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Atividades 3 e 4


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Atividades 3 e 4



FINALIDADE DAS ATIVIDADES

A finalidade destas atividades é propiciar a análise crítica de situações a serem transpostas para a realidade educacional, identificando as orientações paradigmáticas e suas implicações.




INSTRUÇÕES

A seguir são apresentados dois textos. sua tarefa é proceder uma análise crítica de cada um dos dois textos, comparando-os após, identificando as orientações paradigmáticas implícitas e suas implicações no contexto educacional.


TEXTO DE APOIO


PESQUISA E INTERNET

Lurdes Santos Garcia


Partindo-se do princípio de que o uso da Internet, permite intercâmbio, experimentação e exploração de informações atualizadas, rompendo-se os limites da escola/sala de aula através das redes telemáticas, o trabalho de pesquisa pode tornar-se mais rico e atraente.
Como diz Levy (1999,p.10), “Quanto mais viajamos no planeta ou nos livros, na Internet ou na sociedade à nossa volta, mais se abre a nossa mente”.
Para Demo (1999), trabalhar com pesquisa tanto em sala de aula como em trabalhos extraclasse permite ao aluno a busca e a construção do conhecimento com entendimento e clareza, pois percorre vários caminhos, analisa, critica, duvida, busca confirmação, testa hipóteses e quando chega às conclusões finais, percebe-se que houve um processo de aprendizagem bem mais significativo do que a mera transmissão.
Por meio do trabalho de pesquisa pode acontecer, como afirma Demo (1998 p.8), uma educação “emancipatória”, para a autonomia. Nesse sentido, entretanto, é preciso que “ a noção de autonomia não se relacione com a antiga noção de liberdade, que era de algum modo imaterial e desligada das constrições e contingências (...) pelo contrário esta noção está estritamente ligada à de dependência, e a de dependência está inseparável da noção de auto-organização” ( Morin, 1994, p.69) (princípio do circuito retroativo e princípio de circuito recursivo, princípio de autonomia/dependência). Entretanto, romper com um ensino de transmissão não é tarefa fácil, uma vez que a maioria dos professores que encontram-se ainda hoje em sala de aula, tiveram sua formação baseada no ensino tradicional, naquele em que o professor fala ou escreve, e, o aluno, copia/decora, para depois devolver ao professor tal qual lhe foi “dado” o conhecimento.
Hoje, o professor tem em mãos uma variedade e uma quantidade enorme de meios não para facilitar sua tarefa, mas para enriquecer e dar significado aquilo que ensina e a pesquisa é um desses meios.
O trabalho com pesquisa possibilita desenvolver a criticidade, intervir e modificar a realidade, pois nele está inserido o questionamento que significa não aceitar pacificamente as coisas que são ditas ou que estão postas, mas buscar a verdade em suas origens.
Para Demo (1998 p. 12) “ a pesquisa deve ser uma atitude cotidiana, no professor e no aluno, desde logo para desfazer a expectativa arcaica de que a pesquisa é coisa especial, de gente especial”,
Quando o aluno busca na Internet suporte para seus trabalhos, está realizando dois trabalhos que lhe possibilitam ampliar seus conhecimentos; o primeiro é buscar informações sobre o assunto de que necessita; o segundo é comprovar a fidedignidade dos dados encontrados. Ao realizar este duplo movimento, o resultado pode superar os objetivos inicialmente previstos pelo professor.
A pesquisa segundo Demo ( 1999, p. 36-37) “ poderá ser um diálogo inteligente com a realidade... Diálogo é a fala contrária, entre autores que se encontram e se defrontam”. Associando-se a este pensamento o de Morin (1990, p.107) “o diálogo é a associação de idéias ao mesmo tempo complementares e antagônicas que produzem a organização e a complexidade que impelem o indivíduo a um permanente estado de descoberta”.
Se partirmos das falas de Demo e Morin, podemos entender a importância do trabalho de pesquisa e quanto enriquecedora pode ser a tarefa para alunos e professores que buscam uma formação baseada num ensino de qualidade que desenvolva a criatividade, a criticidade, a autonomia, a reconstrução do saber, o reaprender a aprender, ampliando as possibilidades de real inserção no contexto investigado de modo a transformá-lo.
Para Demo (1999 p. 42 )
A pesquisa como princípio científico e educativo faz parte integrante de todo processo emancipatório, no qual se constrói o sujeito histórico auto-suficiente, crítico e aut-crítico, participante, capaz de reagir contra a situação de objeto e de não cultivar os outros como objeto; e que pesquisa como diálogo é processo cotidiano, integrante do ritmo da vida, produto e motivo de interesses sociais em confronto, base da aprendizagem que não se restrinja a mera reprodução; na acepção mais simples, pode significar, saber, informar-se para sobreviver para enfrentar a vida de modo consciente.

