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CaracterizaçÃo fenotípica preliminar de culturas isoladas de amostras clínicas de diarréias de leitões com até um dia de idade


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UFV / XIX SIC / OUTUBRO DE 2009 / VETERINÁRIA

CARACTERIZAÇÃO FENOTÍPICA PRELIMINAR DE CULTURAS ISOLADAS DE AMOSTRAS CLÍNICAS DE DIARRÉIAS DE LEITÕES COM ATÉ UM DIA DE IDADE.

ALBERTO YUKIO CHAYA (Não Bolsista/UFV), JOSE DOMINGOS GUIMARAES (Orientador/UFV), MARIA APARECIDA SCATAMBURLO MOREIRA (Co-orientador/UFV), SIMONE ELIZA FACIONI GUIMARAES (Co-orientador/UFV), PAULO SAVIO LOPES (Co-orientador/UFV), LETÍCIA CORRÊA SANTOS (Não Bolsista/UFV)

Na suinocultura brasileira, estima-se que entre 15 a 20% dos leitões nascidos vivos morrem antes do desmame. A mortalidade de leitões aumenta quando há problemas de diarréia. Estes distúrbios entéricos são provocados por uma variedade de microrganismos, sendo as cepas patogênicas de Escherichia coli, as principais. Clinicamente, estas enfermidades aparecem sob a forma de fezes com aparência aquosa a pastosa e de coloração branco amarelada a amarelada. A principal conseqüência da diarréia é o aumento do numero de leitões refugos no plantel. O objetivo deste trabalho foi obter preliminarmente o isolamento e a caracterização de culturas de E. coli de amostras clinicas de diarréias de leitões com até um dia de idade. A partir de amostras de fezes diarréicas de 103 leitões com até um dia de idade, foram isoladas 306 culturas em ágar MacConkey incubado a 37oC por 24h. Após o processo de purificação em ágar MacConkey, as culturas foram submetidas aos seguintes testes bioquímicos: ágar tríplice açúcar ferro (TSI), ágar  Citrato, Voges-Proskauer, e morfologia no ágar eosina azul de metileno (EMB). Considerando a morfologia no ágar MacConkey e os resultados bioquímicos, as culturas obtidas foram preliminarmente identificadas como E. coli (215/306), Salmonella spp. (23/306), Yersinia enterocolitica (10/306), Enterobacter aerogenes ou Citrobacter diversus (4/306). Não foi possível a identificação preliminar de 54 culturas. Os dados obtidos neste trabalho sugerem que o principal microrganismo causador de enterite nos leitões com até um dia de idade estudado nesta granja seja E. coli. Esses resultados são coerentes com estudos similares, que identificam cepas patogênicas de E. coli como os principais causadores de diarréia em mamíferos neonatos. Com isso, os resultados encontrados direcionam estudos mais detalhados com essas culturas a fim de identificar fatores de patogenicidade responsáveis pelo quadro clínico apresentado pelos animais.

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PERFIL DE RESISTÊNCIA AOS ANTIMICROBIANOS DE ESCHERICHIA COLI ISOLADAS DE FEZES DE LEITÕES LACTENTES E DIARRÉICOS COM ATÉ UM (1) DIA DE IDADE.

ALBERTO YUKIO CHAYA (Não Bolsista/UFV), JOSE DOMINGOS GUIMARAES (Co-orientador/UFV), SIMONE ELIZA FACIONI GUIMARAES (Co-orientador/UFV), PAULO SAVIO LOPES (Co-orientador/UFV), LETÍCIA CORRÊA SANTOS (Não Bolsista/UFV), MARIA APARECIDA SCATAMBURLO MOREIRA (Orientador/UFV)

