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CaracterizaçÃo fenotípica preliminar de culturas isoladas de amostras clínicas de diarréias de leitões com até um dia de idade


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ESTUDO RADIOGRÁFICO DE LESÕES ÓSSEAS SUSPEITAS DE NEOPLASIA EM CÃES E GATOS

ARTHUR CAMPAGNARO PRANDI (Bolsista CNPq/UFV), MARIA CRISTINA FERRARINI NUNES SOARES HAGE (Orientador/UFV)

A análise radiográfica de um tumor ósseo é importante no diagnóstico por fornecer dados como a localização e extensão do tumor e dar indicativos da sua agressividade. Quanto à aparência radiográfica são importantes a diferenciação entre tumores predominantemente osteoblásticos ou osteolíticos e a aparência dos bordos. Porém é importante o conhecimento das suas limitações, sendo difícil, senão impossível distinguir precisamente uma neoplasia de uma osteomielite, sendo necessários estudos anatomapatológicos. Esse trabalho teve como objetivos obter informações quanto à casuística de lesões ósseas suspeitas radiograficamente de neoplasia em cães e gatos e estudar as alterações radiográficas observadas nos casos suspeitos.  Com esse escopo foram estudadas as radiografias dos animais atendidos no Setor de Radiologia do Hospital Veterinário do Departamento de Veterinária da Universidade Federal de Viçosa, no período compreendido entre 01 de janeiro de 2007 a 30 de dezembro de 2008.  Durante o período ocorreram 4 casos de lesões ósseas em ossos longos confirmadas como osteossarcoma, um caso de lesão óssea em maxilar confirmada como metástase de melanoma, um caso de lesões ósseas em costela e esternébra confimadas de metástases de adenocarcinoma mamário e 3 casos com lesões ósseas radiograficamente suspeitas, porém sem confirmação de etiologia, todos em animais da espécie canina.  Não houve casos em animais da espécie felina.  A raça mais acometida foi a Rottweiler, a faixa etária mais prevalente foi entre 5 a 10 anos e não houve predileção sexual.  A maioria das lesões foi monostótica, sendo o úmero e o fêmur os ossos mais acometidos. Radiograficamente os achados predominantes foram lesões mistas, com áreas de osteólise e esclerose, bem como reações periostais do tipo sunburst e triângulo de Codman, a maioria sem divisão claramente demarcada entre região de osso normal e alterado.  As características desse estudo corresponderam as descrições da literatura. (Bolsa PIBIC – Projeto registrado n. 50501156849).

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LUXAÇÃO NA ARTICULAÇÃO DO OMBRO DE ARAÇARI (PTEROGLOSSUS ARACARI) E SUAS IMPLICAÇÕES PARA O MECANISMO DO VÔO: RELATO DE CASO

AYISA RODRIGUES DE OLIVEIRA (Bolsista PIBIC/CNPq/UFV), MOACIR CARRETTA JUNIOR (Não Bolsista/UFV), ALEXANDRE DE OLIVEIRA TAVELA (Bolsista CAPES/UFV), FILIPE TAVARES CARNEIRO (Bolsista PROBIC/FAPEMIG/UFV), VINÍCIUS HEROLD DORNELAS E SILVA (Não Bolsista/UFV), ANA CAROLINA ORTEGAL ALMEIDA (Não Bolsista/UFV), NÍTSA ERCLIEWISKI FALCON RODRIGUES (Não Bolsista/UFV), TARCIZIO ANTONIO REGO DE PAULA (Orientador/UFV)