Pesquisar o que é veiculado na Internet pode abrir espaço para grandes questionamentos, por ser uma rede imensa, povoada por internautas de várias idades, raças, culturas e religiões viabilizando confronto de idéias antagônicas e complementares.(princípio dialógico).


A pesquisa porém vai além dos livros, das revistas, da Internet, dos software: tem potencial para desencadear discussões não só via rede mas também presenciais.
O que percebemos nos dias de hoje, mesmo depois de todo o avanço tecnológico é o não aproveitamento destes trabalhos. Quase sempre o professor solicita uma pesquisa bibliográfica com apresentação oral, em geral de grupo, onde cada participante relata aos demais uma parte do que foi encontrado, os colegas “pacificamente” “ouvem”, na maioria das vezes sem questionamento. O trabalho “em grupo”, muitas vezes não passa de uma “colcha de retalhos” aparece fragmentado. Se o apresentador teve pouco ou nenhum envolvimento com a “pesquisa” limita-se em geral a ler a parte que lhe coube. O professor quando não está preparado para lidar com este tipo de atividade, também não faz relevantes interferências, gerando com isto o desinteresse por parte daqueles que realmente fizeram um trabalho sério e que, na próxima solicitação poderão tender a diminuir a qualidade, pois o trabalho de “pesquisa” neste caso serve apenas como complemento de nota perdendo toda a riqueza que lhe é peculiar.
A pesquisa permite ao aluno aprender além do que lhe é ensinado na sala de aula, implica descoberta e criação, pressupõe ultrapassar a cópia, a reprodução.(Demo, 1998).
A pesquisa em sala de aula requer uma outra atitude do professor, e, em especial do professor universitário que trabalha nos cursos de formação docente.

Cada professor precisa saber propor seu modo próprio e criativo de teorizar e praticar a pesquisa, renovando-a constantemente e mantendo-a como fonte principal de sua capacidade inventiva.” (Demo, 1998, p.14)


A pesquisa pode ser o espaço em que o professor oferece aos alunos a oportunidade e a liberdade para crescerem intelectualmente, para questionarem e serem questionados, para vencerem desafios, medos, construírem a autonomia, desenvolverem habilidades importantes como :

  • traçar caminhos para encontrar os dados;

  • estabelecer relações com a realidade;

  • organizar e estruturar os dados encontrados;

  • selecionar referencial teórico para embasamento do trabalho;

  • escrever e reescrever criticamente;

  • interpretar dados;

  • expressar-se com clareza, entre outras tantas habilidades que poderiam ser citadas.

É importante que a pesquisa busque a inserção do indivíduo em seu mundo, com consciência de que ele faz parte de um todo muito maior e pelo qual também é responsável e que este todo também retroage sobre ele a cada momento, modificando-o e colocando-o em constante estado de alerta para os desafios maiores que podem ser provocados por agentes internos ou externos a ele mesmo (princípios organizativo, hologrâmico, do circuito retroativo e do circuito recursivo).

