 %, totalizando 100 embriões recuperados. A maioria das estruturas se encontravam em estágio de desenvolvimento de mórula e blastocisto. Conclui-se que a taxa de recuperação embrionária foi considerada satisfatória e esta metodologia pode ser empregada para criopreservação de embriões em fêmeas suínas da raça Piau. (FAPEMIG)

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DESENVOLVIMENTO DE VACINAS MÚLTIPLAS E RECOMBINANTES CONTRA O CARRAPATO RHIPICEPHALUS (BOOPHILUS) MICROPLUS E O HEMOPARASITA BABESIA BOVIS

ISABELA ALVES DE MELO ZEFERINO (Bolsista PROBIC/FAPEMIG/UFV), JOAQUIN HERNAN PATARROYO SALCEDO (Orientador/UFV), SIDIMAR SOSSAI (Bolsista FAPEMIG/UFV), LEANDRO SILVA DE ARAÚJO (Bolsista PIBIC/CNPq/UFV), CÍNTIA FERNANDES FIDELIS (Não Bolsista/UFV)

O carrapato Rhipicephalus (Boophilus) microplus é um parasita de bovinos, largamente difundido em países de clima tropical, como o Brasil. Mundialmente, as doenças transmitidas por carrapatos são responsáveis por amplas perdas econômicas na pecuária. Uma dessas doenças é a babesiose bovina, causada por espécies do gênero Babesia, ente elas a Babesia bovis. Dessa forma, o objetivo deste trabalho foi desenhar genes derivados da combinação de sítios imunogênicos do peptídeo SBbo23290 da proteína Rap-1 de Babesia bovis e do peptídeo SBm7462® da Bm86 de R. microplus, assim como construir cassetes de expressão utilizando o vetor pPIC9K (Invitrogen USA) e produzir leveduras Pichia pastoris KM71 recombinantes com os genes híbridos em multicópias. Os genes foram desenhados levando-se em consideração estudos vacinais prévios com os peptídeos SBm7462 e SBbo23290 realizados no LBCHV/Bioagro/UFV, os quais mostraram-se protetores como antígenos vacinais. Os genes desenhados foram otimizados para expressão na levedura P. pastoris e então sintetizados pela empresa Genscript® e clonados no vetor pUC57. Posteriormente, os genes foram clonados em Escherichia coli DH5α para multiplicação e extraídos do vetor pUC57 utilizando as enzimas de restrição EcoRI e NotI. Os cassetes foram construídos pela inserção dos genes sintéticos no vetor pPIC9K também digerido pelas enzimas citadas, pela ação da T4DNA ligase. As leveduras foram transformadas pela técnica de eletroporação e os transformantes foram selecionados através do repique dos clones em meio MD sem histidina e da amplificação dos genes através de PCR. Os peptídeos recombinantes expressos pelos genes sintéticos serão posteriormente utilizados em ensaios vacinais na espécie bovina, a fim de verificar tanto o controle do carrapato quanto a proteção contra o hemoparasita Babesia bovis.

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AVALIAÇÃO DA RESPOSTA IMUNE E DO CONTROLE DO RHIPICEPHALUS (BOOPHILUS) MICROPLUS INDUZIDOS PELO IMUNÓGENO SBM7462 EXPRESSADO EM PICHIA PASTORIS

ISABELA ALVES DE MELO ZEFERINO (Bolsista PROBIC/FAPEMIG/UFV), JOAQUIN HERNAN PATARROYO SALCEDO (Orientador/UFV), SIDIMAR SOSSAI (Bolsista FAPEMIG/UFV), LEANDRO SILVA DE ARAÚJO (Bolsista PIBIC/CNPq/UFV), CÍNTIA FERNANDES FIDELIS (Não Bolsista/UFV)

O carrapato Rhipicephalus (Boophilus) microplus é um parasita de bovinos, amplamente distribuído no Brasil e países de clima tropical, responsável por alto impacto econômico na pecuária mundial. Uma possibilidade para o controle desse carrapato é o uso de vacinas. Baseando-se na estrutura primária do peptídeo SBm7462®, foram desenhados dois genes sintéticos responsáveis pela codificação dos peptídeos recombinantes seq1 (123aa) e seq4 (43aa). Este trabalho teve como objetivo expressar estes genes na levedura Pichia pastoris e testar sua capacidade antigênica em camundongos Balb/C. Os genes foram clonados no vetor pPIC9 (Invitrogen USA) e inseridos no genoma da Pichia pastoris por eletroporação. A expressão dos genes ocorreu conforme metodologia descrita pelo fabricante do vetor. Os peptídeos recombinantes foram submetidos às técnicas de Dot-ELISA e Western blotting para verificar o reconhecimento pelo anticorpo policlonal monoespecífico anti-SBm7462. Em seguida, os peptídeos foram quantificados pela técnica de Bradford e utilizados juntamente com os adjuvantes saponina® ou lisado bruto de P. pastoris em ensaio vacinal nos camundongos Balb/C. Foram realizadas três inoculações de 50μg intervaladas de 21 dias. Objetivando verificar a cinética de anticorpos (IgG total), foram feitas 11 coletas de sangue, que foram submetidas ao teste de ELISA utilizando como antígeno adsorvido nas placas o peptídeo sintético SBm7462® oxidado. Os animais imunizados com seq1 obtiveram títulos de IgG total de 0,444±0,268 com o adjuvante saponina e 0,089±0,024 com lisado bruto de P. pastoris. Para seq4, obtivemos títulos de 0,156±0,035 com o adjuvante saponina e 0,123±0,014 com lisado bruto de P. pastoris. Os resultados sugerem que genes sintéticos são uma alternativa viável na produção de peptídeos recombinantes como imunógenos vacinais para controle do Rhipicephalus microplus. Mostrou-se ainda que o peptídeo seq1, com epitopos antigênicos repetidos em tandem, induziu resposta humoral superior às outras formulações, e deve ser utilizado em estudos vacinais de eficácia na espécie alvo.

