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CaracterizaçÃo fenotípica preliminar de culturas isoladas de amostras clínicas de diarréias de leitões com até um dia de idade


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ANEMIA HEMOLÍTICA AUTO-IMUNE EM CÃO- RELATO DE CASO

CYNTHIA CRISTINA NUNES MAXIMO (Não Bolsista/UFV), PAULO RENATO DOS SANTOS COSTA (Orientador/UFV), ROBERTA VALERIANO DOS SANTOS (Não Bolsista/UFV), LILIANE RIBEIRO LOPES (Não Bolsista/UFV), FÁBIO ANDRADE MARINHO (Não Bolsista/UFV), PRISCILA SOARES FERREIRA (Não Bolsista/UFV)

A anemia hemolítica imunomediada (AHI) ocorre quando a resposta imune é dirigida direta ou indiretamente contra os próprios eritrócitos do animal Quando nenhuma causa primária pode ser identificada, ela é denominada idiopática. A AHI é a razão mais comum das anemias hemolíticas em cães e as fêmeas adultas jovens até a meia-idade, mesmo quando castradas parecem ter maior predisposição. Este trabalho descreve um caso de uma cadela, Poodle, adulta, atendida no Hospital Veterinário da Universidade Federal de Viçosa, com queixa de hematúria, constipação, anorexia e polidipsia. Ao exame físico, foram notadas mucosas e pele ictéricas, esplenomegalia e urina com coloração amarronzada. Os exames complementares apresentaram leucocitose com desvio à esquerda, anemia regenerativa, fosfatase alcalina e bilirrubinas aumentadas, além de hemoglubinúria na urinálise. Os possíveis diagnósticos diferenciais foram  babesiose, micoplasmose, anemia hemolítica, leptospirose e piometra. Foram realizados o teste de aglutinação rápida em solução salina, procura por esferócitos na lâmina e microscopia de campo escuro, sendo que todos os resultados foram negativos. O animal foi tratado de acordo com o tratamento recomendado para anemia hemolítica auto-imune que consiste em transfusão sanguínea, antibioticoterapia, fluidoterapia e corticoterapia em dosagens imunossupressoras (2mg/Kg, 12 em 12 horas). No retorno, um mês depois, o proprietário relatou melhora clínica do animal. O hemograma não revelou mais anemia. . A dose de prednisona foi ajustada para 2mg/Kg, 24 em 24 horas e até o presente momento, 4 meses depois, o animal continua assintomático.

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UFV / XIX SIC / OUTUBRO DE 2009 / VETERINÁRIA



INDUÇAO DE TUMOR VENÉREO TRANSMISSÍVEL (TVT) EM CÃES

CYNTHIA CRISTINA NUNES MAXIMO (Bolsista PIBIC/CNPq/UFV), PAULO RENATO DOS SANTOS COSTA (Orientador/UFV), THIAGO OLIVEIRA DE ALMEIDA (Não Bolsista/UFV), INGRID BITENCOURT BOHNENBERGER (Não Bolsista/UFV)

 O tumor venéreo transmissível (TVT) encontra-se entre as mais frequentes neoplasias em cães. Geralmente acomete animais de rua e a transmissão é por contato, principalmente durante o ato sexual. O objetivo deste trabalho foi desenvolver experimentalmente o TVT em cães para pesquisar um tratamento alternativo utilizando o antiinflamatório meloxicam. O experimento foi realizado no canil experimental do Departamento de Veterinária da Universidade Federal de Viçosa. Foram utilizados seis animais hígidos oriundos do canil. A indução por escarificação da mucosa genital do animal receptor e posterior implantação das células tumorais no animal doador foi realizada em um cão. A indução por injeção na submucosa vaginal foi realizada em cinco animais e a injeção subcutânea de células neoplásicas em três desses animais. A neoplasia foi reproduzida com sucesso em dois animais utilizando a técnica de injeção na submucosa vaginal. Uma hipótese para o não desenvolvimento tumoral nos outros animais poderia ser pelo fato deles já terem desenvolvido a neoplasia, e se tornaram imunes a novas implantações, visto que os históricos desses animais são desconhecidos. Outra possibilidade pode ser que o tempo decorrido do experimento não foi necessário para o desenvolvimento da neoplasia, já que o tumor pode apresentar crescimento inaparente ou lento por muitos anos. A técnica de indução através da injeção de células de um doador na submucosa vaginal mostrou-se mais eficiente quando comparada a escarificação da mucosa. Já a técnica de indução no subcutâneo não se mostrou eficiente.

