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9 ª Reunión de la Red de Popularización de la Ciencia y la Tecnología en América Latina y el Caribe


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9

ª Reunión de la Red de Popularización de la Ciencia y la Tecnología en América Latina y el Caribe




FORMATO PARA PRESENTAR TRABAJOS

9ª Reunión de la Red Pop

8 al 10 de Abril, 2005 – Río de Janeiro, RJ - Brasil



Título completo de la presentación

PROJETO JOVENS TALENTOS PARA A CIENCIA: DIVULGANDO A CIENCIA E FORMANDO CIDADÃOS








  • Modalidad de presentación:

Trabajo oral


  • Línea temática:

2. Museos y centros interactivos de ciencia EDUCACIÓN NO FORMAL


  • Datos personales del(los) autor(es):




Nombre del expositor

Jorge Belizario

Otros autores

Marcus Soares, Michele Rodrigues e Willians Junior

Institución

Fundação CECIERJ

Domicilio

Rua Florianópolis, 930, bl 1, apto 305

Ciudad / Estado1

Rio de Janeiro

C.P. / País

Brasil

Teléfono

Código: +55 21 Número: 2299-2975

Fax

Código: +55 21 Número: 2568-0725

Correo electrónico

jtalentoscecierj@yahoo.com.br e msoares@cederj.rj.gov.br

Nombre de otros autores







  • Datos institucionales:




Nombre de institución

Fundação CECIERJ

Programa o centro

Divulgação Cientifica

Domicilio

Rua Visconde de Niterói, 1364

Ciudad /Estado

Rio de Janeiro

C.P. / País

Brasil

Teléfono

Código: +55 21 Número: 2299-2975

Fax

Código: +55 21 Número: 2568-0725

Página Web

www.cecierj.rj.gov.br/jtalentos

Miembro de Red Pop

___



SI SE PROPONE PONENCIA PARA MESA DE TRABAJO:


  • Equipo de apoyo requerido para la presentación (en caso de mesas de trabajo):

 Proyector de cañón (para PC)  Computadora (PC) con Office




  • Resumen de la propuesta de presentación:

(Extensión de media cuartilla, en programa Word para Windows, en hoja tamaño carta, con letra Arial a 12 puntos, sin notas al pie de página y con interlineado sencillo. Los márgenes deberán ser: superior e inferior de 2 cm. y laterales de 2.5 cm).

O presente trabalho relata a experiência do Projeto Jovens Talentos para a Ciência que tem como um dos principais objetivos a inserção de alunos do ensino médio da rede pública estadual de ensino em laboratórios de pesquisa, possibilitando desta forma a vivência do aluno na prática científica. O jovem estudante recebe uma bolsa de estudos paga pela FAPERJ como forma de incentivo. Este ao se inserir no laboratório, passa a ser orientado pelo pesquisador que prepara um plano de trabalho para o aluno bolsista/estagiário. Após 8 meses de trabalho no laboratório, o aluno pode ter sua bolsa renovada a pedido do pesquisador e passa para a segunda fase do projeto, que tem a duração de 12 meses, onde ele poderá se aprofundar na sua pesquisa. Ao final deste processo ele apresenta os resultados de seu trabalho em um encontro que reúne todos os alunos “Jovens Talentos”.

O Projeto foi em 1999 e ao longo destes 06 anos, já atendeu mais de 1434 alunos e tem como parceiros 263 pesquisadores de 21 instituições de pesquisa em todo estado, abrangendo mais de 23 municípios e 31 áreas de pesquisa.





  • Trabajo en extenso:

PROJETO JOVENS TALENTOS PARA A CIÊNCIA: DIVULGANDO A CIÊNCIA E FORMANDO CIDADÃOS


Jorge Belizário, Marcus Soares, Michele Rodrigues e Willians Junior

Fundação Cecierj



www.cecierj.rj.gov.br

jtalentoscecierj@yahoo.com.br
INTRODUÇÃO

Este trabalho é um relato da experiência desenvolvida no Projeto Jovens Talentos para a Ciência, ligado à vice-presidência de Divulgação Científica da Fundação Centro de Ciências e Ensino Superior a Distância do Estado do Rio de Janeiro – Fundação CECIERJ. Este projeto tem como objetivos: (i) promover a iniciação cientifica de jovens estudantes do ensino médio da rede pública estadual de educação; (ii) estimular a abertura de instituições de pesquisa para o recebimento de jovens estudantes; (iii) contribuir no processo de divulgação cientifica entre jovens estudantes e; (iv) estimular a vocação cientifica em alunos do ensino médio da rede estadual de ensino.