O esqueleto das aves foi evolutivamente modificado para possibilitar a estes animais a capacidade de voar. Podemos citar como uma dessas importantes modificações a articulação do ombro no membro torácico que conta com três ossos (escápula, coracóide e clavícula) que permite a sustentação do úmero e é a base esquelética para o vôo. Ainda nesta articulação há um forame (canal triósseo) na junção da escápula com o coracóide e a clavícula que conduz o tendão de um dos músculos do vôo. Ou seja, qualquer dano agravado nesta região prejudicaria diretamente a capacidade de vôo de qualquer ave. Quando nos referimos às aves silvestres esta problemática pode tomar maiores dimensões resultando na morte do animal, já que sem a capacidade de voar o animal perde o potencial de predador e as habilidades de escapar quando for a presa. O Centro de Triagem de Animais Silvestres recebeu em julho de 2009 um Araçari (Pteroglossus aracari) com uma luxação na articulação do ombro. O animal encontrava-se apático, magro, com a asa direita rebaixada e sem capacidade de voar. Mesmo após a realização do tratamento emergencial, o animal veio a óbito em cerca de três dias. Durante o procedimento de necropsia observou-se que a região da articulação do ombro do membro torácico direito possuía um intenso infiltrado inflamatório, confirmado por exame citológico, estava edemaciada e com desarticulação da clavícula, escápula e coracóide, confirmando o quadro de luxação. Na perinecropsia constatou-se o péssimo estado nutricional do animal através do evidenciamento da quilha demonstrando a dificuldade deste de conseguir alimento sem a capacidade de voar. Conclui-se que a luxação na articulação do ombro levou a inativação do mecanismo do vôo do araçari resultando numa fragilidade deste ranfastídeo em sobreviver em seu habitat natural.

(Instituto Estadual de Florestas -MG )

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DESENVOLVIMENTO DE PROTOCOLOS DE COLETA E CONGELAMENTO DE SEMEN DE GATO-MOURISCO (PUMA YAGOUARUNDI) E JAGUATIRICA (LEOPARDUS PARDALIS) ADULTOS.

AYISA RODRIGUES DE OLIVEIRA (Bolsista CNPq/UFV), TARCIZIO ANTONIO REGO DE PAULA (Orientador/UFV), THYARA DE DECO SOUZA (Não Bolsista/UFV), MOACIR CARRETTA JUNIOR (Não Bolsista/UFV), FILIPE TAVARES CARNEIRO (Bolsista FAPEMIG/UFV), VINÍCIUS HEROLD DORNELAS E SILVA (Não Bolsista/UFV)

A maioria das 36 espécies de felídeos não-domésticos está ameaçada ou em extinção em pelo menos uma parte de sua área de ocorrência natural. Nas florestas tropicais brasileiras, a jaguatirica (Leopardus pardalis), o gato-do-mato-pequeno (Leopardus tigrinus), e o gato-maracajá (Leopardus wiedii), estão entre os felídeos que lutam para sobreviver diante da destruição do hábitat, sendo desta forma imprescindível o estabelecimento de metodologias aplicáveis à conservação destas espécies. O presente trabalho objetivou empregar estratégias de preservação ex situ buscando o estabelecimento de protocolos de coleta e congelamento de sêmen em duas espécies de felídeos silvestres: jaguatirica e o gato-mourisco (Puma yagouarundi). Para tal foram utilizados 04 gatos-mouriscos e 03 jaguatiricas que passaram pelo mesmo protocolo de coleta de sêmen através da eletroejaculação. Todas as amostras foram diluídas em meio TRIS-Citrato e TES-TRIS com 6% de glicerol em ambos, resfriadas por 2 horas e posteriormente congeladas em nitrogênio líquido. Antes do congelamento foi observado o vigor e a motilidade de cada ejaculado e retirada um alíquota dos ejaculados para exame morfopatológico. Após o descongelamento as amostras das jaguatiricas passaram pelo teste de termorresistência, teste hiposmótico e teste de coloração vital demonstrando a eficiência do meio TRIS-Citrato com 6% de glicerol como diluidor. O protocolo de coleta também se mostrou eficaz nos dois animais, com resultados satisfatórios muito superiores à técnica convencional, com uso de um menor número de estímulos elétricos e menor contaminação por urina devido ao esvaziamento e a lavagem prévia da bexiga. Quanto à morfopatologia, os valores médios das patologias totais registradas foram de 49% nos gatos-mouriscos e 44,5% nas jaguatiricas, dentre elas as mais freqüentes nos gatos-mouriscos foram cauda dobrada (21%) e cauda fortemente dobrada (11%) e nas jaguatiricas foram cauda enrolada (15%) e espermatozóide pequeno anormal (4,75%).(CNPq, IEF-MG).