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CERATOTOMIA EM GRADE NO TRATAMENTO DE ÚLCERA INDOLENTE - RELATO DE CASO

DANIEL PORTELA DIAS MACHADO (Não Bolsista/UFV), ANDREA PACHECO BATISTA BORGES (Orientador/UFV), KELLY CRISTINE DE SOUSA PONTES (Bolsista CAPES/UFV), ANNA CAROLINA DO NASCIMENTO FRAZÃO (Bolsista FAPEMIG/UFV), RODRIGO VIANA SEPÚLVEDA (Bolsista CNPq/UFV), PRISCILA SOARES FERREIRA (Não Bolsista/UFV)

As úlceras indolentes, ou do Boxer, são erosões da córnea que cicatrizam pobremente ou lentamente e tendem a recidivar. Têm como principal característica as bordas do epitélio levantadas. Ocorrem principalmente em cães da raça Boxer. O tratamento fundamental consiste em ceratotomia em grade. Relata-se atendimento, no Hospital Veterinário da UFV, de um cão Boxer, macho, com 8 anos de idade e histórico de irritação no olho esquerdo e lacrimejamento há 15 dias. O paciente havia recebido tratamento com tobramicina (1 gota, a cada 4 horas), sulfato de condroitina (1 gota, a cada 6 horas), diclofenaco sódico (1 gota, a cada 4 horas), todos colírios por 7 dias e, atropina 1% colírio (1 gota, a cada 12 horas) por 3 dias. O animal também foi submetido à ceratotomia em grade e recebeu tratamento tópico por mais 30 dias. Ao exame oftálmico notou-se vascularização e edema na córnea, além de irregularidade do epitélio que se apresentava com bordas elevadas. O resultado para o teste da fluoresceína foi positivo. O diagnóstico definitivo foi úlcera indolente e instituiu-se nova ceratotomia em grade removendo-se todo o epitélio solto. Foi prescrito tobramicina (1 gota, a cada 4 horas) por 10 dias, sulfato de condroitina (1 gota, a cada 6 horas) por 10 dias e atropina 1% (1 gota, a cada 12 horas) por 3 dias, todos colírios. Após 6 dias o teste da fluoresceína foi negativo e à oftalmoscopia direta verificou-se vascularização da córnea e leucoma. O tratamento foi mantido por mais 3 dias e, a partir daí, indicou-se dexametasona, neomicina e polimixina B colírio (1 gota, a cada 5 horas) por 7 dias. Após 100 dias a córnea havia recuperado a transparência completa. Este relato demonstra a importância em estabelecer o diagnóstico e tratamento adequado para as oftalmopatias, visando manter a integridade visual do paciente.

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HIPERPARATIREOIDISMO SECUNDÁRIO À INSUFICIÊNCIA RENAL CRÔNICA - RELATO DE CASO

DANIEL PORTELA DIAS MACHADO (Não Bolsista/UFV), AMANDA MARIA SENA REIS (Bolsista FAPEMIG/UFV), PAULO RENATO DOS SANTOS COSTA (Orientador/UFV), MARIA CRISTINA FERRARINI NUNES SOARES HAGE (Co-orientador/UFV), CIBELY GALVANI SARTO (Não Bolsista/UFV)