JUSTIFICATIVA

A rede estadual de ensino do Rio de Janeiro conta atualmente com aproximadamente 600 mil alunos cursando o ensino médio. Entretanto estes jovens estudantes, em sua maioria não têm a oportunidade de estabelecer relações mais próximas com que tem sido produzido pelas instituições de pesquisa, nas áreas de ciências e tecnologia. Muitos destes estudantes, ao terminar o ensino médio não tem perspectivas de trabalho definidas ou de prestar concurso para algum curso de nível superior. Isto se deve, muitas vezes, as deficiências encontradas na formação geral e cientificas dos estudantes que acabam não compreendendo as diversas possibilidades que as carreiras cientificas, como biologia, física, química, matemática, geologia, paleontologia, entre outras, podem oferecer.

Outro fator que favorece o afastamento do estudante das áreas cientificas é o aspecto mítico e tautológico que a ciência assume diante dos estudantes. Estes vêem a ciência como algo distante e muitas vezes inatingível, pois esta é apresentada a eles, por muitos professores, como uma fonte de verdades absolutas. Não podemos culpar os docentes por este equívoco, pois suas formações foram pautadas no paradigma racionalidade técnica (SOARES, 2003), e que tem sua origem na visão positivista de ciência (SILVA, 1999).

Nesta perspectiva vale o esforço de se pensar sobre como estes jovens estudantes de escolas públicas, que encontram diversas dificuldades, como falta de material e de pessoal, por exemplo, poderiam relacionar-se ou estabelecer contato com a produção cientifica que é construída em sua fonte primária, ou seja, dentro dos laboratórios de pesquisa onde o contato com cientistas é direto?

Para Ferreira (2003), este contato direto entre cientistas e alunos do ensino médio traz benefícios incontáveis para os estudantes, pois estes ficam face-a-face com a realidade vivida nos laboratórios de pesquisa, além de o aluno aprender e conhecer a ciência, fazendo-a.

Nesse sentido, a Fundação CECIERJ e a Fundação de Amparo à Pesquisa do estado do Rio de Janeiro - FAPERJ, tem implementado, desde 1999 o Projeto Jovens Talentos para a Ciência. Segundo Neves et al (2001) esta não é uma experiência pioneira, pois segue os mesmos moldes da experiência desenvolvida pelo Programa de Vocação Cientifica - Provoc - da Fundação Oswaldo Cruz. Entretanto, a experiência desenvolvida pela Fundação CECIERJ apresenta um diferencial marcante e inovador, no que tange o público atendido, quando comparado com o Provoc, já que nosso projeto atende exclusivamente jovens de escolas públicas da rede estadual de ensino. Para Neves et al (ibid.,p.53) nossos alunos são freqüentemente:


excluídos da possibilidade de ingresso em universidades públicas dado que nos exames vestibulares para estas instituições exige-se dos jovens um capital cultural que lhes é negado, de diversas formas, ao longo de sua educação básica”.
Ao criar espaços para que estes jovens estudantes criem um vínculo com a área cientifica e dêem início a uma iniciação cientifica diferenciada daquela que eles têm na escola, acreditamos que desta forma possibilitamos a criação de um espaço de reflexão junto ao ambiente escolar. A vivência dos estudantes em um ambiente acadêmico, onde eles mantêm contato com um grupo social que tem como característica, gerar conhecimentos, fazer descobertas, assumir posturas investigativas, influencia de forma significativa na sua vida. Nas avaliações respondidas pelos estagiários, ao final do programa de trabalho ao qual ele estava vinculado, percebe-se que ocorre uma mudança nas posturas, atitudes e no senso de responsabilidade destes alunos, o que indica um amadurecimento deste estudante.