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LACERAÇÃO DE TRAQUÉIA – RELATO DE CASO

CAIO DE PAULA MARCHI (Não Bolsista/UFV), RICARDO JUNQUEIRA DEL CARLO (Orientador/UFV), LILIANE RIBEIRO LOPES (Não Bolsista/UFV), TATIANA SCHMITZ DUARTE (Não Bolsista/UFV), FÁBIO ANDRADE MARINHO (Não Bolsista/UFV), ROBERTA VALERIANO DOS SANTOS (Não Bolsista/UFV), THALLES DE MEDEIROS NASCIMENTO (Não Bolsista/)

A ruptura traumática da traquéia pode ser decorrente de traumatismo penetrante, ou pode originar-se na intubação ou extubação. As lesões penetrantes são freqüentes em feridas por mordedura, ocorrendo laceração dos ligamentos anulares ou o dilaceramento da cartilagem traqueal. Na ruptura da parede traqueal ocorre extravasamento de ar provocando enfisema subcutâneo local, restrito à região cervical, ou difuso, podendo atingir toda a extensão corporal. Geralmente as lacerações menores na parede traqueal cicatrizam espontaneamente, mas pode haver necessidade da exploração cirúrgica e reparo em casos de ruptura completa. Os sinais clínicos mais comuns incluem enfisema subcutâneo e dispnéia. Radiografias cervical e torácica podem mostrar enfisema subcutâneo, pneumomediastino e pneumotórax. Relata-se o caso de um cão, da raça poodle, macho, de quatro anos de idade, atendido no Hospital Veterinário da UFV. O animal foi atacado por outro cão e ao exame físico notou-se dispnéia, apatia, hiporexia e enfisema subcutâneo na região cervical. Radiografias da região torácica mostraram pneumomediastino caracterizado por estruturas mediastinais não vizualizadas normalmente que se tornam claramente visíveis como a veia ázigos, a parede traqueal, o esôfago, devido à presença de ar no mediastino. Radiografias da região cervical mostraram grande quantidade de ar no subcutâneo, sugerindo lesão traqueal. O animal foi encaminhado à cirurgia, durante a qual foi verificada laceração completa da traquéia, com rompimento dos ligamentos anulares. Foi realizada a anastomose traqueal por meio da colocação de suturas ao redor dos anéis imediatamente adjacentes à lesão e entre anéis mais caudais e craniais à mesma.  No reparo, foi utilizado fio de náilon 4-0 em padrão de sutura simples separado. Foi administrado Dexametasona para diminuir a irritação da mucosa traqueal pelos fios e prescrito Meloxicam, Tramadol, Amoxicilina e Metronidazol. O animal apresentou recuperação satisfatória e obteve alta médica em dez dias.

 

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CONTRIBUIÇÃO ENDÓGENA PARA A EXCREÇÃO URINÁRIA DE DERIVADOS DE PURINAS EM BOVINOS NELORE

CARLOS EDUARDO REAL PEREIRA (Bolsista PROBIC/FAPEMIG/UFV), RILENE FERREIRA DINIZ VALADARES (Orientador/UFV), LUCIANA LOUZADA PRATES (Bolsista CNPq/UFV), ANALÍVIA MARTINS BARBOSA (Não Bolsista/UFV)