O hiperparatireoidismo secundário renal é um dos principais mecanismos envolvidos na progressão da Insuficiência Renal Crônica (IRC). Manifesta-se clinicamente sob a forma de desmineralização óssea e alterações na homeostase do cálcio, apresentando interesse na clínica de cães e gatos. Relata-se o caso de um cão, raça Pit Bull, seis anos, com queixa principal de aumento de volume facial, apatia, emagrecimento progressivo, poliúria, polidpsia e episódios de vômito. Ao exame físico observou-se animal debilitado, emaciado, com deformidade facial, secreção nasal mucopurulenta fétida, mucosas hipocoradas, e sensibilidade dolorosa abdominal. No exame radiográfico do crânio observou-se diminuição generalizada da radiopacidade dos ossos do crânio, comprometimento das inserções dentárias, compatíveis com osteopenia. A ultrassonografia renal demonstrou espessamento e hiperecogenicidade das corticais, incapacidade de identificação das regiões medulares e pelves discretamente dilatadas. O rim esquerdo media 5,68 cm de comprimento e apresentava adicionalmente cistos no parênquima. O rim direito media 8,56 cm de comprimento e apresentava pontos de calcificação.  Os exames laboratoriais revelaram: anemia com hematócrito 21,6, hemoglobina 7,6 g/dl, azotemia renal grave (uréia: 390 mg/dl e creatinina: 11,8 mg/dl); hiperfosfatemia (fósforo sérico: 18 mg/dl) e hipocalemia (cálcio sérico: 7,2 mg/dl). Urina límpida, densidade 1011, ph 5,6. Os achados físicos e imaginológicos  permitiram o diagnóstico de hiperparatireoidismo secundário renal, confirmado pelos exames laboratóriais. Foi instituído tratamento conservador utilizando-se dieta comercial Royal Canin terapêutica ou dieta caseira pastosa com níveis reduzidos de proteína e fósforo, suplementação de vitaminas hidrossolúveis e ferro, ranitidina, enrofloxacina, metoclopramida e fluidoterapia com Ringer Lactato. Apesar dos esforços terapêuticos o animal veio a óbito devido à azotemia renal grave.

 

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USO DO DIETILESTILBESTROL NA INDUÇÃO DA OVULAÇÃO EM CADELAS

DANIEL QUEIROZ FRANÇA (Bolsista PROBIC/FAPEMIG/UFV), TARCIZIO ANTONIO REGO DE PAULA (Orientador/UFV), SIMONE SCARPIN DE SÁ (Bolsista/UFV)

O grande investimento em animais de genética superior, associado à curta vida reprodutiva dos animais e relativo pequeno número de progênies geradas por animal, especialmente no caso das fêmeas, gera entre criadores especializados uma grande demanda por tecnologias em reprodução assistida, em especial aquelas que potencializem o aproveitamento dos reprodutores. Além disso, o cão desperta ainda crescente interesse entre pesquisadores e estudiosos da vida selvagem uma vez que um dos pré-requisitos para o estudo de espécies selvagens é a compreensão prévia dos processos fisiológicos básicos em espécies domésticos correspondentes. O objetivo do presente experimento foi avaliar a eficácia da terapia com Diestilestilbestrol (DES) oral em cadelas para indução do estro e ovulação. Para tal, oito cadelas sem raça definida em anestro (n=8) foram submetidas ao tratamento de 5mg/dia de DES durante 10 dias. Durante e após o tratamento o ciclo estral dos animais foi acompanhado através da citologia obtida do swab vaginal realizado diariamente. As cadelas que entraram em estro foram submetidas à monta natural ou inseminadas artificialmente com sêmen fresco. O presente trabalho demonstrou que a administração diária de DES mostrou-se eficiente na indução do estro em cadelas. O comportamento citológico apresentado em citologias vaginais sequenciadas, durante o estro nos animais tratados com DES, mostrou-se compatível com o padrão descrito em ciclos estrais de ocorrência natural. A fertilidade dos animais nos ciclos estrais induzidos pôde ser observado com a confirmação da gestação em um dos animais submetidos à técnica de inseminação artificial. (FAPEMIG)

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LESÕES TORACOLOMBARES CAUSADORAS DE LOMBALGIA EM ÉGUA CAMPOLINA: RELATO DE CASO