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ACADEMIA E CONSTRUÇÃO DO CONHECIMENTO: AS MEDIAÇÕES DE GÊNERO NO CURSO DE MEDICINA VETERINÁRIA NA UNIVERSIDADE FEDERAL DE VIÇOSA.

ISABELA APARECIDA ANDRADE BORTOLOTI (Bolsista PROBIC/FAPEMIG/UFV), PAULA DIAS BEVILACQUA (Orientador/UFV), MARIA DE FATIMA LOPES (Co-orientador/UFV), MARISA BARLETTO (Co-orientador/UFV), ALICE INES DE OLIVEIRA E SILVA (Co-orientador/UFV)

Na presente pesquisa partiu-se de questões sobre o aumento evidente de mulheres no curso de graduação em Medicina Veterinária, possíveis mudanças ocasionadas e se existiria uma forma ‘feminina’ de se produzir conhecimento. Objetivou-se a construção de um acervo digital acerca de informações sobre o curso de Medicina Veterinária. Essa documentação foi recolhida no Registro Escolar e no Arquivo Central e Histórico da UFV. Através da análise das informações obtidas, percebemos o ingresso cada vez maior de mulheres no curso de graduação desde a sua fundação em 1935, quando apenas homens eram candidatos ao curso. Em períodos mais recentes ocorre, inclusive, uma inversão, com maior percentual de mulheres no curso do que homens. A partir dos documentos obtidos no Arquivo Central e Histórico da UFV, identificamos que os homens realizam mais pesquisas em equipe do que individualmente. Contudo, não podemos apontar alguma característica definida da produção científica feminina, pois não consta a presença das mesmas nos documentos pesquisados, impossibilitando avaliar se a presença crescente das mulheres (discentes e docentes) causou mudanças no curso de Medicina Veterinária. Acreditamos que há várias questões em aberto acerca da produção científica feminina, sendo que os documentos selecionados e analisados não permitiram responder a todas as questões envolvidas. Entretanto, constituem-se em ricas fontes para se estudar como o gênero atua nos métodos de se fazer ciência, possibilitando a continuidade de pesquisas envolvendo essa temática.

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PRODUÇÃO DE ANTÍGENOS RECOMBINANTES DE SARCOCYSTIS NEURONA PARA USO COMO FERRAMENTAS DE IMUNODIAGNÓSTICO

LEANDRO SILVA DE ARAÚJO (Bolsista PIBIC/CNPq/UFV), JOAQUIN HERNAN PATARROYO SALCEDO (Orientador/UFV), SIDIMAR SOSSAI (Bolsista FAPEMIG/UFV), ISABELA ALVES DE MELO ZEFERINO (Bolsista FAPEMIG/UFV), CÍNTIA FERNANDES FIDELIS (Não Bolsista/UFV)

Sarcocystis neurona é o principal causador da Mieloencafalite protozoária eqüina (EPM), freqüentemente fatal para eqüinos. Essa enfermidade compromete o sistema nervoso central, podendo acarretar incoordenações motoras/neurológicas e fraqueza muscular. Sua transmissão se dá pela ingestão de alimentos contaminados com fezes de gambás (Didelphis didelphis) contendo oocistos do protozoário que nas células endoteliais evoluem para merozoítos, os quais posteriormente atravessam a barreira hematoencefálica instalando-se no sistema nervoso central. O teste de diagnóstico considerado padrão ouro é o Western Blotting que apresenta alta sensibilidade e especificidade, porém de alto custo e não realizado no Brasil. O objetivo deste trabalho foi desenhar genes imunodefinidos, construir os vetores de expressão destes genes (pPIC9K) e transformar a levedura Pichia pastoris (KM71) para posterior produção de peptídeos antigênicos para utilização em métodos de imunodiagnóstico. Os três genes sintéticos derivados das proteínas de superfície SnSAG1 e SnSAG5 foram desenhados através da metodologia de genética reversa de epitopos antigênicos determinados por ferramentas de bioinformática, tendo posteriormente seus códons otimizados para a Pichia pastoris. Os genes foram sintetizados pela empresa americana GenScript® e clonados no vetor pUC57. A fim de transformar a levedura os genes foram clonados na Escherichia coli DH5α e extraídos do vetor pUC57 através de restrição enzimática utilizando as enzimas NotI e EcoRI. O mesmo foi realizado no vetor pPIC9K. As construções dos cassetes de expressão se deram através das inserções dos genes sintéticos no vetor pPIC9K pela ação da enzima T4DNA ligase. Os cassetes prontos foram novamente clonados em E.coli DH5α a fim de obter quantidade suficiente de DNA para transformar a P. pastoris Km71 através da técnica de eletroporação. As confirmações dos transformantes foram realizadas através do repique dos clones em meio MD sem histidina e através da amplificação dos genes através da PCR.

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