Em rebanhos a pasto, realizar coleta total urinária torna-se inviável. Por isso, baseando-se na excreção constante de creatinina, pode-se, coletar uma amostra denominada amostra spot, simplificando estimar a produção urinária, determinando assim produção de proteína microbiana através da excreção de derivados de purina (DP). Objetivou-se avaliar variações nas excreções diárias de creatinina, DP, compostos nitrogenados utilizando coletas: spot urinária com intervalos de 2h e totais com duração de 4 e 24h em quinze novilhas Nelore, quatro com peso médio de 127kg±24,2, três de 221kg±22,3 e oito de 434kg±29,2. Animais de maior peso vivo (PV) foram distribuídos aleatoriamente em dois grupos. Um grupo recebeu dieta ao nível de mantença (1,3%PV). Forneceu-se aos outros, dieta ad libitum, constituída: 60%silagem de milho e 40% concentrado (10% caroço de algodão e 30% casca de soja, milho moído, farelo de soja, uréia sulfatada, sal mineral). Período experimental durou nove dias, após 30 dias de adaptação. Utilizou-se, sondas Folley nº22 ou 26 para determinar todas excreções. Excreção diária de creatinina foi de 26,35mg/kgPV ou 0,95mmol/PV0,75. Na coleta com intervalos de 4h, essa excreção média diária foi de 0,91mmol/PV0,75. Expressa em g e mmol/PV0,75 , maior excreção foi para animais com maior PV; em mg/kgPV não ocorreu essa influência. Não houve efeito (P>0,05) de períodos de coleta (24-4, 4-8, 8-12, 12-16, 16-20, 20-24horas) sobre essa excreção em qualquer unidade. Com coleta spot (intervalos de 2h) a relação DP:C manteve-se constante (P>0,05), permitindo-se calcular excreção de DP(mmol/dia) em qualquer horário. Houve efeito sobre U:C e NT:C, avaliadas pela série de Fourier, obtendo-se pontos diários próximos à média de 7,77 para U:C e 6,42 para NT:C, próximos aos horários das alimentações. Como não houve efeito do tempo de coleta sobre DP:C, indica-se utilizar amostra spot. Para estimar compostos nitrogenados excretados, recomendam-se duas coletas spot, imediatamente após fornecimento das dietas.

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CISTO DERMÓIDE BILATERAL EM OVÁRIOS DE VACA. RELATO DE CASO

CARLOS EDUARDO REAL PEREIRA (Bolsista FAPEMIG/UFV), JOAO CARLOS PEREIRA DA SILVA (Orientador/UFV), EDUARDO PAULINO DA COSTA (Não Bolsista/UFV), EMÍLIO CÉSAR MARTINS PEREIRA (Não Bolsista/UFV), GIANCARLO MAGALHÃES DOS SANTOS (Não Bolsista/UFV), LIGIA PALERMO REAL (Não Bolsista/), ANDRÉ DE OLIVEIRA ANDRADE (Não Bolsista/UFV), RAFAEL JOSÉ OTERO ARROYO (Bolsista CAPES/UFV)

O cisto dermóide é considerado pela literatura especializada como sendo um tipo de teratoma, tumor esse que tem origem em células germinais derivadas de células pluripotentes e constituído de elementos de diferentes tipos de tecidos de um ou mais folhetos embrionários. Enquanto o teratoma pode assumir diferentes formas e graus de malignidade, o referido cisto geralmente possui natureza benigna. No contexto da medicina veterinária apesar de haver citações sobre a ocorrência de teratomas localizados em ovários de fêmeas domésticas, pouco se conhece sobre o comportamento dos mesmos. Dada a sua morfologia essas estruturas são muitas vezes equivocadamente diagnosticada como tuberculose e/ou abscessos. O objetivo deste trabalho é descrever a ocorrência e os aspectos morfológicos de cisto dermóide bilateral em ovários de vaca. O material objeto de estudo procedeu de ovários de uma fêmea bovina mestiça, adulta, proveniente de abatedouro. Macroscopicamente tinha aspecto nodular, superfície lisa, medindo aproximadamente 2 cm de diâmetro sendo preenchido por um material sebáceo, pastoso, de coloração branco-acinzentada. A peça anatômica após avaliação macroscópica e registro fotográfico foi fixada em formol, processada segundo técnicas rotineiras em histopatologia e examinada ao microscópio óptico. A análise microscópica revelou estroma ovariano em atividade, com evidências de crescimento folicular, presença de corpo lúteo e folículos atrésicos. A parede do cisto dermóide revelou estrutura bastante simplificada sendo revestida internamente por epitélio bem diferenciado, do tipo estratificado pavimento com variável quantidade de ceratina, circundado por tecido conjuntivo denso rico em colágeno. Não foi observada a presença de glândulas sudoríparas e sebáceas ou de outros anexos cutâneos.