DANIEL QUEIROZ FRANÇA (Bolsista PIBIC/CNPq/UFV), BRUNNA PATRICIA ALMEIDA DA FONSECA (Orientador/UFV), HANNA CAROLINA CAMPOS FERREIRA (Não Bolsista/UFV), ANDRÉ LANG (Não Bolsista/UFV), JOSE DE OLIVEIRA PINTO (Não Bolsista/UFV), Daniela Gaspar (Não Bolsista/), Daniela Maria Mayer (Não Bolsista/)

A busca pela máxima expressão física tanto dos equinos atletas como os de trabalho tem aumentado a incidência de afecções do sistema locomotor. Dentre essas afecções destacam-se as lombalgias, ou seja, um conjunto de manifestações dolorosas que acometem a região toracolombar responsáveis por queda no desempenho atlético nesses animais. Representando 4 a 20% dos casos de claudicação, o diagnóstico das lombalgias se faz por meio do exame físico e dos exames complementares, representados pelos métodos de diagnóstico por imagem, tais como a radiografia, a ultra-sonografia e a termografia. As principais afecções causadoras das lombalgias nos equinos são o contato entre processos espinhosos (kissing spines) de localização mais comum no segmento da coluna entre T10 e T18, a desmite supraespinhosa entre T15 e L3 e a osteoartrite dos processos articulares. O objetivo do presente trabalho é relatar o caso de uma égua Campolina de 6 anos de idade que foi apresentada para o exame clínico no Hospital Veterinário da Universidade Federal de Viçosa com histórico de claudicação do membro torácico esquerdo. Após realização do exame do aparelho locomotor foi constatado que a dor era proveniente da coluna, sendo a claudicação do membro secundária ao diagnóstico de desmite supra e interespinhosa crônica, osteoartrite intervertebral entre T18 e L3, kissing spines de T15 a T17 e miosite. Um mês após o tratamento que combinou repouso e infiltração intrarticular de corticóide entre T18 e L3 o animal retornou ao Hospital, quando foi possível observar uma melhora do exame físico e ultrassonagráfico após a repetição destes. Muitos animais com claudicação apresentam lesão na coluna toracolombar, sendo de grande importância o exame detalhado dessa região.

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ESPOROTRICOSE FELINA – RELATO DE DOIS CASOS

ELISA BOURGUIGNON DIAS DA SILVA (Não Bolsista/UFV), LISSANDRO GONCALVES CONCEICAO (Orientador/UFV), LUCIANA DIÉGUES GUIMARÃES (Não Bolsista/UFV), MARIANA NASCIMENTO MIRANDA (Não Bolsista/UFV)

A esporotricose é uma zoonose de ocorrência mundial e de grande importância para a saúde pública. É causada pelo fungo saprófita dimórfico Sporothrix schenckii, presente no solo e vegetações de regiões úmidas. A infecção ocorre pela inoculação do microorganismo na pele por arranhadura ou mordedura de gatos contaminados, podendo também ocorrer pelo contato de feridas com material vegetal contendo o fungo. É rara em cães e incomum em gatos, sendo sua maior incidência em felinos com menos de quatro anos, machos, não castrados e com acesso à rua. As lesões de pele incluem feridas que não cicatrizam, abscessos, celulites, nódulos crostosos, ulcerações, trajetos drenantes e necrose tecidual. As lesões geralmente envolvem a cabeça, parte distal dos membros e base da cauda. Alguns animais podem apresentar sinais de doença sistêmica. O diagnóstico diferencial inclui outras doenças fúngicas, bacterianas e neoplásicas. O exame citológico, dermatoistopatológico e cultura fúngica, determinam o diagnóstico definitivo. O tratamento inclui o uso de drogas antifúngicas. Este trabalho teve como objetivo determinar a ocorrência de esporotricose em animais atendidos no Hospital Veterinário da UFV entre os anos de 2003 a 2009. Neste período foram confirmados dois casos, sendo estes, felinos, machos, jovens e com livre acesso à rua. Ambos apresentavam afecção do trato respiratório superior, lesões nodulares ulcero-crostosas na cabeça e pavilhão auricular, sendo que um apresentava também lesões em membro pélvico e o outro, lesões na região perianal. Um proprietário exibiu sinais de esporotricose cutânea. O diagnóstico foi confirmado através do exame citológico em um dos animais e dermatoistopatológico no outro. Foi recomendado tratamento sistêmico com itraconazol. Apesar de incomum, a esporotricose felina deve ser considerada em casos de feridas que não cicatrizam para que sejam tomadas medidas profiláticas, visto que, trata-se de uma doença de grande potencial zoonótico, principalmente para proprietários, veterinários e seus assistentes.