A venda constante e indiscriminada de antimicrobianos em lojas agropecuárias sem prescrição médico veterinária, leva ao aumento de linhagens bacterianas patogênicas resistentes. As bactérias utilizam  mecanismos que as possibilitam se tornarem resistentes, tais como: destruição ou inativação da droga, prevenção da penetração no sítio-alvo e alteração dos sítios-alvos. Em suínos, a E. coli possui uma alta capacidade de desenvolver resistência a quimioterápicos, principalmente as cepas enterotoxigênicas (ETEC), responsáveis por provocar diarréia em neonatos. O objetivo deste trabalho foi verificar o perfil de resistência aos antimicrobianos de amostras de E. coli isoladas de fezes de oito (8) leitões lactentes diarréicos com até um (1) dia de idade. Preliminarmente, procedeu-se um pool destas amostras de fezes e deste, foram isoladas amostras de E. coli em agar sangue por 24h a 37°C. Estas, após identificadas por testes bioquimicos foram submetidas ao método de difusão em disco por 16-18 horas, a  temperatura de 37°C, com os antimicrobianos usados no tratamento para esta enfermidade: amoxilina, ampicilina, cefalexina, ciprofloxacina, doxiciclina, enrofloxacina, gentamicina, kanamicina, lincomicina/espectinomicina, neomicina, norfloxacina e tetraciclina. Em seguida, foi medido o diâmetro da zona de inibição para cada droga e comparado com uma tabela padrão. Os resultados mostraram que as amostras de E. coli foram resistentes a 75% dos antimicrobianos: amoxilina, ampicilina, cefalexina, ciprofloxacina, doxiciclina, enrofloxacina, kanamicina, norfloxacina e tetraciclina;  parcialmente sensíveis a 16,67%: gentamicina e neomicina;  e sensíveis a apenas 8,33% : lincomicina/espectinomicina. Estes resultados mostram E. coli multirresistentes aos principais antimicrobianos usados na antibioticoterapia em leitões diarreicos. Portanto, a realização prévia do antibiograma é imprescindível para iniciar o tratamento.

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IDENTIFICAÇÃO DE ENDOPARASITAS DE GATO-MOURISCO (HERPAILURUS YAGOUAROUNDI) (LACÉPÈDE, 1809) ORIUNDO DA ZONA DA MATA MINEIRA.

ALEXANDRE DE OLIVEIRA TAVELA (Bolsista CAPES/UFV), TARCIZIO ANTONIO REGO DE PAULA (Orientador/UFV), THYARA DE DECO SOUZA (Não Bolsista/UFV), GEDIENDSON RIBEIRO DE ARAÚJO (Não Bolsista/UFV), RAFAEL DE MORAIS GARAY (Não Bolsista/UFV), LETÍCIA BERGO COELHO FERREIRA (Bolsista/UFV), LEANES CRUZ DA SILVA (Bolsista/UFV), VINÍCIUS HEROLD DORNELAS E SILVA (Não Bolsista/UFV)

As helmintoses constituem um problema relevante na clínica de animais silvestres por sua alta prevalência e por serem, algumas delas, consideradas zoonoses. Devido a fragmentação dos habitats, um crescente número de mamíferos de pequeno e médio porte é encontrado próximo a ambientes urbanos, a procura de alimento e abrigo, o que facilita sua infecção por agentes comuns a animais domésticos. Gatos-mourisco (Herpailurus yagouaroundi) possuem hábitos predominantemente diurnos. Sua alimentação é composta por aves terrestres, lagomorfos e roedores. O conhecimento restrito sobre a biologia local dessa espécie limita e dificulta a criação de estratégias para sua preservação nos fragmentos de Mata Atlântica. Esse trabalho objetivou a pesquisa e identificação dos gêneros de helmintos parasitas de um gato-mourisco macho e filhote, oriundo da região da Zona da Mata Mineira. O animal foi recebido em julho de 2009 no Centro de Triagem de Animas Silvestres da Universidade Federal de Viçosa (CETAS-UFV). Foram coletadas amostras fecais diretamente do ânus do animal após estimulação da defecação. O material foi processado imediatamente após a coleta no Laboratório Clínico do CETAS-UFV. Os métodos utilizados para pesquisa de ovos de helmintos foram Willis (flutuação em solução hipersaturada de sal) e coproculturas com posterior identificação de larvas. Foi contatada positividade para Toxocara cati, Trichuris vulpes e Ancylostoma sp. A Zona da Mata mineira abriga gatos-mourisco parasitados por T. cati, T. vulpes e Ancylostoma sp. Esses nematóides tem relevante importância em medicina veterinária por ocasionar diarréia, emaciação e inflamação crônica intestinal e úlceras, inflamação crônica intestinal e lesões em diversos órgãos, gerando danos significativos nas espécies que acomete, sobretudo em alta carga parasitária. Por apresentar elevada carga parasitária, se mostrarem assintomáticos à avaliação clínica e percorrerem territórios peri-urbanos, os gatos-mourisco possivelmente podem atuar como reservatórios naturais desses nematóides nessa região. (CAPES).