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IDENTIFICAÇÃO DO PADRÃO TRICOLÓGICO DO QUATI NASUA NASUA (BOWDICH,1821) (MAMMALIA: PROCYONIDAE) ENCONTRADO NO PANTANAL

CECÍLIA MARIA VIANA VALE (Não Bolsista/UFV), TARCIZIO ANTONIO REGO DE PAULA (Orientador/UFV), GEDIENDSON RIBEIRO DE ARAÚJO (Não Bolsista/UFV), ANNA MARIA COTTA E OLIVEIRA (Não Bolsista/UFV), THYARA DE DECO SOUZA (Não Bolsista/UFV), GUILHERME DE SOUSA CAMPONÊZ (Não Bolsista/UFV), LEANES CRUZ DA SILVA (Não Bolsista/UFV), MARCELO GROSSI MACHADO (Não Bolsista/UFV)

Os quatis (Nasua nasua) são animais onívoros que estão presentes em toda América Latina, desde o Panamá até a Argentina. No Brasil é encontrado no Cerrado, Pantanal, Mata Atlântica e Caatinga. Apresentam hábitos diurnos, terrestres e arborícolas, também tem uma interação muito forte com seres humanos. Estudos de sua ecologia e conservação podem ser realizados utilizando a tricologia, usando pêlos encontrados em fezes ou em armadilhas específicas. Nesse sentido, o presente trabalho teve como objetivo analisar os padrões de pêlos de quatis da região do Pantanal oriundos do Centro de Reabilitação de Animais Silvestres em Campo Grande (CRAS-MS). Foram coletados tufos de pêlos da região dorso torácica de dois animais, e armazenados em saco plásticos com identificação. No laboratório clínico ambiental do CETAS-UFV os pêlos guarda foram selecionados e levados em álcool 70% para a confecção de lâminas e visualização em microscopia de luz dos padrões cuticulares e medulares. Para a observação do padrão cuticular foi feito a impressão dos pêlos em lâmina coberta com uma fina camada de esmalte incolor. Na observação da medula dos pêlos, esses foram diafanizados em água oxigenada com pó descolorante e depois imersos em balsamo do Canadá entre a lamínula e a lâmina.  A classificação utilizada para descrever os padrões foi a proposta por Quadros (2002). Foi observado nas amostras um padrão cuticular pavimentoso ondeado transversal ornamentado e um padrão medular trabecular fimbriado. Os resultados se mostram de acordo com os descritos por Quadros (2002) para a espécie, com exceção de uma variação do padrão cuticular e uma do padrão medular, uma vez que a autora cita o padrão medular trabecular íntegro e o padrão cuticular ondeado irregular. Essas pequenas variações encontradas interferem pouco para a classificação da espécie, uma vez que são subclassificações dentro das características descritas mais marcantes para a espécie.

(IEF, Instituto Estadual de Florestas MG )

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PARASITISMO POR ASCARIDIA GALLI EM GARÇA-BRANCA-PEQUENA (EGRETTA THULA) ORIUNDA DA ZONA DA MATA MINEIRA: RELATO DE CASO.