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OSTEOSSARCOMA EM POODLE JOVEM – RELATO DE CASO

ELISA BOURGUIGNON DIAS DA SILVA (Não Bolsista/UFV), MARIA CRISTINA FERRARINI NUNES SOARES HAGE (Orientador/UFV), TATIANA SCHMITZ DUARTE (Não Bolsista/UFV), JOSE DO CARMO LOPES MOREIRA (Não Bolsista/UFV), LUCIANA DIÉGUES GUIMARÃES (Não Bolsista/UFV), MARIANA NASCIMENTO MIRANDA (Não Bolsista/UFV), LETÍCIA CORRÊA SANTOS (Não Bolsista/UFV), SÂMARA TURBAY PIRES (Não Bolsista/UFV)

Osteólise, esclerose e reações periostais são respostas comuns às doenças ósseas sendo detectadas por meio do exame radiográfico, contudo não são lesões patognomônicas. Relata-se o caso de um cão, da raça poodle, com 3 anos de idade, atendido no hospital veterinário da UFV com histórico de claudicação do membro pélvico direito há 2 meses. Durante o exame ortopédico o animal manifestou dor à palpação do membro e sensibilidade ao exame patelar.  O exame radiográfico demonstrou área de osteólise e reação periostal com formação de triângulo de Codman no fêmur distal. O animal foi submetido a uma biópsia óssea e o exame histopatológico confirmou o diagnóstico de osteossarcoma que foi classificado como fibroblástico e telangiectásico. Foi realizada a amputação do membro afetado e recomendada a quimioterapia. O osteossarcoma (OS) corresponde à cerca de 85% dos tumores ósseos malignos que acometem os cães. Geralmente afeta raças de grande porte, com idade média de 7 anos e machos. Pode surgir em qualquer osso, no entanto, 75% ocorre no esqueleto apendicular, principalmente na região metafisária dos ossos longos e mais frequentemente nos membros torácicos. O OS é um tumor muito agressivo sendo que as metástases são muito comuns e ocorrem precocemente. O diagnóstico é baseado na história clínica, no exame físico, no exame radiográfico e é confirmado por meio do exame anatomopatológico. O tratamento é realizado por meio da amputação do membro acometido e quimioterapia adjuvante para controle das micrometástases. Neste caso, o exame radiográfico foi muito importante para o afunilamento dos diagnósticos diferenciais e para guiar o local da realização da biópsia. O exame histológico definiu e classificou a afecção. A importância desse relato recai sobre a ocorrência de OS em um cão de raça de pequeno porte e jovem e que, portanto, não apresenta características compatíveis com as relatadas pela literatura.

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AVALIAÇÃO MORFOLÓGICA DE EMBRIÕES DE JUMENTAS DA RAÇA PÊGA

EVELINE CAETANO DE ANDRADE (Não Bolsista/UFV), THIAGO PEIXOTO MACHADO (Não Bolsista/UFV), KÁTERIN ELENA BOHORQUEZ. GRONDONA (Não Bolsista/UFV), POLYANA GALVÃO BERNARDES COELHO (Bolsista FAPEMIG/UFV), LAERCIO DOS ANJOS BENJAMIM (Orientador/UFV), Ludmila Souza Fernandes (Não Bolsista/UNIVIÇOSA)