ABRANGÊNCIA


O projeto atende atualmente 23 municípios do estado, tendo 263 pesquisadores engajados na orientação de 450 estudantes que trabalham nos laboratórios, como estagiários de iniciação científica. Estes alunos se distribuem por 21 instituições de pesquisa cadastradas pelo projeto, contemplando 34 áreas de pesquisa.

DESCRIÇÃO DA EXPERIÊNCIA

O Projeto Jovens Talentos, é uma iniciativa da Fundação CECIERJ e da FAPERJ, que seleciona alunos da segunda série do ensino médio e profissional da rede pública estadual, e os coloca realizando pesquisa científica dentro de conceituadas Instituições de nosso Estado, sendo orientado por um pesquisador da instituição, recebendo uma bolsa de estudos da Faperj, no valor de R$ 80,00/mês.

O Projeto é constituído de duas fases: A primeira fase é denominada Estágio Inicial (EI), onde o aluno tem o primeiro contato com a pesquisa científica e tem duração de oito meses. De acordo com o interesse do orientador e do desempenho do aluno, o estágio poderá ser renovado por um período de doze meses. Nesta fase o aluno terá condições de se aprofundar no campo de pesquisa que se iniciou, aprimorando seu trabalho. Esta segunda fase é denominada Estágio Avançado (EA).

Fases de Implementação do Projeto


Diversas atividades fazem parte do cronograma do Projeto, tais como: reuniões com as escolas selecionadas e com pesquisadores nas instituições; seleção e encaminhamento dos alunos para os orientadores; conferência de documentação dos estagiários e abertura de processo de bolsa na FAPERJ; acompanhamento de abertura de conta corrente pelos alunos; recebimento, conferência e encaminhamento dos relatórios dos alunos para a FAPERJ; acompanhamento do processo de estágio; realização de Jornada Científica onde os trabalhos dos alunos são apresentados, e confecção de certificado de participação.

No ano de 2003 estiveram participando do projeto, no EI, 160 pesquisadores de 14 instituições de pesquisa, orientando 206 alunos, de 19 municípios. Na fase do EA, outros 79 pesquisadores em 8 Instituições orientaram 94 alunos, de 13 municípios, que estiveram dando continuidade ao trabalho iniciado no ano anterior.


No ano de 2004 participam 263 pesquisadores de 21 instituições de pesquisa orientando 450 bolsistas, sendo que deste total, 340 alunos participam do EI e, 110 do EA. O número de pesquisadores que estão participando do EI é de 151, e do EA é de 69.


Uma característica marcante e que demonstra a riqueza deste projeto é a diversidade de áreas de pesquisa que são oferecidos aos nossos alunos. Temos atualmente 31áreas de pesquisa, conforme mostrada na tabela 1.

Linhas de pesquisa vinculadas ao projeto

Agronomia

Construção Civil

Fonoaudiologia

Meteorologia

Agropecuária

Direito

Geografia

Paleontologia

Arqueologia

Educação

Geologia

Psicologia

Biofísica

Educação Física

História

Psiquiatria

Biologia

Enfermagem

Informática

Química

Biomedicina

Engenharias

Matemática

Serviço Social

Bioquímica

Física

Medicina

Veterinária

Computação Científica

Fisioterapia

Meio Ambiente



Tabela 1: áreas de pesquisa abrangidas pelo projeto Jovens Talentos para a Ciência

Outro aspecto importante que se deve levar em consideração no escopo do projeto é a oportunidade que é dada aos alunos que vivem no interior do estado, que por característica não tem as mesmas chances de conhecer instituições de pesquisa e/ou participarem da vida de um laboratório. Na tabela 2 mostramos o universo de municípios em que o projeto tem entrada.


Quanto as instituições de pesquisa que acolhem nossos estudantes temos atualmente 21 participantes. São elas: UFRJ, UERJ, USU, PUC-RJ, USU, CBPF, UNIRIO, FIOCRUZ, INCA, UFF, PESAGRO-RIO, UERJ-São Gonçalo, IEAPM, UENF, UFRRJ, CEFET, EMBRAPA, UCP, LNCC e USS.
RESULTADOS

O Projeto Jovens Talentos para a Ciência tem conseguido alcançar resultados bastante satisfatórios no que tange a participação de pesquisadores e dos alunos, a abrangência de municípios e o envolvimento de instituições de pesquisa.