Segundo Demo (1999, p. 43) “ o que faz da aprendizagem algo criativo é a pesquisa, porque a submete ao teste, à dúvida, ao desafio, desfazendo tendências meramente reprodutivas. Ensinar e aprender se dignificam na pesquisa que reduz e/ou elimina a marca imitativa.
O computador pode servir tanto para a pesquisa, como para armazenar o que foi pesquisado, e tê-lo à disposição torna o material de pesquisa sempre atualizado, reconstruído a cada argumento novo encontrado.(princípio da reintrodução do conhecimento no conhecimento). Neste contexto, a Internet pode ser de extrema relevância.
Neste sentido, para Perrenoud (1993, p.123) pesquisa inclui “escutar e olhar com atenção, pois muitas vezes... não vemos bem e nem sequer escutamos, porque já estamos a contar com o que vamos ver e ouvir, ou porque temos preconceitos ou imaginamos a realidade tal como nós a pensamos”.
“Nossos sistemas mentais filtram a informação: ignoramos, censuramos, rejeitamos, desintegramos o que não queremos saber (...) Assim, nós nos acomodamos para não ver o que está sempre à vista (saturação), olhamos para outra coisa (diverso) mesmo quando temos todas as informações à nossa disposição (...) uma convicção bem arraigada destrói a informação que a demente” (Morin, 1994, p.44).

Assim, pesquisar, requer dedicação, iniciativa e vontade de aprender, utilizando criticamente as formas de acesso às informações, desconfiando das próprias concepções. Por não ser um trabalho de resultados imediatos é que a educação pela pesquisa requer dedicação e demanda de tempo. Para ser pesquisador a pessoa necessita estar impregnada pelo tema que deseja desvelar, para compreender as múltiplas relações que isto implica, para que consiga relativizar as evidências do senso comum. Com a consciência do arbitrário e da complexidade, da multiplicidade de pontos de vista e das interpretações, surgem as condições de compreender a existência da diversidade de práticas e de representações.


Neste contexto, cabe ao professor mobilizar e mobilizar-se, buscando despertar e acompanhar o interesse, estabelecendo e auxiliando a estabelecer relações que podem gerar novo conhecimento.
Numa cultura cada vez mais multicultural e num horizonte permeado de contradições, a criatividade é uma palavra-chave que pressupõe o ser humano numa nova atitude perante a vida, de perceber, sentir e viver a realidade. A criação precisa associar-se à alegria de ser e de viver, aproveitar os sonhos, a imaginação, viabilizando a descoberta de soluções inovadoras e autoconhecimento.
Para Demo (1998, p.13) “Cabe ao professor competente vislumbrar as maneiras de fazer a passagem segura entre o mero aprender e o aprender a aprender” Entretanto Morim (2000a) vai além , defendendo a idéia de reaprender a aprender pela necessidade de ruptura com uma “velha” forma de aprendizagem já instalada.
O educador do novo milênio, assim como os profissionais de outras áreas necessitarão reaprender a aprender e a ensinar, visto que a nova população que possivelmente estará nas escolas e universidades poderá contar, cada vez mais, com o acesso às múltiplas fontes de informações que precisarão ser entendidas, analisadas e decodificadas, para que o ensino e a aprendizagem sejam alavancas propulsoras de novos e enriquecedores conhecimentos. Entretanto, como toda inovação, a Internet está sujeita a distorções e mau uso pela má fé ou pelo prazer de ver destruídos produtos que servem para o bem-estar ou por aqueles que utilizam estes recursos para benefício próprio, vendendo produtos que não são entregues ou quando entregues, não correspondem ao que foi anunciado ou que incentivam o sexo e a prostituição, por exemplo.
Estes são alguns riscos que tornam as pessoas vulneráveis nesta rede de relações, que pode ser acessada por qualquer um que disponha de infra-estrutura. Frente a estes riscos, é imprescindível um professor competente, que saiba explorar pedagogicamente esta ferramenta para o desenvolvimento do pensamento e que saiba discutir com seus alunos aspectos cruciais e importantes, para que possam usar a Internet criticamente e como elemento auxiliar no desenvolvimento cognitivo, social e afetivo.


TEXTO 2

De: Jose Antonio Gonzalez EM 07/05/01 (E-MAIL)

Subject: En: O Bosque e uma lição

> Tempos atrás, eu era vizinho de um médico, cujo "hobby" era plantar

> árvores no enorme quintal de sua casa.

>

> Às vezes, observava da minha janela o seu esforço para plantar árvores e mais árvores, todos os dias.



>

> O que mais chamava a atenção, entretanto, era o fato de que ele jamais regava as mudas que plantava.

>

> Passei a notar, depois de algum tempo, que suas árvores estavam demorando muito para crescer.