Os jumentos eram animais muito utilizados em todo o mundo. Contudo, o uso destes entrou em decadência após o advento dos motores. O alto potencial de gerar híbridos fortes e com andamento marchado, raros atributos zootécnicos, foram características essenciais para a recuperação e ascensão da raça Pêga. Este trabalho pretende contribuir para a criação de uma linha de pesquisa sobre embriologia asinina (morfologia e morfometria), assim como contribuir para a criação de um banco de embriões de jumentos da raça Pêga e adaptar a técnica não-cirúrgica de coleta de embriões de éguas para jumentas. As coletas foram realizadas no oitavo dias após a ovulação, para obter-se um embrião de sete dias. No total foram realizadas 25 coletas. A técnica de coleta não-cirúrgica mostrou-se eficaz após a adaptação dos materiais, como o uso de cateter de Foley no lugar da bivona (sonda usada para coleta de embriões em éguas) e realização de dois lavados consecutivos utilizando um volume de 500 ml de Ringer-Lactato® aquecido a 37°C por coleta. A partir das 25 coletas, foram obtidos 16 embriões em diferentes estágios de desenvolvimento, sendo duas mórulas (12,5%), sete blastocistos (43,75%) e sete blastocistos expandidos (43,75%). Dos 16 embriões, 14 (87,5%) foram classificados como grau I ou excelente e 2 (12,5%) classificados como grau II. Esses primeiros embriões mostraram, como se sabe para embriões eqüinos, que cada estágio do desenvolvimento embrionário pode ocorrer dentro de uma determinada faixa de tempo após a ovulação. Este trabalho mostrou também que os embriões de jumentas estão sendo colhidos em estágio de desenvolvimento semelhantes aos de éguas com mesma idade embrionária, mas com tamanhos menores. Isso permite que sejam conduzidos estudos sobre sua congelabilidade, já que uma das maiores dificuldades em se congelar embriões eqüinos de 7 dias é o seu tamanho e o número de células.

 

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ALTERAÇÕES MACROSCÓPICAS ENCONTRADAS NO EXAME TANATOLÓGICO DE UMA MARITACA (ARATINGA LEUCOPHTHALMA): RELATO DE CASO.

FILIPE TAVARES CARNEIRO (Bolsista PROBIC/FAPEMIG/UFV), ALEXANDRE DE OLIVEIRA TAVELA (Bolsista CAPES/UFV), AYISA RODRIGUES DE OLIVEIRA (Bolsista PIBIC/CNPq/UFV), VINÍCIUS HEROLD DORNELAS E SILVA (Não Bolsista/UFV), MOACIR CARRETTA JUNIOR (Não Bolsista/UFV), ANA CAROLINA ORTEGAL ALMEIDA (Não Bolsista/UFV), NÍTSA ERCLIEWISKI FALCON RODRIGUES (Não Bolsista/UFV), FERNANDA DIAS DE PAULA (Não Bolsista/UNIVIÇOSA), TARCIZIO ANTONIO REGO DE PAULA (Orientador/UFV)

O Centro de Triagem de Animais Silvestres da Universidade Federal de Viçosa (CETAS-UFV) atua junto ao IBAMA e IEF recebendo, tratando e destinando animais da fauna silvestre. A destruição dos ambientes naturais e o tráfico de animais constituem as principais ameaças para as aves silvestres. As maritacas (Aratinga leucophthalma) vivem em bandos grandes, compostos de 30 a 40 aves ou mais. Formam casais fixos para a reprodução. Alimentam-se, principalmente de frutos e sementes. Em cativeiro esses animais perdem sua identidade devido a humanização e ficam mais susceptíveis aos patógenos ambientais, sobretudo os comuns aos animais domésticos, devido ao estresse. Além disso, o conhecimento restrito sobre a biologia local dessas espécies limita e dificulta a criação de estratégias para sua preservação nos fragmentos de Mata Atlântica. Objetivou-se com este trabalho relatar as alterações macroscópicas encontradas no exame tanatológico de uma maritaca oriunda da Zona da Mata mineira. A maritaca, macho e adulto foi recebida pelo CETAS-UFV em janeiro de 2009 oriundo de apreensão pela polícia Militar do Meio Ambiente do município de Viçosa-MG. O animal veio a óbito três meses depois com elevado grau de caquexia. À necropsia, observou-se nódulos de material caseoso com coloração esbranquiçada ao longo da musculatura peitoral e no miocárdio. Conclui-se que o animal veio a óbito pela depressão fisiológica causada pela fraqueza devido á caquexia e queda brusca da temperatura do ambiente, associados a depressão do sistema imune. A determinação da causa da morte de animais silvestres é de grande importância na realização de ações para a conservação das espécies. No presente caso, as alterações são condizentes com as descritas para Aspergilose, bacterioses e neoplasias. Devido a proximidade com o ser humano e aves domésticas a qual esse animal era submetido, vale ressaltar o risco de transmissão desses agentes, muitos deles zoonóticos. (CAPES, FAPEMIG, CNPq)