Em relação à participação dos alunos, dos pesquisadores e instituições, optamos neste momento mostrar como o projeto vem evoluindo, podendo desta maneira, oferecer um panorama geral de nosso crescimento.

Em relação à participação dos alunos, Neves et al (2001:53) encontrou evidências de um crescimento pessoal por parte dos bolsistas, visto que a passagem pelo laboratório “proporcionou uma rápida incorporação à ciência, já que eles registraram interesse na participação na renovação dos estágios; participaram da publicação de artigos científicos, e em congressos e eventos científicos”. Outro fator que devemos levar em consideração é a forma como estes alunos passam a se comunicar e se expressar devido a uma linguagem específica inerente ao meio acadêmico, que passaram a freqüentar. Isto pode ser observado “na riqueza de detalhes técnicos, o emprego de terminologia científica e o contato com literatura complexa” (ibid, p.53). As autoras concluem ainda que para estes alunos, “algo bastante significativo ocorre no laboratório a ponto de compensar as deficiências e carências que marcam na maior parte das vezes, a formação escolar desses alunos”.

No ano de 2004, a coordenação do projeto investigou junto aos pesquisadores o caminho profissional que seus orientandos tomaram ao término da bolsa. Apenas 28 orientadores responderam ao questionário enviado pela coordenação, número este pouco representativo em relação ao quantitativo de pesquisadores. Entretanto, o resultado obtido foi bastante significativo quanto ao rumo destes estudantes. Dos 28 questionários respondidos, 27 passaram no vestibular e um aluno seguiu a carreira militar, sendo que 17 continuaram atuando na mesma área do conhecimento em trabalhavam.

O
número de alunos estagiários ao longo destes anos de projeto aumentou significativamente, refletindo desta forma o sucesso do projeto. O gráfico 1 mostra a evolução do número de estagiários.

Grafico1: aumento do número de estagiários ao longo dos anos

O
quantitativo de pesquisadores vinculados ao projeto teve um crescimento significativo desde 1999. Este número aumentou em 7 vezes a quantidade de pesquisadores, desde sua implementação, o que evidencia uma boa aceitação de nossa proposta de trabalho, por este grupo de atores sociais. O gráfico 2 mostra este crescimento.

Gráfico 2: número de pesquisadores ao longo dos anos
Quanto ao número de instituições participantes tivemos um aumento considerável destas instituições, conforme mostra no gráfico abaixo (gráfico 3).



Gráfico 3: demonstrativo do número de instituições participantes




PERSPECTIVAS FUTURAS

Dado a importância e o sucesso obtido pelo Projeto Jovens Talentos para a Ciência, pretendemos nos próximos anos, aumentar de maneira significativa o número de municípios atendidos, de instituições parceiras, de pesquisadores-orientadores e de bolsas concedidas.



BIBLIOGRAFIA
FERREIRA, C.A. Concepções da iniciação cientifica no ensino médio: uma proposta de pesquisa. Trabalho, Educação e Saúde, v.1, n.1, p.115-130, 2002.
NEVES, R.M.C.das, MENDES,M.F.A., AMÂNCIO,A.M., RODRIGUES, L.D., PEREIRA, J.C.F. O Projeto Jovens Talentos e a possibilidade de encontro entre a teoria e a prática científica. Anais do I Encontro Regional de Ensino de Biologia – EREBIO. Niterói, Rio de Janeiro. 2001.
SILVA, L.H.A. Buscando o caminho do meio: construindo uma parceria entre professores e formadores de professores de ciências. (Dissertação de Mestrado). Faculdade de Educação. UNIMEP, 2002.
SOARES, M. As relações entre pesquisa em ensino de ciências e o ensino de ciências na visão dos professores. (Dissertação de Mestrado). Núcleo de Tecnologia Educacional para a Saúde – NUTES. UFRJ, 2003.




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