>

> Certo dia, resolvi então aproximar-me do médico e perguntei se ele não tinha receio de que as árvores não crescessem, pois percebia que ele nunca as regava.

>

> Foi quando, com um ar orgulhoso, ele me descreveu sua fantástica teoria.



>

> Disse-me que, se regasse suas plantas, as raízes se acomodariam na superfície e ficariam sempre esperando pela água mais fácil, vinda de cima.

>

> Como ele não as regava, as árvores demorariam mais para crescer, mas suas raízes tenderiam a migrar para o fundo, em busca da água e das várias fontes nutrientes encontradas nas camadas mais inferiores do solo.



>

> Assim, segundo ele, as árvores teriam raízes profundas e seriam mais resistentes às intempéries.

>

> Disse-me ainda, que freqüentemente dava uma palmadinha nas suas árvores, com um jornal enrolado, e que fazia isso para que se mantivessem sempre acordadas e atentas.



>

> Essa foi a única conversa que tive com aquele meu vizinho.

>

> Logo depois, fui morar em outro país, e nunca mais o encontrei.



>

> Varios anos depois, ao retornar do exterior fui dar uma olhada na minha antiga residência.

>

> Ao aproximar-me, notei um bosque que não havia antes.



>

> Meu antigo vizinho, havia realizado seu sonho!

>

> O curioso é que aquele era um dia de um vento muito forte e gelado, em que as árvores da rua estavam arqueadas, como se não estivessem resistindo ao rigor do inverno.



>

> Entretanto, ao aproximar-me do quintal do médico, notei como estavam sólidas as suas árvores: praticamente não se moviam, resistindo implacavelmente àquela ventania toda.

>

> Que efeito curioso, pensei eu...



>

> As adversidades pela qual aquelas árvores tinham passado, levando

> palmadelas e tendo sido privadas de água, pareciam tê-las beneficiado de um modo que o conforto o tratamento mais fácil jamais conseguiriam.

>

> Todas as noites, antes de ir me deitar, dou sempre uma olhada em meus filhos.



>

> Debruço-me sobre suas camas e observo como têm crescido.

>

> Freqüentemente, oro por eles.



>

> Na maioria das vezes, peço para que suas vidas sejam fáceis:

>

> "Meu Deus, livre meus filhos de todas as dificuldades



> e agressões desse mundo"...

>

> Tenho pensado, entretanto, que é hora de alterar minhas orações.



>

> Essa mudança tem a ver com o fato de que é inevitável que os ventos gelados e fortes nos atinjam e aos nossos filhos.

>

> Sei que eles encontrarão inúmeros problemas e que, portanto, minhas orações para que as dificuldades não ocorram, têm sido ingênuas demais.



>

> Sempre haverá uma tempestade, ocorrendo em algum lugar.

>

> Portanto, pretendo mudar minhas orações.



>

> Farei isso porque, quer nós queiramos ou não, a vida é não é muito fácil.

>

> Ao contrário do que tenho feito, passarei a orar para que meus filhos



> cresçam com raízes profundas, de tal forma que possam retirar energia das melhores fontes, das mais divinas, que se encontram nos locais mais remotos.

>

> Oramos demais para termos facilidades, mas na verdade o que precisamos fazer é pedir para desenvolver raízes fortes e profundas, de tal modo que quando as tempestades chegarem e os ventos gelados soprarem, resistiremos bravamente, ao invés de sermos subjugados e varridos para longe.




TEXTO 3

De: Fernando Eugenio Rall EM07/05/01 (E-MAIL)

Assunto: [CAI-CYT] AUGURIOS!!
APRENDER A PENSAR

Este es un cuentito especial para ingenieros, amantes de la física o personas a las que les guste pensar.

Sir Ernest Rutherford, presidente de la Sociedad Real Británica y Premio Nobel de Química en 1908, contaba la siguiente anécdota:

Hace algún tiempo, recibí la llamada de un colega. Estaba a punto de poner un cero a un estudiante por la respuesta que había dado en un problema de física, pese a que éste afirmaba con rotundidad que su respuesta era absolutamente acertada.