(IEF, Instituto Estadual de Florestas MG )

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ALTERAÇÕES ANATOMOHISTOPATOLÓGICAS CAUSADAS POR INFARTO RENAL EM LOBO-GUARÁ (CHRYSOCYON BRACHYURUS): RELATO DE CASO

FILIPE TAVARES CARNEIRO (Bolsista PROBIC/FAPEMIG/UFV), AYISA RODRIGUES DE OLIVEIRA (Bolsista PIBIC/CNPq/UFV), VINÍCIUS HEROLD DORNELAS E SILVA (Não Bolsista/UFV), ALEXANDRE DE OLIVEIRA TAVELA (Bolsista CAPES/UFV), MOACIR CARRETTA JUNIOR (Não Bolsista/UFV), NÍTSA ERCLIEWISKI FALCON RODRIGUES (Não Bolsista/UFV), ANA CAROLINA ORTEGAL ALMEIDA (Não Bolsista/UFV), FERNANDA DIAS DE PAULA (Não Bolsista/UNIVIÇOSA), TARCIZIO ANTONIO REGO DE PAULA (Orientador/UFV)

Dentre as mais freqüentes alterações encontradas durante o exame tanatológico está  o infarto. Sua patogenia constitui-se de uma área localizada de necrose tecidual resultante da obstrução da irrigação sanguínea a determinado órgão. Devido à isquemia local ocorre a desnaturação de proteínas celulares e enzimas hidrolíticas, o que caracteriza uma necrose de coagulação. Infartos podem ser classificados como hemorrágicos ou anêmicos, a depender do seu aspecto e coloração. Em alguns tecidos, após a morte do leito capilar ocorre extravasamento de sangue para o tecido necrosado circunjacente, evidenciando um infarto hemorrágico. Em tecidos sólidos como o dos rins, a coloração fica mais pálida durante o infarto graças à ausência da difusão de sangue de capilares mortos para a área infartada e há o chamado infarto anêmico. No último caso, os tecidos necróticos e viáveis são delimitados por uma borda de hemorragia e congestão.  Objetivou-se com este trabalho descrever as alterações anatomohistopatológicas causadas por um infarto renal observadas no exame tanatológico de um lobo-guará fêmea e adulta oriunda da Zona da Mata mineira e mantida no Centro de Triagem de Animais Silvestres da Universidade Federal de Viçosa (CETAS-UFV). O animal veio a óbito em dezembro de 2008 após permanecer três anos no CETAS-UFV. Durante a necropsia constatou-se que havia congestão do SNC, aumento da glândula hipófise e pontos de aderência na cápsula do rim direito. Rim, fígado, adrenal, pâncreas, pulmão e hipófise foram coletados para exame histopatológico. Após avaliação microscópica foram evidenciadas congestão do fígado, pulmões e SNC, além de congestão discreta e áreas de necrose isquêmica no rim. Os achados de necropsia somados à análise histopatológica permitem concluir a presença de infarto renal. (FAPEMIG, CNPq, CAPES)

(IEF, Instituto Estadual de Florestas MG )

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