(IEF, Instituto Estadual de Florestas MG )

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TRANSPLANTE DE CÉLULAS-TRONCO MESENQUIMAIS PARA O TRATAMENTO DE DEFEITOS CRÍTICOS PRODUZIDOS EM CALVÁRIA DE CAMUNDONGOS

AMANDA MARIA SENA REIS (Bolsista FAPEMIG/UFV), BETÂNIA SOUZA MONTEIRO (Bolsista CNPq/UFV), RICARDO JUNQUEIRA DEL CARLO (Orientador/UFV), Napoleão Martins Argôlo Neto (Não Bolsista/UFV), LAILA DE PAULA BONFÁ (Não Bolsista/UFV), HIGO NASSER SANTANNA MOREIRA (Bolsista FAPEMIG/UFV), Cinthya Dessaune Neves (Não Bolsista/UFV), DANIEL PORTELA DIAS MACHADO (Não Bolsista/UFV)

Células-tronco mesenquimais (MSC) estão presentes em nichos especializados nas regiões perivasculares dos tecidos adultos e são capazes de se diferenciar em diversos tipos celulares, dentre eles, os comprometidos com processos de reparação óssea. No presente estudo foi avaliada a eficácia das MSC, oriundas da medula óssea de oito camundongos C57BL/6 gfp+ e expandidas em culturas, na reparação de defeitos críticos produzidos em calvária de 24 camundongos isogênicos C57BL/6 jovens. Os animais foram submetidos a um defeito craniano de 6,0mm de diâmetro e separados em dois grupos experimentais iguais. O grupo controle não recebeu tratamento e no grupo tratado foi administrado, no interior do defeito, pellet de MSC contendo 1,0 x 107 células/mL. Foram realizadas avaliações macroscópica, histológica e reação em cadeia de polimerase. Verificou-se macroscopicamente que independente do grupo, não foi observado crescimento ósseo fora das margens receptoras e nem abaixo da meninge e ausência de fechamento total dos defeitos até o período final de avaliação. Histologicamente no grupo tratado observou-se maiores angiogênese e quantidade de novo tecido ósseo depositado nas margens do defeito, quando comparadas ao controle, e a formação óssea aumentava com o passar do tempo. Aos 10 dias, verificou-se também precocidade da formação óssea e intensa movimentação celular oriunda dos tecidos moles presentes na periferia do defeito e presença de tipos celulares indiferenciados no interior da falha, de morfologia cubóide e núcleos arredondados, ocupando o interior do defeito e em contato com as margens receptoras. A amostra derivada do tecido que foi tratado com MSC apresentou o fragmento de DNA do gene repórter (gfp) amplificado por PCR e confirmado por eletroforese em gel de agarose. Constatou-se que o transplante de MSC aplicadas em defeitos ósseos críticos na calvária de camundongos C57BL/6 jovens contribui positivamente para o processo de reparação óssea. (CAPES, FAPEMIG e CNPq)

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CULTURA E CARACTERIZAÇÃO DE CÉLULAS-TRONCO MESENQUIMAIS DERIVADAS DE MEDULA ÓSSEA DE CAMUNDONGO: COLETA, EXPANSÃO E DIFERENCIAÇÃO CELULAR

AMANDA MARIA SENA REIS (Bolsista FAPEMIG/UFV), RICARDO JUNQUEIRA DEL CARLO (Orientador/UFV), BETÂNIA SOUZA MONTEIRO (Bolsista CNPq/UFV), NAPOLEÃO MARTINS ARGÔLO NETO (Não Bolsista/UFV), DANIEL PORTELA DIAS MACHADO (Não Bolsista/UFV)