Profesores y estudiantes acordaron pedir arbitraje de alguien imparcial y fui elegido yo. Leí la pregunta del examen y decía: "Demuestre cómo es posible determinar la altura de un edificio con la ayuda de un barómetro". El estudiante había respondido: "Lleva el barómetro a la azotea del edificio y átale una cuerda muy larga. Descuélgalo hasta la base del edificio, marca y mide. La longitud de la cuerda es igual a la longitud del edificio". Realmente, el estudiante había planteado un serio problema con la resolución del ejercicio, porque había respondido a la pregunta correcta y completamente. Por otro lado, si se le concedía la máxima puntuación, podría alterar el promedio de sus de estudios, obtener una nota más alta y así certificar su alto nivel en física; pero la respuesta no confirmaba que el estudiante tuviera ese nivel.Sugerí que se le diera al alumno otra oportunidad. Le concedí seis minutos para que me respondiera la misma pregunta pero esta vez con la advertencia de que en la respuesta debía demostrar sus conocimientos de física. Habían pasado cinco minutos y el estudiante no había escrito nada .Le pregunte si deseaba marcharse, pero me contesto que tenia muchas respuestas al problema. Su dificultad era elegir la mejor de todas. Me excusé por interrumpirle y le rogué que continuara. En el minuto que le quedaba escribió la siguiente respuesta: "Coge el barómetro y lánzalo al suelo desde la azotea del edificio, calcula el tiempo de caída con un cronómetro. Después se aplica la formula altura = 0,5 por A por T2. Y así obtenemos la altura del edificio".

En este punto le pregunte a mi colega si el estudiante se podía retirar. Le dio la nota mas alta. Tras abandonar el despacho, me reencontré con el estudiante y le pedí que me contara sus otras respuestas a la pregunta. Bueno, respondió, hay muchas maneras, por ejemplo, coges el barómetro en un día soleado y mides la altura del barómetro y la longitud de su sombra. Si medimos a continuación la longitud de la sombra del edificio y aplicamos una simple proporción, obtendremos también la altura del edificio. Perfecto, le dije, ¿y de otra manera? Sí, contestó; este es un procedimiento muy básico para medir un edificio, pero también sirve. En este método, coges el barómetro y te sitúas en las escaleras del edificio en la planta baja. Según subes las escaleras, vas marcando la altura del barómetro y cuentas el numero de marcas hasta la azotea. Multiplicas al final la altura del barómetro por el numero de marcas que has hecho y ya tienes la altura. Este es un método muy directo.Por supuesto, si lo que quiere es un procedimiento mas sofisticado, puede atar el barómetro a una cuerda y moverlo como si fuera un péndulo.Si calculamos que cuando el barómetro está a la altura de la azotea la gravedad es cero y si tenemos en cuenta la medida de la aceleración de la gravedad al descender el barómetro en trayectoria circular al pasar por la perpendicular del edificio, de la diferencia de estos valores, y aplicando una sencilla formula trigonométrica, podríamos calcular, sin duda, la altura del edificio. En este mismo estilo de sistema, atas el barómetro a una cuerda y lo descuelgas desde la azotea a la calle. Usándolo como un péndulo puedes calcular la altura midiendo su periodo de precesión. En fin, concluyó, existen otras muchas maneras. Probablemente, siguió, la mejor sea coger el barómetro y golpear con él la puerta de la casa del conserje. Cuando abra, decirle: señor conserje, aquí tengo un bonito barómetro. Si usted me dice la altura de este edificio, se lo regalo. En este momento de la conversación, le pregunté si no conocía la respuesta convencional al problema (la diferencia de presión marcada por un barómetro en dos lugares diferentes nos proporciona la diferencia de altura entre ambos lugares) Evidentemente, dijo que la conocía, pero que durante sus estudios sus profesores habían intentado enseñarle a pensar. El estudiante se llamaba Niels Bohr, físico danés, premio Nobel de Física en 1922, más conocido por ser el primero en proponer el modelo de átomo con protones y neutrones y los electrones que lo rodeaban. Fue fundamentalmente un innovador de la teoría cuántica. Al margen del personaje, lo divertido y curioso de la anécdota, lo esencial de esta historia, es que LE HABÍAN ENSEÑADO A PENSAR.


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