CECÍLIA MARIA VIANA VALE (Não Bolsista/UFV), TARCIZIO ANTONIO REGO DE PAULA (Orientador/UFV), THYARA DE DECO SOUZA (Bolsista CAPES/UFV), ALEXANDRE DE OLIVEIRA TAVELA (Bolsista CAPES/UFV), RAFAEL DE MORAIS GARAY (Bolsista CAPES/UFV), GEDIENDSON RIBEIRO DE ARAÚJO (Não Bolsista/UFV), LETÍCIA BERGO COELHO FERREIRA (Não Bolsista/UFV), LEANES CRUZ DA SILVA (Não Bolsista/UFV), VINÍCIUS HEROLD DORNELAS E SILVA (Não Bolsista/UFV)

A espécie Ascaridia galli constitui-se no helminto mais comum das aves. Os adultos parasitam o intestino delgado de aves domésticas e silvestres, onde as fêmeas realizam a postura de ovos de casca lisa e espessa, os quais são eliminados nas fezes. As aves se infectam ingerindo ovos embrionados contendo a larva de segundo estádio. A eclosão se dá no duodeno ou no proventrículo e o parasita evolui no lume do intestino delgado. Algumas larvas podem penetrar na mucosa intestinal retornando ao lume, onde se tornam adultas e iniciam a postura dentro de trinta a cinqüenta dias após a infecção. A garça-branca-pequena (Egretta thula) habita bordas de lagos, rios e banhados da maioria dos biomas brasileiros, muitas vezes em áreas urbanas. Objetivou-se com este trabalho relatar o parasitismo por A. galli em uma garça-branca-pequena oriunda da Zona da Mata Mineira. Uma garça-branca-pequena adulta foi recebida em junho de 2009 no Centro de Triagem de Animas Silvestres da Universidade Federal de Viçosa (CETAS-UFV). Foram coletadas amostras fecais diretamente da cloaca do animal, sendo que o material foi processado imediatamente no Laboratório Clínico do CETAS-UFV. Os métodos utilizados para pesquisa de helmintos foram o de flutuação em solução hipersaturada de sal e Hoffmann Pons-Janer (sedimentação). Foi demonstrada positividade para A. galli. A Zona da Mata mineira abriga garças-brancas-pequenas parasitadas por A. galli. Esse nematóide tem relevância em Medicina Veterinária por causar diarréia, anemia, emagrecimento e apatia. Um grande número de parasitas pode levar a ave à morte por obstrução intestinal mecânica, perfuração da mucosa seguida de peritonite ou bloqueio dos ovos quando os adultos se alojam no oviduto. Por apresentar elevada carga parasitária, se mostrar assintomática à avaliação clínica e percorrer territórios peri-urbanos, as garças-brancas-pequenas possivelmente podem atuar como reservatórios naturais de A. galli nessa região. (CAPES)

 (IEF, Instituto Estadual de Florestas MG )

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PARASITISMO CAUSADO POR NEMATÓIDES DA SUPERFAMILIA STRONGYLOIDEA EM ANTA (TAPIRUS TERRESTRIS) ORIGINARIA DA ZONA DA MATA MINEIRA: RELATO DE CASO

CECÍLIA MARIA VIANA VALE (Não Bolsista/UFV), TARCIZIO ANTONIO REGO DE PAULA (Orientador/UFV), THYARA DE DECO SOUZA (Bolsista CAPES/UFV), ALEXANDRE DE OLIVEIRA TAVELA (Bolsista CAPES/UFV), RAFAEL DE MORAIS GARAY (Bolsista CAPES/UFV), GEDIENDSON RIBEIRO DE ARAÚJO (Não Bolsista/UFV), LETÍCIA BERGO COELHO FERREIRA (Não Bolsista/UFV), LEANES CRUZ DA SILVA (Não Bolsista/UFV), VINÍCIUS HEROLD DORNELAS E SILVA (Não Bolsista/UFV)