As células-tronco mesenquimais (MSC) estão presentes em diversos tecidos, com função de regeneração tecidual, são caracterizadas pela multipotencialidade podendo se diferenciar, sob condições apropriadas, em células de origem mesodermais e não mesodermais. Neste trabalho foi observada a expansão e diferenciação das células em osteoblastos após coleta das MSC derivadas da medula óssea. Para a coleta das células, foram utilizados camundongos machos da linhagem C57BL/6. Os animais foram submetidos à eutanásia por sobredosagem anestésica e contidos em decúbito dorsal onde os fêmures esquerdo e direito foram retirados cirurgicamente, tendo seccionada suas epífises distais. Para lavagem do canal medular, foi introduzida na epífise proximal uma agulha acoplada a uma seringa de 5mL, preenchida com meio de crescimento DMEM completo acrescido de 10% de soro fetal bovino (SFB), antibióticos e antifúngicos. Após contagem das células em câmara de Neubauer, quando foi obtida uma concentração celular mínima, a solução foi transportada para uma placa de crescimento e colocada em estufa. Diariamente foram feitos acompanhamentos e registros dos aspectos macroscópicos por meio da visualização da cultura em microscópio óptico invertido.  Após estabelecimento da cultura (10-15 dias) também foram efetuados registros fotográficos utilizando microscópio eletrônico de varredura. Verificou-se que as células recém retiradas da medula apresentavam aspecto arredondado e que ao quarto dia algumas já começavam a apresentar morfologia fibroblastóide. No oitavo dia presenciamos uma monocamada celular com predomínio de morfologia fibroblastóide com 60% de confluência. No décimo terceiro dia atingiu confluência de 70%, aumentando no décimo quarto para 80%. Quanto à diferenciação osteogênica, esta foi identificada por sua morfologia e corante específico Vermelho de Alizarina. O protocolo utilizado, nesta pesquisa, para coleta das células tronco mesenquimais, expansão e diferenciação em osteoblastos foi factível. As células se aderiram, expandiram e diferenciaram, estando aptas para o transplante por volta de 15 dias após o inicio da cultura.

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HIPERQUERATOSE EM PACA (CUNICULUS PACA): RELATO DE CASO

ANA CAROLINA ORTEGAL ALMEIDA (Não Bolsista/UFV), NÍTSA ERCLIEWISKI FALCON RODRIGUES (Não Bolsista/UFV), GUSTAVO ROLLO MUNIZ DE OLIVEIRA (Não Bolsista/UFV), AYISA RODRIGUES DE OLIVEIRA (Bolsista CAPES/UFV), FILIPE TAVARES CARNEIRO (Bolsista FAPEMIG/UFV), VINÍCIUS HEROLD DORNELAS E SILVA (Não Bolsista/UFV), ANA PAULA LIMA PERDIGÃO (Não Bolsista/UFV), ALEXANDRE DE OLIVEIRA TAVELA (Bolsista CAPES/UFV), MOACIR CARRETTA JUNIOR (Não Bolsista/UFV), TARCIZIO ANTONIO REGO DE PAULA (Orientador/UFV)

O Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS) recebe anualmente centenas de animais com diversos problemas com o objetivo de reabilitá-los e se possível devolvê-los à natureza. A Hiperqueratose ou Calo Córneo é caracterizada por lesões regularmente observadas em pacas de cativeiro e consiste em calos córneos na região dos metacarpos e calcâneos. São calos de tecido queratinizado extremamente resistentes, de coloração escura que tendem a curvar-se lateralmente formando expansões que ficam vulneráveis, e que podem se deslocar promovendo lacerações e exposição de superfícies ósseas. Podem ocorrer lesões agudas com formação de tecido de granulação, abscessos, sangramento e grave claudicação, levando a caquexia e morte. Este trabalho tem como objetivo relatar o caso de Hiperqueratose, patologia ocorrida neste animal. Em agosto de 2009 foi recebida no CETAS uma paca (Cuniculus paca) proveniente de um criatório em Ouro Preto-MG, a qual veio a óbito no decorrente mês. O animal foi necropsiado no dia 11 de agosto, sendo os calos córneos observados nos coxins plantares durante a perinecrópsia. Estes se apresentavam bastante espessados e com formação de úlceras de difícil cicatrização. A hiperqueratose provavelmente foi um fator concomitante para a morte do animal, já que a presença destes calos mal cicatrizados pode atuar como de porta de entrada para diversos patógenos. A ocorrência dessas lesões está associada à condição do piso e ao comportamento das pacas de manterem-se por longos períodos apoiadas sobre os tarsos. A pressão parece determinar o aumento da síntese de queratina, com conseqüente hiperqueratose localizada e produção de volumosos calos. Contribuem para o fato o sistema de criação preconizado pelo IBAMA,  o qual só permite instalações com piso de cimento, o que interfere diretamente para o fato, a flexibilização de construções com áreas não cobertas poderiam amenizar a manifestação de hiperqueratoses.