A anta (Tapirus terrestris) é um animal de grande porte que ocorre em toda a América do Sul e América Central. Habita preferencialmente regiões ribeirinhas, alimentando-se de folhas e frutos.  As áreas fragmentadas da Mata Atlântica delimitam  os movimentos das antas, o que aumenta a ocorrência de infestações pos organismos endoparasitas. O estudo de doenças parasitárias é de relevante importância para a preservação desse animal em vida livre e tomada de medidas profiláticas para a sua manutenção em centros conservacionistas. Apesar da ampla distribuição, a anta se encontra criticamente ameaçada devido a destruição de seu habitat para a implantação de areas de cultivo agrícola e a caça predatória. Com a finalidade de  criar estratégias de preservação deste animal nos fragmentos de Mata Atlântica,  desenvolveu-se este trabalho para identificar os principais parasitas deste mamífero. Fezes de um  animal foram coletadas pela equipe do  Centro de Triagem de Animais Silvestres  da Universidade Federal de Viçosa (CETAS-UFV) no Parque Estadual do Rio Doce. Através de análise tricológicas, comprovou-se que eram de uma anta. Os métodos utilizados sob microscopia de luz foram: o método de willis (flutuação em solução hipersaturada de sal) e o exame direto, utilizados para a identificação de possíveis  helmintos, cistos ou oocistos de protozoários. Os resultados dos exames  indicaram positividade para a superfamília Strongyloidea. Este grupo de parasitas pode causar anemia, gatrointerites, cólica e perda de peso. O conhecimento dos parasitas naturais desta especie é importante como uma ferramenta clínica para esclarecer rapidamente  possíveis casos de infestações em animais nos centros conservacionistas quando ocorre baixa imunidade.(Capes).

(IEF, Instituto Estadual de Florestas MG )

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PRODUÇÃO DE ANTÍGENOS RECOMBINANTES DE NEOSPORA CANINUM COMO USO EM FERRAMENTAS DE IMUNODIAGNÓSTICO

CÍNTIA FERNANDES FIDELIS (Não Bolsista/UFV), ISABELA ALVES DE MELO ZEFERINO (Bolsista FAPEMIG/UFV), LEANDRO SILVA DE ARAÚJO (Bolsista CNPq/UFV), SIDIMAR SOSSAI (Bolsista FAPEMIG/UFV), JOAQUIN HERNAN PATARROYO SALCEDO (Orientador/UFV)

A Neospora caninum é um protozoário de ampla distribuição e de grande importância na bovinocultura, principalmente pelas perdas na produtividade e reprodução dos animais, podendo causar morte embrionária, abortos ou mesmo nascimentos de bezerros infectados. Os eqüinos também podem ser afetados pelo agente, sendo este um dos incriminados da mieloencefalite protozoária eqüina (EPM), doença neurológica que pode levar a cegueira, paralisia dos membros posteriores, incoordenação nervosa e motora. O controle e profilaxia da EPM dependem de diagnósticos precisos para a identificação dos animais infectados e portadores. A técnica sorológica padrão de referência para o diagnóstico de Neosporose é a Reação de Imunofluorescência Indireta (RIFI) e para diagnóstico de EPM o Western Blotting. O objetivo deste trabalho foi desenhar genes derivados de sítios antigênicos das proteínas de superfície do parasito NcSAG1 e NCGRA1, bem como construir cassetes de expressão utilizando o vetor pPIC9K (Invitrogen USA), produzir leveduras Pichia pastoris KM71 recombinantes e expressar antígenos recombinantes visando o desenvolvimento de ferramentas de imunodiagnósticos para N caninum. Os genes sintéticos gsncsag4 e gsncgra1 foram desenhados com base na metodologia de genética reversa de epitopos antigênicos e otimizados para expressão na levedura P. pastoris. Foram sintetizados pela empresa Genscript® e clonados no vetor pUC57. Utilizando Escherichia coli DH5α os genes foram clonados e posteriormente extraídos do vetor pUC57 utilizando as enzimas de restrição NotI e EcoRI. As construções dos cassetes se deram através das inserções dos genes sintéticos no vetor pPIC9K pela ação da enzima T4DNAligase os quais foram novamente clonados em E. coli DH5α. As transformações das leveduras foram realizadas através da técnica de eletroporação. As confirmações dos transformantes foram realizadas através do repique dos clones em meio MD sem histidina e através da amplificação dos genes pela técnica da reação da polimerase em cadeia (PCR).

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