(CAPES, CNPq, Fapemig)

 (IEF, Instituto Estadual de Florestas MG )

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PARASITISMO POR TOXOCARA CATI, ANCYLOSTOMA SP. E TRICHURIS VULPIS EM GATO-DO-MATO-PEQUENO (LEOPARDUS TIGRINUS) MANTIDO EM CATIVEIRO

ANA CAROLINA ORTEGAL ALMEIDA (Não Bolsista/UFV), TARCIZIO ANTONIO REGO DE PAULA (Orientador/UFV), ALEXANDRE DE OLIVEIRA TAVELA (Bolsista CAPES/UFV), LETÍCIA BERGO COELHO FERREIRA (Bolsista PIBIC/CNPq/UFV), GEDIENDSON RIBEIRO DE ARAÚJO (Não Bolsista/UFV), LEANES CRUZ DA SILVA (Bolsista/UFV), THYARA DE DECO SOUZA (Não Bolsista/UFV), RAFAEL DE MORAIS GARAY (Não Bolsista/UFV), NATASHA LAGOS MAIA (Não Bolsista/)

No Centro de Triagem de Animais Silvestres da Universidade Federal de Viçosa (CETAS-UFV) frequentemente são recebidos animais provenientes de resgate, apreensão ou entrega espontânea, os quais são submetidos a exames coproparasitológicos de rotina e tratamentos clínicos quando necessário. Ocasionalmente são recebidos gatos-do-mato-pequeno (Leopardus tigrinus), espécie de felídeo que ocorre na região da Zona da Mata mineira. Segundo o IBAMA essa espécie se encontra vulnerável quanto ao risco de extinção. Este trabalho objetivou a pesquisa e identificação dos gêneros de helmintos de um indivíduo jovem da espécie Leopardus tigrinus, resgatado e trazido ao CETAS-UFV. Para o exame coproparasitológico foram coletadas amostras fecais de forma direta, após a defecação pelo animal. O material foi encaminhado ao Laboratório Clínico do CETAS-UFV, onde foi imediatamente processado. Utilizou-se o método de Willis (flutuação em solução hipersaturada de sal) e o exame direto. Observou-se resultado positivo para Toxocara cati, Ancylostoma sp. e Trichuris vulpis. Os dois primeiros constituem as respectivas zoonoses, larva migrans visceral e larva migrans cutânea. Em animais, a ancilostomose apresenta como principais sinais clínicos anemia, diarréia e lesões em forma de túneis lineares serpiginosos associadas à prurido. Enquanto a toxocaríase manifesta-se através de sinais associados à lesão em massa dos órgãos, devido a migração do parasita. Ambas as doenças são responsáveis por ocasionar quadro inflamatório crônico em animais, o que resulta em danos significativo à espécie. Diante do resultado observado e da ocorrência de indivíduos da espécie Leopardus tigrinus, presume-se que a Zona da Mata mineira abriga felinos silvestres parasitados por Toxocara cati, Ancylostoma sp. e Trichuris vulpis.(CAPES, CNPq)

 (IEF, Instituto Estadual de Florestas MG )

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DETECÇÃO DE ATIVIDADE ANTAGONISTA ESPECÍFICA E INESPECÍFICA DE BACTÉRIAS ÁCIDO LÁTICAS NATURALMENTE PRESENTES EM LEITE CRU DA REGIÃO AGRESTE DO ESTADO DE PERNAMBUCO

ANDERSON KEIZO YAMAZI (Bolsista CNPq/UFV), PAULA MENDONÇA MORAES (Não Bolsista/UFV), LUANA MARTINS PERIN (Não Bolsista/UFV), GABRIELA NOGUEIRA VIÇOSA (Bolsista PIBIC/CNPq/UFV), LUIS AUGUSTO NERO (Orientador/UFV)

Bactérias Ácido Láticas (BAL) são microrganismos naturalmente presentes em leite cru, e capazes de produzir substâncias com potencial antimicrobiano, como ácidos orgânicos, peróxido de hidrogênio e bacteriocinas, sendo que estas últimas, em especial, são amplamente estudadas visando o controle de patógenos em alimentos. O objetivo deste trabalho foi detectar a atividade antagonista de culturas de BAL isoladas de amostras de leite cru da região do Agreste do Estado de Pernambuco, Brasil. 870 culturas de BAL foram isoladas de leite cru, recuperadas em caldo MRS (incubação a 35°C/24h) e testadas quanto à atividade antagonista por 2 protocolos. Para detectar antagonismo inespecífico, 1 µL de cada cultura foi inoculado em placas contendo ágar M17, incubadas a 35°C/8h, e sobrepostas por uma camada de ágar Brain Heart Infusion (BHI) (0,75%) contendo 108 UFC/mL de um dos microrganismos sensíveis testados: Listeria monocytogenes Scott A, Salmonella Enteritidis ATCC 13076, Staphylococcus aureus ATCC 6538 ou Lactobacillus sakei ATCC 15521. Na detecção do antagonismo específico, associado à possível produção de bacteriocina, foi utilizado o ágar BHI em substituição ao M17 (para evitar a produção de ácido), tratado com catalase a 100 UI/mL (para degradar H2O2 produzido). As placas foram incubadas a 37°C por 24h e a formação de um halo de inibição ao redor da cultura era considerada atividade antagonista positiva. Antagonismo inespecífico e específico foi detectado, respectivamente, em 40 (4,6%) e 47 (5,4%) das culturas de BAL contra L. monocytogenes, 43 (4,9%) e 61 (7,0%) contra Lb. sakei e 3 (0,3%) e 19 (2,2%) contra Stap. aureus. Não houve atividade antagonista contra Salmonella Enteritidis. Os resultados obtidos indicam a presença de BAL na microbiota de leite cru com atividade antagonista para os microrganismos estudados, demonstrando seu potencial em estudos mais detalhados visando sua utilização como ferramentas para garantia de segurança alimentar.

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TRATAMENTO DE ÚLCERAS PENETRANTES EXPERIMENTAIS NA CÓRNEA DE COELHOS COM N-BUTIL 2-CIANOACRILATO

ANNA CAROLINA DO NASCIMENTO FRAZÃO (Bolsista FAPEMIG/UFV), ANDREA PACHECO BATISTA BORGES (Orientador/UFV), DANIEL PORTELA DIAS MACHADO (Não Bolsista/UFV), KELLY CRISTINE DE SOUSA PONTES (Bolsista CAPES/UFV), RENATO BARROS ELEOTÉRIO (Bolsista CAPES/UFV), TATIANA SCHMITZ DUARTE (Não Bolsista/UFV), RODRIGO VIANA SEPÚLVEDA (Bolsista CNPq/UFV), PRISCILA SOARES FERREIRA (Não Bolsista/UFV), EMILY CORRENA CARLO REIS (Bolsista CAPES/UFV), NATÁLIA ALVES FERNANDES (Bolsista FAPEMIG/UFV)

O n-butil 2-cianoacrilato é utilizado na reparação de úlceras de córnea devido sua fácil aquisição, baixo custo, ausência de complicações e suas características bactericidas. Objetivou-se nesta pesquisa avaliar os efeitos do n-butil 2-cianoacrilato em úlceras penetrantes experimentais da córnea de coelhos.  Os procedimentos foram efetuados com o auxilio de microscópio cirúrgico. Realizou-se ceratectomia penetrante com a utilização de um punch descartável para biópsia de 2 mm em 15 coelhos e, posteriormente, aplicou-se n-butil 2-cianoacrilato sobre a extensão da lesão. No pós operatório foi feita limpeza do olho operado uma vez ao dia. As córneas foram tratadas com colírio a base de neomicina 0,175%, polimixina B 10.000 UI/ml e bacitracina 0, 025% (por 15 dias) e de colírio a base de atropina a 0,5% (por 3 dias), na dose de uma gota a cada quatro horas. A avaliação clínica foi realizada a cada 24 horas por 7 dias e a cada 48 horas até o final do período de observação. Avaliaram-se fotofobia, blefaroespasmo, quemose, congestão conjuntival, edema de íris, “rubeosis iridis”, permanência do adesivo e secreção ocular. Estes sinais foram presentes na maioria dos animais apenas nas duas primeiras semanas de pós-operatório. A opacidade do cristalino foi presente em 53% dos animais devido ao contato do adesivo com sua cápsula anterior.  Aos 15 dias de observação, 60% dos animais foram negativos ao teste do tingimento pela fluoresceína. De acordo com os resultados obtidos, da maneira como este estudo foi realizado, pode-se concluir que o uso do n-butil 2-cianoacrilato é eficaz no tratamento de perfurações da córnea, entretanto deve ser empregado com algum material que impeça seu contato com a cápsula anterior da lente, a fim de evitar a formação de catarata.  Agradecimentos: Ophthalmos Indústria Farmacêutica Ltda.

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IDENTIFICAÇÃO DO PADRÃO TRICOLÓGICO DE GATO MOURISCO (PUMA YAGOUAROUNDI, É. GEOFFROY, 1803) (FELIDAE: CARNIVORA) ENCONTRADO NA ZONA DA MATA, MG.

ANNA MARIA COTTA E OLIVEIRA (Não Bolsista/UFV), TARCIZIO ANTONIO REGO DE PAULA (Orientador/UFV), GEDIENDSON RIBEIRO DE ARAÚJO (Não Bolsista/UFV), THYARA DE DECO SOUZA (Não Bolsista/UFV), GUILHERME DE SOUSA CAMPONÊZ (Não Bolsista/UFV), RAFAEL DE MORAIS GARAY (Não Bolsista/UFV), MARCELO GROSSI MACHADO (Não Bolsista/UFV), CECÍLIA MARIA VIANA VALE (Não Bolsista/UFV), ANTONIO CARLOS CSERMAK JUNIOR (Não Bolsista/UFV)

O Gato Mourisco é um felídeo que distribui-se amplamente em todo o Brasil, ocupando variados biomas, como a Amazônia, Caatinga, Cerrado, Pantanal, Mata Atlântica e Campos Sulinos. A atividade do gato-mourisco foi descrita como essencialmente diurna com eventuais movimentos a qualquer hora do dia ou noturna. É considerado no Rio Grande do Sul como Vulnerável e em São Paulo e Paraná como Deficiente em Dados, estando fora da lista nacional de mamíferos ameaçados de extinção. Os estudos da mastofauna são importantes para definir estratégias de conservação para as espécies. Neste sentido a tricologia microscópica se apresenta como uma técnica emergente que possibilita a identificação de espécies além do estudo da ecologia alimentar de carnívoros. O presente trabalho objetivou a identificação do padrão cuticular e medular de Gato Mourisco encontrado na Zona da Mata Mineira. Foram coletados tufos de pêlos da região dorso torácica de um animal de vida livre recebido no Centro de Triagem de Animais Silvestres da UFV (CETAS-UFV). No laboratório clínico e ambiental do CETAS-UFV os pêlos guarda foram separados e lavados em álcool 70%, para análise da cutícula os pêlos foram prensados entre duas laminas contendo esmalte incolor, já para a observação da medula estes foram diafanizados em água oxigenada e pó descolorante e posteriormente montados em laminas com bálsamo do Canadá. A classificação dos padrões encontrados foi a proposta por QUADROS (2002). Foi observado um padrão cuticular pavimentoso com escamas losângicas larga e um padrão medular com presença da medula contínua, sendo multisseriada, com células anastomosadas com forma trabecular fimbriada. Os padrões observados correspondem aos descritos por QUADROS (2002), o que confirmam a eficiência da tricologia como um método de identificação específica, e com aplicações em estudos de ecologia alimentar de carnívoros, mas apesar de suas vantagens tal ferramenta ainda é pouco utilizado no Brasil.

(IEF, Instituto Estadual de Florestas MG )

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